O Pensamento Político de Kardec

As teorias de Marx mobilizaram o operariado, com sua proposta da ditadura do proletariado, certamente utópica, mas sedutora. Foram fatores que provocaram profundas alterações na visão do emprego e do capital. Na verdade, depois de Marx a sociedade se viu obrigada a olhar o trabalho sob uma nova ótica. Na estruturação do Espiritismo, Kardec não tomou como não devia tomar partido das ideias em jogo. Ele, entretanto, elaborou todo um modelo de sociedade que, com justeza, podemos chamar de utopia kardecista.

Cristianismo X Espiritismo

Na “Revista Espírita”, amiúde, Kardec reafirma o caráter científico do Espiritismo, expresso no preâmbulo de “O Que é o Espiritismo” (1860). Até o lançamento de “O Livro dos Médiuns” (1861), é coerente com essa definição, de que o verdadeiro caráter do Espiritismo é o de uma ciência, jamais o de uma religião.

Por dentro do Espiritismo – É uma Religião?

Também é curioso observar que o Espiritismo, quando chegou ao Brasil na década de 60 do século XIX, começou a percorrer um caminho distante e diferente do que foi difundido por Kardec e praticado na Europa. O sincretismo religioso nas terras brasileiras conferiu à Doutrina Espírita um status que ela não tem em sua origem e essência, o de religião. Entretanto, Kardec só admite o Espiritismo ser chamado de religião, se for no sentido filosófico, pois reconhece o seu caráter ético e suas consequências morais, especialmente, quando investe na fraternidade entre os homens. Segundo ele, apresentar o Espiritismo à sociedade como religião seria descaracterizá-lo em seus princípios. “Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se de um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis que simplesmente se diz: Doutrina filosófica e moral”².

Kardec e o Espiritismo

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, Ciência Experimental e doutrina filosófica. Como Ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações. Pode ser definido assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. (A. Kardec – O Que é o Esp. – Preâmbulo)
Na 5ª edição francesa de “O Livro dos Médiuns”, cap. III, item 35 o seu autor é categórico em incluir o texto em que garante que aquele que quiser conhecer a doutrina espírita deverá seguir a seguinte ordem de estudo de suas obras: 1. O que é o Espiritismo; 2. O Livro dos Espíritos; 3. O Livro dos Médiuns; 4. Seleta, por ele elaborada, depois que escreveu o livro a Gênese, contendo matéria publicada na Revue Spirite, com destaque para um estudo sobre a desobsessão, onde apresenta um quarto caso não incluído no LM ao qual chamou de “obsessão física”, onde o Espírito perturbador só quer chamar a atenção do seu pretenso médium para seus predicados. Conta, até, o caso do Espírito corneteiro.

Tradutor, Traidor

Os inimigos de Kardec sempre insistem em que logo após a sua morte algo de revolucionário apareceu em termos de fenômenos e de comunicações mediúnicas. Todavia, para qualquer estudioso da codificação kardeciana e, sobretudo, do vasto acervo enfeixado nos tomos da Revista Espírita, isto não é uma verdade absoluta.

Como estudar o Espiritismo?

“Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis.

Fundamentos da Ética Espírita

O propósito deste trabalho é retomar estes conceitos fundamentais, derivando-os diretamente da teoria espírita e explicitando-os. A importância dessa retomada é restabelecer as bases da ética espírita, de um modo que possam servir como parâmetro à estruturação de um comportamento pautado nos princípios do Espiritismo, aplicável a todas as situações humanas, mas sem a imposição de um comportamento padrão que ignore as individualidades dos espíritos.
Para isso, o texto parte de uma pequena história da Ética e da Moral e discute, filosófica e etimologicamente, os conceitos a elas ligados. Em seguida, discute uma parte básica da ética: a teoria dos valores, propondo um conjunto dos essenciais para a doutrina. Finalmente, apresenta os fundamentos da Ética Espírita.

Moradas dos Espíritos

Bem antigos são os registros de médiuns ou Espíritos que ditam particularidades sobre a vida extracorpórea, geralmente por eles preenchida por um colorido imaginativo e contaminada por um excessivo furor literário, muito impróprio à linguagem dos Espíritos superiores.
O Sr. Emmanuel Swedenborg, pelo que se vê, anotou em seus diários uma série de descrições fantásticas, apimentadas por sua tendência verborrágica e seu calor excessivo.

Falso Conceito de Espiritismo

Muitas pessoas, ainda que conhecendo relativamente o Espiritismo e apesar, em alguns casos, de sua erudição, dão-lhe um significado moral e sociológico completamente falso e que não pode se chocar com o verdadeiro conceito filosófico que emana de seus feitos e de seus postulados e com as aspirações ideológicas para elevar o nível moral e social dos indivíduos e dos povos, impulsionando-os para uma era de paz, amor e justiça.

As Origens da Questão Roustaing

O trabalho que se vai ler foi-me enviado em 1981, quando eu estava concluindo a preparação do livro “O Corpo Fluídico”. Foi do saudoso amigo Francisco Klörs Werneck a gentileza da remessa. Mas o meu livro estava já no prelo, de modo que não pude aproveitá-lo, como de resto, a muitas outras colaborações que recebi na época. Dou-o ao seu conhecimento, agora, leitor, no momento em que a segunda edição do “Corpo Fluídico” está sendo lançada. Não sendo inédito, este trabalho é, no entanto, totalmente desconhecido, pois veio a público através da extinta “Revista Espírita do Brasil”, em 1936. Revista e autor eram do Rio de Janeiro. Após sua leitura, compreenderá você a razão que me faz apresentá-lo aqui. (Wilson Garcia).

Kardec e os Exilados

Em A Caminho da Luz, lê-se: “Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.
“As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização”

Deve-se Publicar Tudo Quanto Dizem os Espíritos?

Esta pergunta nos foi dirigida por um dos nossos correspondentes, e a respondemos com a pergunta seguinte: Seria bom publicar tudo quanto dizem e pensam os homens? Quem possua uma noção, por pouco profunda que seja, do Espiritismo, sabe que o mundo invisível é composto de todos aqueles que deixaram na Terra seu envoltório visível; mas, em se despojando dele, o homem carnal, nem todos, por isso, revestiram a túnica dos anjos. Portanto, os há de todos os graus de saber e de ignorância, de moralidade e de imoralidade; eis o que não é necessário perder de vista Não esqueçamos que, entre os Espíritos, como na Terra, há seres levianos, estouvados e zombeteiros; pseudo-sábios, vãos e orgulhosos de um saber incompleto; hipócritas, maus; e o que nos pareceria inexplicável, se não conhecêssemos, de alguma sorte, a fisiologia desse mundo, é que há sensuais, vis, crápulas, que se arrastam na lama.

Onde Está a Força do Espiritismo?

Fala-se muito em Espiritismo, mas quase nada se sabe a seu respeito.
Kardec afirma, na introdução de “O Livro dos Espíritos”, que a força do Espiritismo não está nos fenômenos, como geralmente se pensa, mas na sua “filosofia”, o que vale dizer na sua mundividência, na sua concepção da realidade. Mas de onde vem essa concepção? Como foi elaborada?
Os adversários do Espiritismo desconhecem tudo a respeito e fazem tremenda confusão. Os próprios Espíritas, por sua vez, na sua esmagadora maioria estão na mesma situação. Por quê? É fácil explicar. Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas, em geral, fazem o mesmo: formulam uma ideia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegaram. A maioria, dos dois lados, se esquece desta coisa importante: o Espiritismo é uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada.
Trata-se, pois, não de fazer sessões, provocar fenômenos, procurar médiuns, mas de debruçar o pensamento sobre si mesmo, examinar a concepção espírita do mundo e reajustar a ela a conduta através da moral espírita.

26 Maneiras de Identificar se uma Mensagem provém de um Bom Espírito

Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma “mensagem”, recebida por algum médium, adivinho ou “sensitivo”, tendo você como especial destinatário. É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que “recebe” tal e qual entidade e “trabalha” em casa mesmo.

Minhas Observações do Espiritismo

Infelizmente no Brasil há uma acomodação geral entre os centros espíritas, em que o lado religioso é desenvolvido e os aspectos filosófico e científico são ignorados de forma que; toda a doutrina é dogmatizada e distorcida em seu objetivo primário; que é dar aos homens as ferramentas corretas, para uma compreensão universal do mundo espiritual, respondendo as grandes indagações da humanidade, ou seja, de onde eu vim, o que estou fazendo aqui e para onde eu vou!

Metodologia Espírita

Urge restabelecer a metodologia espírita, nos termos abaixo especificados, a fim de que o movimento espírita não se deixe apanhar pelos inimigos do mundo invisível, desejosos de lançar os fachos da discórdia e estabelecer o regime de displicência doutrinária e, com efeito, atestar o falecimento do raciocínio. Como neste Blog priorizamos antes de tudo o próprio Espiritismo, nos escritos do inesquecível mestre lionês é que fomos buscar as bases de nossa linha de procedimento de divulgação doutrinária espírita, que pode ser bem apreciada em muitos dizeres do Codificador.

A Queda do Espírito e o Problema das Origens

Defensores modernos do conceito de queda do espírito dizem, por exemplo, que o número 540 de O Livro dos Espíritos o confirmaria, dando-nos conta de que o arcanjo começou “sendo” átomo e não “no” átomo. O espírito haver-se-ia transformado em matéria quando “caiu” por causa de sua revolta primordial, congelando-se; seria, agora, a própria matéria. A evolução constituiria uma espécie de descongelamento cujo resultado seria a recuperação da pura espiritualidade perdida. Todavia, este monismo de Ubaldi e outras reedições do mito da queda angélica, como a de Roustaing, nada têm a ver com o Espiritismo.

CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO DOS ESPÍRITOS – “Selo de Qualidade Espírita”

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.

Curta Resposta aos Detratores do Espiritismo

O Espiritismo é uma doutrina filosófica que tem consequências religiosas, como toda doutrina espiritualista; por isso mesmo toca forçosamente às bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura; mas não é, uma religião constituída, tendo em vista que não tem nem culto, nem rito, nem templo, e que, entre os seus adeptos, nenhum tomou ou recebeu o título de sacerdote ou de sumo sacerdote.

A Nova Literatura Mediúnica

A literatura mediúnica tem aumentado de maneira assustadora. Diariamente, aparecem novos médiuns, novos livros, alguns bem redigidos, se observados quanto ao aspecto gramatical, mas de conteúdo duvidoso se analisadas as revelações fantasiosas que iludem muitos novatos, ainda sem conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame criterioso daquilo que leem. Muitos desses livros se originam de Espíritos ardilosos que, de maneira sutil, se lançam no meio espírita como arautos de novas revelações capazes de encantarem leitores menos preparados, aqueles sem um lastro de conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame lúcido, capaz de os levar a conclusões esclarecedoras.

As “Obras Básicas” da Doutrina Espírita Estão Ultrapassadas?

Oportuno ressaltar, que as comunicações dos Espíritos Superiores que deram origem à Codificação Espírita, aconteceram através de milhares de médiuns, nos mais diversos grupos espíritas espalhados pelo mundo, submetidas todas ao Controle Universal das Comunicações Espíritas, conforme palavras de Allan Kardec, o Codificador, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

O Espiritismo e o Lugar Social da Igreja

O projeto kardequiano tem como objetivo final “a influência sobre a ordem social”, último estágio da propagação espírita, numa prospecção discutível, mas respeitável, totalmente pertinente como argumento contrário à ideia de que o Espiritismo seria uma filosofia de alienados, mais preocupados com o além do que com o aqui e agora.

Léon Dennis, Emmanuel e as Almas Gêmeas

“Os espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens.”

Se todos os Médiuns adotassem Allan Kardec, não haveria tantos absurdos!

O texto em comento principia com duas “denúncias”, extremamente oportunas: a primeira, de que a imprensa sistematicamente se recusa a abrir espaço para a análise criteriosa dos livros (adjetivados de espíritas) publicados; e, a segunda, de que os próprios autores (de mão própria ou por meio da psicografia, aduzimos nós) se sentiriam “incomodados” e rejeitariam tal análise.

Existem Animais no Mundo Espiritual?

Apesar de livros mediúnicos (livros de André Luiz e Chico Xavier e outros autores há citações), descreverem que há animais no plano Espiritual, não há qualquer embasamento na Doutrina Espírita. Fica evidente que se trata de criação dos Espíritos para diversos fins e não uma realidade como alguns apressadinhos querem impor. Há uma negativa sobre este assunto, feita por alguém que tem autoridade sobre a elaboração de todos os Livros da Codificação, “O ESPÍRITO VERDADE”

Fraternidade no Espiritismo SIM! Sincretismo, NUNCA!

“Só um setor do conhecimento, nesta hora de transição, não necessita renovações, e esse setor é precisamente o Espiritismo. O que ele exige de nós não é renovação doutrinária, mas apenas expurgo de infiltrações espúrias nos Centros, produzidas pela leviandade de praticantes que se desvairam da orientação doutrinária, adotando atitudes, fórmulas e práticas antiquadas. (…) O terror místico proveniente de um longo passado religioso de mistérios e ameaças não tem mais razão de ser. Não obstante, encontramos no meio espírita um pesado lastro desse terror em forma de traumatismos inconscientes que geram comportamentos antiespíritas”.

Espiritismo: O que é na Verdade! Carta à Imprensa

Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do ‘achismo’ e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta. Vamos aos assuntos:

O Espiritismo entre os Druidas

A ignorância e os preconceitos, quase por toda parte, desfiguraram essa doutrina, cujos princípios fundamentais estão misturados a práticas supersticiosas de todos os tempos, exploradas para sufocar a razão. Mas sob esse montão de absurdos, germinam as mais sublimes ideias, como sementes preciosas ocultas sob os estorvos, e não esperando senão a luz vivificante do Sol para alçar seu voo. Nossa geração, mais universalmente esclarecida, descarta os estorvos, mas um tal cultivo não pode se cumprir sem transição. Deixemos, pois, às boas sementes, o tempo de se desenvolverem, e às más ervas o de desaparecerem. A doutrina druídica nos oferece um curioso exemplo do que acabamos de dizer.

Allan Kardec – O Chefe Druída

Já sabendo que era um druida reencarnado, através da revelação do Espírito Zéfiro, Rivail preferiu assinar O Livro com seu antigo nome celta, a fim de separar seu trabalho de educador do de autor espírita. Fechava-se, assim, um ciclo palingenético, pessoal e histórico.
O espírito Kardec/Rivail completava sua tarefa de condutor de almas e as grandes teses druídicas ressurgiam no bojo da novel Doutrina Espírita. Tudo sobre o mesmo solo gaulês.

O “Crime” da FEB com o livro A Gênese de Allan Kardec

Meus Irmãos, abaixo está uma das diversas adulterações efetuadas pela FEB, aquela que se diz Casa Mater do Espiritismo no Brasil. Neste caso foi a retirada do item 67 do capitulo XV do titulo “Desaparecimento do corpo de Jesus” e substituído pelo item 68 e renomeando como 67. Ou seja, o Livro Original de Allan Kardec têm neste capítulo 68 itens! Esse crime foi na intenção de evitar atitudes contrarias ao Roustanguismo. Com certeza o livro que os Irmãos têm em casa é da FEB. O texto retirado está em negrito. Confiram!

UMBRAL E NOSSO LAR – Uma Realidade Não Existente em Face de Doutrina dos Espíritos

Tomemos consciência, que o retorno à verdadeira vida nos levará a conhecer a obra inenarrável do nosso Criador. Nossa casa somos nós mesmos, livres, viajando pela força do pensamento através de todo esse imenso cosmos, conhecendo mundos, assistindo a formação de galáxias, e admirando a perfeição dessa obra, que nem o maior de todos os artistas da Terra poderá reproduzir!

Os Espíritos Não Transam, Não Comem e não Dormem

Quando o Espírito está livre da vida física, entrevê sua existência com outros olhos, ou seja, com outra percepção, independente do seu grau evolutivo. Naturalmente que se for um Espírito de maior evolução, tal percepção será ampliada na mesma proporção, mas independentemente de ser mais ou menos elevado, a visão que possui sobre as coisas, sob todos os aspectos, é muito diferente daquela que ele possuía quando em vida física, pois nesta, sua percepção se retinha no imediato, e na espiritualidade, abrange o infinito.

Ilusões e Desilusões Doutrinárias

Espiritismo, de um lado, com Kardec, sem qualquer influência estranha. Evangelismo, com Emmanuel e Joana de Ângelis, separadamente. Tendo como escopo o cristianismo igrejista dos jesuítas. Roustainguismo com o docetismo, sem qualquer vínculo com o Espiritismo. Enfim, e qualquer outra crença que queira subsistir, separadamente, sem se imiscuir com os fundamentos do Espiritismo, tal como fazem os Umbandistas.
E viva os Umbandistas! Eles estão certíssimos. Estudam Kardec como decorrência fenomênica, mas, mantêm-se fiéis a seus princípios próprios, respeitando-nos e esperando ser respeitador por nós.

O Espiritismo “Made in Brazil”

Percebe-se que há um processo de brasilianização do movimento espírita internacional, no qual o espiritismo abrasilianizado é exportado como produto tipicamente religioso em que crenças e rituais “made in Brazil” tentam, num processo de afirmação identitaria mostrar que o novo movimento espírita nascente nesse ou naquele país, guarda uma relação, digamos, espiritual com a origem brasileira e ao mesmo tempo manter-se universal.

Concepção Espírita do Direito Natural

Impõe-se, inicialmente, situar o que se tem entendido, historicamente, por Direito Natural.
Há quem veja no Direito nada mais do que um conjunto de normas criadas pelo Estado, de validade restrita ao tempo e ao espaço sem valorização filosófica, mas com a única finalidade de regrar as relações dos cidadãos entre si ou destes com o próprio Estado. Nessa concepção, o Direito não estará vinculado à ideia da Justiça. A sua validade é independente da validade de uma norma de Justiça. Essa concepção de Direito recebeu o nome de Positivismo Jurídico. É o direito empírico, existente apenas a partir do caso concreto, esgotando-se na lei, no ordenado jurídico positivo.

Sinopse dos Principais Fatos Referentes à Origem do Espiritismo

Neste trabalho procuraremos reunir alguns dados importantes da história do Espiritismo, especialmente os referentes a Allan Kardec e ao Espiritismo nascente. Nossa fonte básica será a obra Allan Kardec, em três volumes, da autoria de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, dada a público pela Federação Espírita Brasileira em 1979/80. Qualquer estudioso do Espiritismo reconhecerá prontamente que ela representa o mais completo e rigoroso estudo já publicado sobre a vida e a obra de Kardec. Os volumes 2 e 3 contêm ainda análises e comentários de grande justeza e profundidade sobre muitos tópicos referentes à Doutrina e ao movimento espíritas.

Do Princípio da NÃO-RETROGRADAÇÃO

A encarnação é, pois, uma necessidade para o Espírito que, para cumprir sua missão providencial, trabalha em seu próprio adiantamento pela atividade e a inteligência que lhe é preciso empregar para prover à sua vida e ao seu bem-estar; mas a encarnação se torna uma punição quando o Espírito, não tendo feito o que deve, é constrangido a recomeçar sua tarefa e multiplica suas existências corpóreas penosas pela sua própria falta.

Expressão Filosófica do Espiritismo

Disse Allan Kardec que a força do Espiritismo está em sua filosofia, justamente porque faz apelo à razão, ao bom senso. Poder-se-ia estranhar o fato de haver o codificador da Doutrina Espírita dado tanta ênfase à razão, quando se sabe que o seu trabalho começou exatamente pelos fatos mediúnicos. E o Espiritismo realmente apoia-se nos fatos, nas provas, na experiência, como se diz a todo o momento.

O Que É? O Que Não É Espiritismo?

Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação é confundida erroneamente com o Espiritismo. Na verdade, embora mereça todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo. Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo.

Espíritas Descomprometidos com o Zelo Doutrinário

Para quem se empenha pela pulcritude doutrinária vale o sacrifício, sem contender com o mal, jamais. Porém, consciente quanto às atitudes a tomar no momento devido, quando falar e quando calar, sempre visando o aprimoramento, a iluminação, a ascensão, fugirá de errar por mero comodismo, omissão, e confirmará Jesus onde esteja por meio dos roteiros de amor e luz que o Espiritismo aponta.

Análise, Apreciação e Crítica. Sempre!

Atualmente, assiste-se a uma verdadeira avalancha de obras, na maioria mediúnicas, cheias de inovações, de revelações, de modismos, sem que haja espaço na imprensa espírita para uma apreciação séria, clara, fraterna, a respeito de conteúdos altamente duvidosos, que são levados a público como se fossem verdades reveladas.

Será que Allan Kardec era Racista?

Na época, Allan Kardec sabia apenas o que vários autores contavam a respeito dos selvagens africanos, sempre reduzidos ao embrutecimento quase total, quando não escravizados impiedosamente. É baseado nesses informes “científicos” da época que o Codificador repete, com outras palavras, o que os pesquisadores Europeus descreviam quando de volta das viagens que faziam à África negra.

O Conhecimento Espírita V/S Práticas “Estranhas” e Ideias Supersticiosas.

Os excessos de misticismos, as fantasias psíquicas devem ser alijadas do comportamento humano com o uso e abuso da razão, do bom senso e da inteligência iluminada. Allan Kardec indagou aos Espíritos sobre os talismãs [amuletos] e a lição surgiu peremptória: “o que vale é o pensamento, não o objeto”, portanto a Doutrina Espírita credita as superstições à infantilidade espiritual.