Malleus Maleficarum – O Martelo das Bruxas

Os mistérios do Malleus Maleficarum, ou “O Martelo das Bruxas”, um famoso manual escrito em 1485 e que mudou a maneira como o mundo concebia o mal.
Com instruções detalhadas de como encontrar, perseguir e castigar as bruxas, o Malleus inspirou séculos de acusações e derramamentos de sangue em todo o mundo.
Através de recriações e entrevistas com estudiosos, o NatGeo analisa a autoria, a legitimidade e a história do “Martelo das Bruxas”

Cristianismo X Espiritismo

Na “Revista Espírita”, amiúde, Kardec reafirma o caráter científico do Espiritismo, expresso no preâmbulo de “O Que é o Espiritismo” (1860). Até o lançamento de “O Livro dos Médiuns” (1861), é coerente com essa definição, de que o verdadeiro caráter do Espiritismo é o de uma ciência, jamais o de uma religião.

Roma entre Nós

Roma ainda vive! E ao estudá-la compreendemos o porquê da frase que todos os caminhos nos levam a ela. Os caminhos não foram apenas às estradas, mas tudo o que Roma fez para tornar-se adorada, temida e inesquecível. Todavia, não são mais as estradas que existem, mas toda a herança de Roma que aguarda ser conhecida e aprofundada, e que muito dela sempre esteve entre os estrangeiros não mais dominados e se encontra, também, em nós.

Breve Resumo Histórico dos Evangelhos Apócrifos

Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento.

Jesus é o Filho do Homem? E se não for?

A percepção que temos a respeito de Jesus, reflete essencialmente a cultura cristã, a qual fomos submetidos. O Filho de Deus, ou o próprio Deus, o Messias, o Ungido, o Mestre, o Rei dos reis, O Filho de Davi, O Verbo de Deus, Aquele que existia antes da formação do Mundo, o Pão da Vida, o Médico das Almas, o Caminho, a Verdade e a Vida, enfim são muitas as definições e codinomes atribuídos ao homem de Nazaré, filho de Yussef e Miriam. Entre todas, há uma em especial que não escapou das polêmicas e principalmente das contradições que por si só a adjetivação encerra, é o título de Filho do Homem.

Jesus, Filho de Criação?

O interesssado colega de mesa, com a boca cheia, levantou os ombros e mais uma vez negou com a cabeça como se estivesse dizendo: “sei lá!” O questionador da Bíblia prosseguiu: – É isso mesmo… Acho que o que estou pensando tem fundamento, pois como pode ele ser da linhagem de Davi, se ele era filho de criação de José? E o dedicado e profundamente interessado no assunto, o colega de boca cheia, finalmente expressou sua grande opinião: – Sei não!

Por dentro do Cristianismo – Quem Fundou?

Foi Paulo quem deu o passo de rompimento com o Judaísmo ao defender a separação entre a aceitação da Lei judaica e a fé em Cristo. Para ele, ter fé em Cristo independia se o indivíduo era judeu ou pagão. “Em algumas de suas cartas, Paulo distingue a lei e o evangelho, insistindo que uma pessoa é justificada pela fé em Cristo (o evangelho), não pelo cumprimento das obras prescritas pela lei judaica”.³
Na opinião do escritor Hermínio de Miranda, Paulo sacrificou muito Jesus ao Cristo. Ou seja, em seus escritos não há qualquer referência ao Jesus-Homem, muito menos uma aproximação com a essência de sua mensagem.

A Reencarnação nos Primeiros Séculos do Cristianismo

A doutrina da reencarnação é uma constante em Orígines, como o fora anteriormente para Pitágoras, Sócrates, Platão, e toda a tradição órfica grega até Plotino. Orígnes tinha consciência de indícios desta doutrina no próprio evangelho, como em Lucas 1:13-17; Mateus 17:9-13 e em João, 3:1-15. Igualmente, com os mistérios gregos, admitia que nosso universo é constituído por uma série de “mundos” habitados, onde a alma se aperfeiçoa (isto séculos antes de Giordano Bruno e de Kardec). Diz-nos Orígines: “Deus não começou a agir pela primeira vez quando criou este nosso mundo visível. Acreditamos que (…) antes deste houve muitos outros”.

Gnósticos – Hereges que Sabiam Demais!

A leitura dos evangelhos, sejam eles canônicos ou apócrifos, deve seguir a uma análise atenta do ponto de vista histórico, especialmente levando em conta a época em que foram escritos, caso contrário serão realizadas leituras psicológicas, filosóficas e tantas outras enfadonhas, cheias de opiniões pessoais que são arrumadas de improviso, em uma tentativa muitas vezes leviana e precipitada de se popularizar Jesus como o único caminho de salvação de uma humanidade “pecadora”, bem como despontar de forma pretensiosa como a verdadeira explicação dos ditos de Jesus. E muitas vezes nem se preocupa em verificar se Jesus teria realmente, dito isto ou aquilo.