UMBRAL E NOSSO LAR – Uma Realidade Não Existente em Face de Doutrina dos Espíritos

Desde a publicação do livro Nosso Lar pelo espírito André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier, que o inferno católico transvestiu-se em ‘umbral’, alimentado pelo imaginário dos ‘espíritas’ ainda arraigados à dogmática católica. Por outro lado, a “cidade espiritual” denominada de “Nosso Lar“, tornou-se o céu, cujo destino é almejado por todos aqueles que sonham com a felicidade quando do retorno ao plano espiritual.
  Logo no início da obra em comento, nos deparamos com o ‘umbral’, por ser neste lugar de tormentos que se encontrava André Luiz em estado de profunda perturbação.
  Diante de seu relato, identifica-se de pronto a incontestável semelhança com o ‘inferno’ católico, ao ser aquele descrito, como uma região tenebrosa, com seres diabólicos, e sofrimentos acerbos.
   “O autor espiritual assevera que é informado por Lísias (seu orientador) que a localização do ‘umbral’ começa na crosta terrestre, sendo uma zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados” (…). (Nosso Lar, p. 79)
  Esclarece o companheiro de André Luiz, que o Umbral funciona, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais: uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena“. (…) “Concentra-se aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior, ressaltando que a Providência Divina agiu sabiamente, permitindo se criasse tal departamento em torno do planeta”. (Nosso Lar, p. 79/81)
  Ao ser ‘retirado’ do umbral por Clarêncio, depois de oito anos de sofrimento e loucura, relata André Luiz ter sido conduzido a uma cidade espiritual, denominada Nosso Lar. A referida cidade tinha sua organização política efetivada através de um Governador e de seus Ministros.
  Reportando-se ao atual Governador da cidade, André Luiz é informado por Lísias, que o mesmo havia conseguido colocar ordem nos distúrbios e cisões que turbavam a cidade, em razão de questões que envolviam a “distribuição de alimentos” entre os Espíritos moradores de Nosso Lar.
  Segundo sua narrativa, a cidade era de uma beleza impressionante, com “vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranquilidade espiritual”. (Nosso Lar, p. 58)
  O autor espiritual não se furta em descrever as belezas de Nosso Lar, desde a arquitetura de seus prédios, seus imensos bosques e jardins com flores exóticas e fontes de águas cristalinas, a beleza das obras de arte e a elegância do mobiliário que guarneciam seus Ministérios e casas, até as melodias sublimes ouvidas por todos os moradores no final da tarde, ou quando das reuniões e preces.
  Diante de tal cenário, a referida cidade tornou-se um paradigma de céu para os “espíritas“, posto que, lá chegando, além dos cuidados ministrados em seus excelentes hospitais, posteriormente tem-se a possibilidade de morar em belas e confortáveis casas, juntamente com os entes queridos, todos devidamente protegidos pelas altas e seguras muralhas defensivas desta maravilhosa cidade, que tem o sugestivo nome de ‘Nosso Lar‘.
  Entretanto, na condição de espíritas, somos sabedores da necessidade de um estudo constante e sistemático das Obras Básicas, para que possamos de forma justa e lúcida avaliar as informações que nos chegam do plano espiritual, através de mensagens mediúnicas, como é o caso da obra em comento.
  Para este intento, precisamos avaliar as informações recebidas tendo como paradigma as Obras Básicas, posto que estas passaram pelo Controle Universal das Comunicações Espíritas, como bem nos esclarece Allan Kardec, o insigne Codificador da Doutrina dos Espíritos, na parte introdutória de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
  Inicialmente, faremos uma breve análise do que nos dizem os Espíritos Superiores em O Livro dos Espíritos, quando em seu Capítulo VI, trata da “Vida Espírita“. Faremos a transposição literal de algumas perguntas feitas por Kardec aos Espíritos Superiores, com suas respectivas respostas, e em seguida teceremos comentários e conclusões pertinentes ao assunto proposto.
  Comecemos pela pergunta 224 do LE, quando Kardec indaga aos Espíritos Superiores, o que é a alma nos intervalos das encarnações. A reposta dada é a seguinte: – Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera.
  Portanto, André Luiz, estava na condição de Espírito errante, aguardando uma nova encarnação segundo a resposta dos Espíritos.
  Em seguida, vejamos a pergunta 227 formulada pelo Codificador: – De que maneira se instruem os Espíritos errantes; pois certamente não o fazem da mesma maneira que nós? Resposta: – Estudam o seu passado e procuram o meio de se elevarem. “Veem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; escutam os discursos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles, e isso lhes proporciona ideias que não possuíam”. (grifei e coloquei negrito)
  Observa-se, portanto que a proposta para o Espírito na erraticidade não é o trabalho braçal de lavar chão, limpar enfermarias, etc., mas de trabalhar sua mente e esclarecer o seu ‘eu‘, objetivando uma melhor preparação intelectual e moral, para enfrentar os embates de sua próxima encarnação.
  Analisemos ainda o que propõe a pergunta 230 de o LE: – O Espírito progride no estado errante? Resposta: Pode melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e o seu desejo; mas é na existência corpórea que ele põe em prática as novas ideias adquiridas.

Diante do exposto, é fato que:
1º) A vida espiritual não é igual à vida material, posto que a condição consciencial e emocional do indivíduo é outra, o meio é outro, a realidade é outra, a dimensão tempo/espaço é outra, as percepções e sensações são outras.
2º) A Instrução dos Espíritos errantes não se faz da mesma maneira que a dos encarnados;
3º) O progresso efetivo do Espírito só se dá através da existência corpórea, que é quando ele põe em prática as novas ideias adquiridas no Espaço.
  No entanto, no que se depreende de Nosso Lar, os Espíritos errantes vivem na espiritualidade uma vida semelhante à vida dos encarnados, posto que:
a) os Espíritos moram em casas com suas famílias; b) trabalham e são remunerados (bônus-hora); c) têm relacionamentos amorosos, noivado e casamento; d) comem, bebem, tomam banho e dormem; e) viajam de aerobus, vão a festas, cinemas, concertos e reuniões; f) obedecem a um regime político sob as ordens de um Governador que administra a cidade através de seus Ministérios.
  Ou seja, têm uma verdadeira vida social, com todas as implicações geradas pelas relações humanas que envolvem família, amigos, inimigos, trabalho e política.
  Pergunta-se: – Pra que reencarnar, se o Espírito já vive todas as possibilidades oriundas da vida em sociedade, considerada por Kardec, como a “pedra de toque” para a evolução humana?!
  Mas prossigamos nosso estudo agora analisando a questão 234 de O Livro dos Espíritos, que trata dos Mundos Transitórios, e Kardec faz o seguinte questionamento aos Espíritos Superiores: – Existem como foi dito, mundos que servem de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes? Resposta: – Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que eles podem habitar temporariamente, espécie de acampamentos, de lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são sempre um pouco penosas. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem atingi-los, e que gozam de maior ou menor bem-estar.
  E a pergunta 236 – Os mundos transitórios são, por sua natureza especial, perpetuamente destinados aos Espíritos errantes? Resposta: – Não, sua superfície é apenas temporária.
  Oportuno ressaltar o desdobramento da pergunta 236, na 236-a: – São eles ao mesmo tempo habitados por seres corpóreos? Resposta: – Não, sua superfície é estéril. Os que o habitam não precisam de nada.

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Diante de tão importantes informações, infere-se que:
1º) há possibilidade dos Espíritos errantes se acomodarem em “Mundos Transitórios”;
2º) tais mundos são de superfícies estéreis, ou seja, sem prédios, bosques, fontes etc.;
3º) o Espírito não precisa de nada disso na erraticidade.

  Passemos agora à análise do item III, de o LE, que trata das Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos. Kardec lança o seguinte questionamento na pergunta 253: – Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e os nossos sofrimentos físicos? Resposta: – Eles o conhecem, porque os sofreram, mas não os experimentam como vós, porque são Espíritos.
  Pergunta 254: Os Espíritos sentem fadiga e necessidade de repouso? Resposta: Não podem sentir a fadiga como a entendeis e, portanto não necessitam do repouso corporal, pois não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o Espírito repousa, no sentido de não permanecer numa atividade constante. Ele não age de maneira material, porque a sua ação é toda intelectual e o seu repouso é todo moral. Há momentos em que o seu pensamento diminui de atividade e não se dirige a um objetivo determinado; este é um verdadeiro repouso, mas não se pode compará-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.
  Pergunta 255: Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é o seu sofrimento? Resposta: – Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente que os sofrimentos físicos.

Diante do exposto constatamos que:
1º) As necessidades físicas de que se queixam os Espíritos são apenas “impressões”;
2º) Os Espíritos não precisam de repouso, nem obviamente de alimento, posto que não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas, nem muito menos aparelho digestivo, sistema circulatório, nervoso ou genésico;
3º) O sofrimento do Espírito é totalmente moral, e não físico.

  Para finalizar o presente estudo no que concerne à vida espiritual, ninguém melhor que Kardec, que com muita propriedade assim se expressa: “Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto dos Espíritos encarnados; e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. Em razão mesmo da natureza fluídica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se locomoverem penosamente sobre o solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que o retinham cativos”.(Revista Espírita. Março de 1865, p. 99) (grifei)
  Adiante acrescenta o Codificador: “A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto. Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão. Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, seja no Espaço”.(Revista Espírita. Março de 1865, p. 100) (grifei)
  Diante das palavras esclarecedoras de Allan Kardec, podemos asseverar da inexistência de lugares determinados no plano espiritual, destinados à purgação de penas, como o ‘umbral‘, ou lugares semelhantes às cidades materiais terrenas, com belezas naturais e construções, para abrigar Espíritos errantes aos moldes de Nosso Lar.
  Como muito bem preceitua Kardec, a dor ou a felicidade é vivenciada pelos Espíritos, seja na superfície da Terra no meio dos encarnados, seja no Espaço. Como também dois Espíritos, um feliz e outro infeliz não precisam estar em regiões diferentes para vivenciarem suas realidades espirituais distintas, podendo estar lado a lado.
  Vale ressaltar, que o assunto não se exaure nesta simples abordagem, mas que nos desperte a rever certos conceitos através de um estudo sério e efetivo das Obras Básicas, para que nos emancipemos da ignorância que nos aflige, e nos faz escravos das informações mais absurdas, que tomamos como verdade pelo simples fato de virem do plano espiritual através de um determinado Espírito, às vezes utilizando-se de nome respeitável, ou pela consideração devida ao médium através do qual se deu a comunicação.
  Seria interessante diante das considerações propostas uma releitura da Escala Espírita – questão 100 de O Livro dos Espíritos, como também um estudo mais aprofundado dos processos de obsessão, mistificação e fascinação, brilhantemente tratados pelos Espíritos Superiores em O Livro dos Médiuns.
  Finalizando, precisamos introjetar que na condição de Espíritos errantes estaremos trabalhando questões intrínsecas à nossa individualidade, no que concerne ao nosso intelecto e à nossa moralidade, posto que, como nos disseram muito significativamente os Espíritos Superiores, o repouso do Espírito é totalmente mental.
  Tomemos consciência, que o retorno à verdadeira vida nos levará a conhecer a obra inenarrável do nosso Criador. Nossa casa somos nós mesmos, livres, viajando pela força do pensamento através de todo esse imenso cosmos, conhecendo mundos, assistindo a formação de galáxias, e admirando a perfeição dessa obra, que nem o maior de todos os artistas da Terra poderá reproduzir!


Por: Maria das Graças Cabral

Publicado por Edson Rocha em Janeiro de 2012

13 thoughts on “UMBRAL E NOSSO LAR – Uma Realidade Não Existente em Face de Doutrina dos Espíritos

  1. Comentário de Míriam M. Moraes em 15 janeiro 2012 às 16:16

    Junto-me a Joseval Sirqueira para dirigir ao colega Edson Rocha a seguinte pergunta:
    – Como qualifica o trabalho de Chico Xavier e as obras de André Luiz?
    Adianto que secretamente sempre nutri essa indagação. Minha irmã faz troça comigo por achar impossível que eu me considere espírita sem acreditar em André Luiz, porque esta é a verdade, não acredito em muitas de suas descrições. Chico Xavier não foi um enganador porque ninguém escreve tão profundamente, sobre tantos assuntos distintos, com mais de 500 obras de peso contando apenas com os recursos humanos. Quando fui à Roma e viajei pela Itália, verifiquei que ele foi fiel não apenas aos aspectos materiais quanto ao “espírito” do povo romano. Em Paris, uma escada descrita numa de suas obras na igreja de Notre Dame não existe, mas existiu na época relatada no livro. Portanto, não duvido da mediunidade de Chico, mas não vejo os relatos de André Luiz dotados de coerência.
    Agradeço ao Edson e a todos os colegas que puderem contribuir com suas opiniões.

    Abraços,
    Míriam Moraes

    1. Comentário de Edson Rocha em 15 janeiro 2012 às 16:54

      Irmã Miriam M. Moraes muito pertinente seu questionamento e poderia dizer que Francisco Cândido Xavier teve uma grande mediunidade, porém, ele mesmo disse que em alguns assuntos ele nem se metia por não ter o conhecimento.
      Chico falou com Emmanuel sobre a possibilidade de ele estudar, mais compreender o que escrevia, Emmanuel não autorizou “Logo após escrever Nosso Lar, seu décimo nono livro, o próprio Chico quis estudar Psicografia. Pediu a opinião de Emmanuel e foi atendido com uma metáfora bucólica: Se a laranjeira quisesse estudar o que se passa com ela na produção das laranjas, com certeza não produziria fruto algum. Vamos trabalhar como se amanhã já não fosse possível fazer nada. Para nós, o que interessa agora é trabalhar. E Chico trabalhava como um louco. ”
      Claro que se Chico estudasse a doutrina, principalmente o Livro dos Médiuns ele não deixava Emmanuel ditar certos absurdos, que na época em que foi ditado o homem já tinha estas informações desenvolvidas por si só e não precisava dos dados errados de um pseudossábio que mais prejudicou o MEB do que ajudou. E André Luiz é mais um da falange de Ismael que dizem ser o Anjo do Brasil!!! Ou seja, ou damos créditos aos Verdadeiros Espíritos Superiores ou nos perdemos nas descrições fantasiosas de espíritos como Joana de Angeles, André Luiz, Luiz Sergio, Emmanuel e outros mais que deturpam a Doutrina Espírita e dá respaldo aos ESQUISOTERISTAS de plantão!

      Grato
      Edson Rocha

      1. Comentário de Míriam M. Moraes em 15 janeiro 2012 às 23:34

        Caro Edson,
        Gosto muito de conversar com quem pensa diferente, porque isso nos faz crescer, mas confesso que seus ataques em que denomina ou outros de “otoridade” “esquisoteristas”, pseudo-sábios e etc. me afastam da discussão. Se neste espaço há necessidade de atacar pessoas por suas ideias, onde encontraremos condições de diálogo? Também já fiquei assustada com ataques dirigidos ao Edson e às vezes me parece que muitos consideram o Espiritismo frágil como porcelana, quando não é. Se não tivermos a condição de nos relacionar com o mínimo de respeito ao outro, esqueçam o Espiritismo e voltemos aos ensinamentos de Jesus, pois o amai-vos uns aos outros, ou, falai como gostaria que falassem com você, é o básico. Sem o básico não podemos aprofundar. Quanto à questão do artigo, quando me referi ao que vi em Roma não estava falando das descrições de Chico, pois nem Internet havia para que conhecesse tão bem os lugares, estava falando de Emmanuel. Segundo Jesus, árvores boas não produzem maus frutos e vice-versa. Considero as contribuições de Emmanuel e André Luiz, não apenas nos romances, mas sobretudo nas mensagens, verdadeiras pérolas para a construção do ser reflexivo. O Senhor é um purista: considera que apenas as obras básicas são portadoras da verdade. Discordo nesse ponto. Sem Chico Xavier talvez nem mesmo você e eu tivéssemos tido a oportunidade de conhecer a Doutrina Espírita, porque foi ele o maior porta-voz do espiritismo. Tive a oportunidade de viajar e em todos os países tento mapear o movimento espírita. Ele quase inexiste fora daqui e apenas Portugal tem um movimento relativo, também graças aos livros do Chico. Mesmo assim, vimos surgir de Hollywood (quem diria) filmes como Ghost e O Sexto Sentido que não contradizem os ensinamentos contidos nas obras básicas. A influência do mundo espiritual no material, a percepção do desencarnado, o processo mediúnico…. Tudo que foi colocado nos filmes pode ser encontrado no Livro dos Espíritos em outras palavras. A senhora Terezinha fez um comentário muito bacana, também não me sinto muito motivada a sair daqui para um lugar tão parecido com a Terra quanto André Luiz nos faz crer. Teria sido ele de fato literal? Mais uma vez o convido, e a todos, a prosseguir no diálogo sobre o que consideramos divergente, sem ataques à Doutrina Espírita ou aos colegas que se encontram nesse fórum.

  2. Comentário de Luiz Cesar Schuck em 15 janeiro 2012 às 18:21

    Os espiritas não acreditam que o Umbral seja o inferno Católico e sim o purgatório. Outra coisa, quem ataca o espiritismo usando esta página ou é um Católico fanático ou é um Protestante (Evangélico) disfarçado, onde tudo é coisa do capeta…

  3. Comentário de Teresinha Dolores da Silva em 15 janeiro 2012 às 20:08

    Conheço quase nada sobre essa doutrina. Tenho pesquisado bastante para esclarecer pelo menos os pontos básicos pois acho que seus postulados são mais justos do que tudo que já li até hoje. Tenho necessidade de crer, de verdade, em algo que seja sustentado por um embasamento sólido. Tenho mais dúvidas do que compreensão, pelo menos, que possa diminuir minhas inquietudes.
    Sei que polêmicas desse nível podem gerar esclarecimentos. Apesar disso, continuo achando as colocações feitas muito simplistas e não posso acreditar que depois de vivermos neste mundo conturbado, eu por exemplo, já há 75 anos, passe para outro local onde terei experiências semelhantes, um arremedo da existência na terra. Aspiro muito mais, não sei dizer o quê, só adianto, continuarei procurando e espero encontrar pelo menos algumas respostas antes que essa vida se extinga, se é que isso acontece. Outra questão crucial para mim: existem outros espaços? Os espíritos necessitam de espaço? Quando dizemos “LÀ”, o que isto significa?
    Desculpem o desabafo, mas estou em tempos de definições e providências concretas, bem pé no chão a esse respeito. Abração.

  4. Comentário de Elder Rogério Cardoso em 16 janeiro 2012 às 8:35

    “Se há um fato que gera perplexidade entre certas pessoas convencidas da existência dos Espíritos – não nos ocuparemos aqui das outras – é seguramente a existência de habitações em suas cidades, tal como ocorre entre nós. ”
    Se Allan Kardec já reproduzia a impressão que as descrições do mundo espiritual causavam nos espíritas (ver na Revista Espírita em agosto de 1858, um artigo de Victorien Sardou).
    Penso que precisamos aprofundar os estudos, e não rejeitar uma ou outra opinião de forma sistemática e apriorística.
    Aliás, se não uma leitura atenta de toda a obra, ao menos uma consulta ao dicionário.
    Chopin em definição a uma resposta a Allan Kardec, qualifica o que é um espírito errante, ao responder se é um deles: ”Sim; isto é, não pertenço, com exclusividade, a nenhum planeta”. Errante é que não pertence com exclusividade a nenhum planeta.
    Muito bom o debate e o estudo, mas não apenas de fragmentos que apoiem as nossas opiniões.
    Aliás, em ciência quando descobrimos que estamos errados, isso é motivo de júbilo, para corrigir os rumos.
    Em religião não. São opiniões apaixonadas que sustentamos a qualquer preço.
    Portanto, fica a questão: o que estamos debatendo aqui, ciência ou religião?

  5. Comentário de Luiz Carlos de Araújo em 17 janeiro 2012 às 11:30

    Paciência com os igrejeiros de plantão. A tarefa de mostrar o Espiritismo em sua essência é muito difícil. Criamos “ícones intocáveis” colocados num olimpo e os adoramos e com isso, permanecemos na “zona de conforto” que nos cristaliza aquilo que de mais importante temos: A Liberdade de Pensar.

  6. Comentário de Francimara Pereira em 17 janeiro 2012 às 16:59

    O filme Nosso Lar foi baseado na vida do André Luiz foi o que viveu e vivenciou sua história e experiência de vida. Nosso mundo é uma imitação do mundo espiritual. Duvidar de sua história seria duvidar de nossa própria história nossas vivencias, sofrimentos, dores, derrotas e alegrias, e a cada dia estávamos ainda construindo esta história. Será que um dia alguém vai acreditar em nossas vivencias? Cada um tem sua evolução, suas vivencias.
    No LE nº 710 – Nos mundos em que a organização é mais depurada, os seres vivos têm necessidade de alimentação? Resposta: sim, mas seus alimentos estão em relação com sua natureza. Esses alimentos não seriam bastante substanciais para vossos estômagos grosseiros e, da mesma forma, eles (os espíritos) não poderiam digerir os vossos.
    Obs.: então os espíritos quando desencarnado por algum tempo, tem a necessidade de se alimentar de dormir, sente frio, calor, sede. Por isso tem a necessidade de ter um hospital, uma casa, pessoas mais evoluídas para acolher e ajudar estes irmãos necessitados, mas principalmente o alimento para o espírito transmitindo todo carinho, amor, compreensão. Por isso que precisamos reencarnar só evoluímos e aprendemos a nos libertar, nós burilar para sermos um ser melhor a cada dia, sem nenhum vicio ou rastro de maldade ou malicia, e somente na carne, na matéria, não tem outro caminho (LE – nº 230 no final da resposta – mas é na existência corporal que ele põe em prática as novas ideias que adquiriu / Livro – Evangelho Segundo Espiritismo – Capitulo IV – Necessidade da encarnação nº 25, 26). Por isso o motivo de tantas reencarnações quantas houver a necessidade para cada um. O Nosso Lar é apenas mais uma cidade dentre tantos milhares que existe. E as cidades é somente para nós ajudar a preparar nossa volta para a reencarnação. No Livro – O Evangelho segundo o espiritismo – Capitulo III – Há muitas moradas na casa de meu Pai. Diferentes categorias de mundos habitados – Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.
    Quanto ao chamado “umbral” (é apenas um nome pode ser purgatório, inferno etc.) é uma zona citada como de sofrimentos que envolve propriamente o nosso Planeta Terra e é de sofrimentos e de dor porque pela proximidade, recebe toda a energia negativa que envolve a Terra e seus habitantes, por isto é uma zona pesada, densa e muito negativa. É a zona de espíritos que no mundo, não quiseram cumprir seus deveres e ficaram imersos na negatividade, nos erros, nos vícios. Sua natureza é de pântanos, caminhos escuros, enfim sua natureza espiritual seria densa, enfumaçada, cheia de labirintos, estradas perigosas e cheia de almas em dores e sofrimento. Neste local, há cidades espirituais onde se agrupam espíritos que se afinam, ou seja, existem agrupamentos diversos de acordo com a natureza desses espíritos. O umbral é apenas um estado transitório que o próprio ser se coloca por seu comportamento espiritual.
    Chico Xavier foi o próprio exemplo de caridade, fraternidade, amor ao próximo, e esta foi sua missão na terra. Kardec veio como codificador da doutrina e o Chico Xavier o exemplo da codificação. Se cada um de nós vivenciasse um pouquinho do amor ao próximo como ele foi, o mundo seria bem melhor de si viver. O Chico Xavier apenas nos mostrou um passo a seguir o resto fica a cargo de cada um seguir o melhor caminho.

    1. Comentário de Edson Rocha em 17 janeiro 2012 às 17:23

      Irmã Francimara Pereira a pergunta 710, do Livro dos Espíritos, trata exclusivamente da lei da conservação e assim, não tem referência com o mundo Espiritual, a alimentação ali referida é para o corpo físico e denota diferença entre os mundos habitáveis como deveríamos esperar devido às diferenças de materiais na formação dos planetas, etc.

      Grato
      Edson Rocha

  7. Comentário de Adriana Nunes em 23 janeiro 2012 às 17:23

    A mente cria o que quer. Um cenário que lhe pareça acolhedor ou que lhe prepare para uma próxima vida. A mente cria cenários para aprender aqui na terra ou em outros mundos. O que é em cima é parecido que o que é na terra pois a mente que cria. Não vi nenhuma contradição. Apenas falta de entendimento.

  8. Comentário de Edson Rocha em 18 março 2012 às 21:38

    Meus Irmãos, este link do vídeo de Sergio Aleixo traz todas as informações da Codificação sobre a não existência real de Nosso Lar ou outras colônias, afirmações feitas por poucos Espíritos. É a prova cabal de que tudo isso não passa de inverdades comprovadas pelos Verdadeiros Espíritos Superiores da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.

    Grato
    Edson Rocha

    O título é “Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos”

    http://www.youtube.com/watch?v=nygyBsMJa_A&list=UUCZmize09J-EdW

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