Metodologia Espírita

Urge restabelecer a metodologia espírita, nos termos abaixo especificados, a fim de que o movimento espírita não se deixe apanhar pelos inimigos do mundo invisível, desejosos de lançar os fachos da discórdia e estabelecer o regime de displicência doutrinária e, com efeito, atestar o falecimento do raciocínio. Como neste Blog priorizamos antes de tudo o próprio Espiritismo, nos escritos do inesquecível mestre lionês é que fomos buscar as bases de nossa linha de procedimento de divulgação doutrinária espírita, que pode ser bem apreciada em muitos dizeres do Codificador.

DOS PARÂMETROS DE ANÁLISE

  • “Segue-se que a opinião de um Espírito sobre um princípio qualquer não é considerada pelos espíritas senão como uma opinião individual, que pode ser justa ou falsa, e não tem valor senão quando é sancionada pelo ensino da maioria, dados sobre os diversos pontos do globo.” (Allan Kardec, Revista Espírita, 1865)
  • “É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apreço, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas.
  Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele.
  Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia. (Allan Kardec, Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)


  • “Mas nunca será demasiado repetir: não aceiteis nada cegamente. Que cada fato seja submetido a um exame minucioso, aprofundado e severo.” (O Livro dos Médiuns – Kardec – item 98)


  • “Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos.” (Allan Kardec, Revista Espírita – Nov/1858)


  • “Todas as precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis.
  Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio)


  • “Inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral. Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quiser atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo”. (Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.)


  • “É urgente que vos ponhais em guarda contra TODAS as publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tiverem uma atitude franca e clara, e tende como certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou no invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia.
  Cabe-vos não vos deixar apanhar. Tendes todos os elementos necessários para apreciá-las”. (Espírito Erasto, Revista Espírita, 1863, dezembro.)

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  • É pela lógica que se deve combater e não pelas pessoas, injúrias e represálias. (Revista Espírita. Maio de 1863. Notícia Bibliográfica).


  • […] vede como se empenham em acusar o Espiritismo de todas as aberrações e de todas as excentricidades pelas quais não podia ser responsável.
  A doutrinação não é ambígua em nenhuma de suas partes; é clara, precisa, categórica nos mínimos detalhes; a ignorância e a má-fé só podem enganar-se sobre o que ela aprova ou condena.
  É, pois, um dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiarem e desautorizar abertamente, em seu nome, os abusos de todos os gêneros que pudessem comprometê-la, a fim de não lhes assumir a responsabilidade; pactuar com os abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos nossos adversários. (Revista Espírita. Junho de 1865. Nova Tática dos Adversários do Espiritismo.)


  • “Somos muito absoluto em nossas ideias? Somos um cabeça-dura com quem nada se pode fazer?
  Pois bem! Ah! Meu Deus!
  Cada um tem os seus pequenos defeitos; nós temos o de não pensar ora branco, ora preto; temos uma linha traçada e dela não nos desviamos para agradar a ninguém.
  É provável que sejamos assim até o fim.
  Falar dessas opiniões divergentes que, em definitivo, se reduzem a algumas individualidades, e em parte alguma fazem corpo não será talvez, perguntarão algumas pessoas, ligar a isto muita importância, amedrontar os adeptos fazendo-os crer em cisões mais profundas do que realmente o são?
  Não é, também, fornecer armas aos inimigos do Espiritismo?
  É precisamente para prevenir esses inconvenientes que disto falamos. Uma explicação clara e categórica, que reduz a questão ao seu justo valor, é bem mais própria a assegurar do que a espantar os adeptos.
  Eles sabem a que se ater e aí encontram ocasião dos argumentos para a réplica.” (Allan Kardec. Revista Espírita. Abril de 1866. O Espiritismo Independente.)


  Tal medida deve ser tomada em regime de Urgência, pois os delitos praticados em nome da Doutrina têm servido para criar uma grande confusão em torno dos seus objetivos.
  Em virtude dessa necessidade – para a própria sobrevivência do Espiritismo – convocamos aos Espíritas à reflexão sobre as atividades desenvolvidas nos seus centros ou agremiações, a fim de que ainda hoje possamos recomeçar a trajetória que nos levará ao endereço certo: A Codificação Espírita.


Rodrigo Luz

Publicado por Edson Rocha em Fevereiro de 2011

4 thoughts on “Metodologia Espírita

  1. Comentário de Marcílio F. da Costa Pereira em 25 fevereiro 2011 às 17:28

    É acertado todo o cuidado, inclusive, o de se compreender que assim como Jesus, a seu tempo não pode na época expor tudo o que sabia. Kardec também não. Voltando a Jesus, ele prometeu o Consolador, exatamente por não ter meios de o povo entender o que ele não pode expor.
    O Espiritismo, a seu tempo, também irá ao longo da evolução da humanidade abrir novos horizontes. Sendo esse um processo natural. E para muitos isso é um desafio, pois, a exemplo de muitas casas Espíritas que não podemos seguir. Nessas, apenas os cinco livros de Allan Kardec são permitidos serem estudados.
    Necessitamos de todos os cuidados, mas devemos procurar acompanhar as evoluções naturais que em momento algum desfiguram o Espiritismo, mas, sim, o consolidam cada vez mais.

    1. Comentário de Edson Rocha em 25 fevereiro 2011 às 18:39

      Irmão Marcílio Pereira gostaria de saber se é possível fazer uma sinopse do que temos de novidades em relação ao Espiritismo de hoje, com o que Allan Kardec escreveu nas obras básicas e em todas as Revistas Espírita. Digo isso porque não vi até hoje, alguma coisa diferente do ele disse! E o que dizem ser diferente está em confronto com o que os Espíritos verdadeiramente superiores disseram! Fico no aguardo destas novidades…

      Grato
      Edson Rocha

      1. Comentário de Marcílio F da Costa Pereira em 26 fevereiro 2011 às 23:33

        Respondendo à pergunta: “sinopse do que temos de novidades em relação ao Espiritismo de hoje, com o que Allan Kardec escreveu nas obras básicas e em todas as Revistas Espírita.”
        Quando Francisco Cândido Xavier através das informações trazidas por André Luiz, escreveu a série conhecida como (Serie André Luiz). Ele gerou uma evolução no Espiritismo. Ao ponto, inicialmente, de o próprio Chico ter de ser levado durante o sono, ao plano espiritual, para ser convencido. Isso, pois ele estava dificultando devido a série de novidades que até então se desconhecia, do mundo espiritual. Entre nós, encarnados e espíritas, não houve uma recepção fácil sobre as realidades espirituais que nesses livros apresentavam-se. Muitos espíritas chegaram até mesmo a julgar que Francisco Cândido Xavier encontrava-se doente ou obsedado. Os mais prudentes, não, mas mesmo assim tinham enorme dificuldade em aceitar…
        Como exemplo do que eu falo, a Sr.ª Mariquinha, presidente do Centro Espírita Caridade de Jesus. (Primeiro Centro Espírita de Santa Catarina). Ela, que veio a ser tia de primeiro grau de meu pai. Quando houve a publicação iniciado na obra: Nosso Lar. Assim como muitos outros encontrou dificuldades em aceitá-lo. Isso, visto o que ela falava: “O que o Chico está apresentando nessa obra é uma materialização do plano espiritual”. E se ela assim abordava, inicialmente, não tinha outro motivo senão o de até o presente momento o Espiritismo não sabia definir o mundo espiritual com tamanha definição como fez André Luiz.
        Muito me estranha, contudo, a sua posição, amigo e irmão Edson. Afinal, qual é a novidade entre nós participantes da Doutrina Espírita. (E quando eu digo: NÓS – não estou sendo apenas generalista. Visto que por reiteradas vezes já expus que se hoje amplio os meus trabalhos dentro de um Terreiro de Umbanda. Como médium. Continuo frequentador e membro ativo de Casas Espíritas e da própria Federação Espírita do Paraná (como ouvinte de palestras)).
        Qual a novidade que através da evolução da humanidade o Espiritismo, gradativamente, vai ampliando os nossos horizontes. Digo, nossos conhecimentos? Essa é uma evolução natural e que é perfeitamente COMPREENDIDA por todos?
        Se toda as realidades fossem apresentadas de uma única vez, através de Kardec, ao mundo. Isso significaria que o Espiritismo, ao longo dos tempos, seria de forma totalmente compreendida substituído por outra religião mais avançada…. Pois, um dia, ele ficaria para traz.
        Isso que estou expondo não é necessária muita reflexão. E como exemplo eu vou lhes apresentar utilizando minha querida profissão de professor. Que, se hoje não exerço, se Deus permitir em breve voltarei a exercer dentro das cadeiras da informática.
        Você não pode oferecer conteúdo de terceira série de qualquer curso, para um aluno de primeiro ou mesmo, do segundo ano. Eles não teriam alcance para compreender. SERIA UM DESASTRE. Assim como em nossos cursos (humanos) ocorre conosco, enquanto espíritos imortais o mesmo sucede.
        Apenas Deus permite que nós tenhamos acesso a esse ou aquele conteúdo de conhecimento se estivermos em condições de bem aproveitá-lo. Antes disto ocorrer, não que essa realidade não exista. Mas, simplesmente, por hora, fica “escondida” de nossas vistas. No momento adequado essas realidades aparecem. Dentro da Doutrina Espírita, isso também ocorre. Não apenas em nossa ciência.

        A todos o meu abraço
        Marcílio

      2. Comentário de Tadeu Sabóia em 23 janeiro 2016 às 20:30

        Perfeito Edson Rocha. Vejam só que coisa mais louca: As pessoas acabam de ler uma compilação ao método espirita de análise, controle e filtragem de mensagens e de hipóteses espíritas e logo abaixo esquecem o que acabaram de ler e abandonam o método.
        Quando o Edson pergunta sobre quais são as complementações a doutrina espírita que supostamente existiam veem-se logo que admitem, aceitam e elegem como complementares obras que passaram longe da metodologia Kardequiana de verificação.
        As pessoas fazem isso de forma tão natural que nem sequer se percebem do erro que cometem.
        Aos que acham que as obras psicografadas por médiuns famosos e trazidas por espíritos famosos passaram pela metodologia exposta acima.

        Deus conosco.

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