Kardec e os Exilados

Em A Caminho da Luz, lê-se: “Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.
  “As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização”.[1]
  Mas em termos kardecianos: “Toda teoria em contradição manifesta com o bom-senso, com uma lógica rigorosa, com os dados positivos que possuímos, por mais respeitável que seja o nome que a assine, deve ser rejeitada”.[2]
  O bom-senso, a princípio, não afasta o que se lê em A Caminho da Luz. Entretanto, isto não ocorre quanto à “lógica rigorosa”, pois esta, no caso, exige “os dados positivos que possuímos”, isto é, o que diz a ciência sobre Capela, não importando se esse conhecimento é limitado, até porque qualquer conhecimento o é por natureza.
  A Doutrina Espírita, porém, estará sempre com a ciência naquilo que compete a esta, sob pena de obscurantismo.
  Segundo especialistas, Capela não tem planetas, e mesmo que algum fosse encontrado, nenhuma estabilidade apresentaria que possibilite (ou mesmo que tenha possibilitado em bilhões de anos passados) o surgimento de vida.
  Eles têm ainda por certo que só estrelas simples ocasionam probabilidades para o desenvolvimento de formas orgânicas. Capela, porém, é um sistema de nove estrelas (duas principais e mais sete) com tremendas instabilidades de várias ordens.
  Assim, em nome do Espiritismo, não se poderia sustentar que há ou que houve vida num planeta que não existe nem nunca existiu no sistema Capela, menos ainda se “guarda muitas afinidades com o globo terrestre”, na culminância de um ciclo evolutivo cujas lutas finais teriam ocorrido como as nossas, em relação às transições que eram “esperadas no século XX”.
  Eram… Pois o século 20 acabou sem que houvesse mudança alguma na ordem natural das coisas, como asseguraram, desde sempre, Kardec e os espíritos superiores da sua magna Codificação.
  Num conto de ficção que nada tem a ver com este assunto do exílio, Flammarion chegou a supor os capelinos como seres dotados de faculdades de percepção elevadas, por não estarem encarnados em corpos grosseiros como os nossos.
  Mas ouviu do codificador que, embora houvesse concordância de muitos pontos com o Espiritismo, a obra representava apenas uma “hipótese” ilustrativa.[3] Vai longe o tempo em que a doutrina era tratada com tamanha prudência.
  Diante do texto de A Caminho da Luz, entretanto, em seu antigo habitat, a vida dos capelinos só podia ser como a vida aqui na Terra: orgânica.
  De outra forma, o texto não faria o menor sentido; tanto assim, que fala de mundos capelinos que “já se purificaram física e moralmente”, [4] numa clara indicação de que aquele orbe de onde teriam vindo os exilados não se houvera depurado.
  O texto, aliás, apesar de se referir a uma ação ocorrida “há muitos milênios”, diz que esse mundo “guarda muitas afinidades com o globo terrestre”. Emmanuel, pois, asseverou que o planeta ainda estava lá, no tempo em que lá o quis sediar: 1938.
  Sem dúvidas, trata-se de ambiente físico, e não de um mundo indetectável.
  De qualquer modo, a ideia que Kardec admitiu como Espiritismo — porque “aceita pela maioria dos espíritas como a mais racional e a mais de acordo com a soberana justiça de Deus” e, sobretudo, “confirmada pela generalidade das instruções dadas pelos espíritos sobre esse assunto” —[5] foi a de que houve um exílio, não “há muitos milênios”, e sim, como se aprende no n. 51 de O Livro dos Espíritos, há alguns milênios, “cerca de 4.000 anos antes do Cristo”.
  Espíritos foram mandados para a Terra a fim de que os habitantes desta, mais atrasados, progredissem com este contato, e para que os exilados expiassem suas faltas, porquanto se haviam rebelado contra a lei de Deus num mundo “feliz”, “mais adiantado e menos material do que o nosso”.
  É o que se lê, sem apelação, em Gênese, XI, 36 (ou 38), e XII, 22 (ou 23). 36 (ou 38).
  Segundo o ensino dos espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem uma dessas colônias de espíritos vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na figura de Adão, e, por essa razão mesma, chamada de raça adâmica.
  Quando ela chegou aqui, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, assim como a América, quando os europeus chegaram lá.
  A raça adâmica, mais adiantada do que aquelas que a haviam precedido na Terra, é, com efeito, a mais inteligente, é ela que impele todas as outras ao progresso. 22 (ou 23).
  Admitamos, ao demais, que [Adão e Eva] tenham vivido em um mundo mais adiantado e menos material do que o nosso, onde o trabalho do espírito substituía o do corpo, e que, por sua rebelião contra a lei de Deus, simbolizada pela desobediência, tenham sido por punição, afastados de lá e exilados para a Terra, onde o homem, pela natureza do globo, é constrangido a um trabalho corporal, e reconheceremos que Deus tinha razão em lhes dizer: ‘No mundo onde ireis viver daqui por diante, cultivareis a terra e dela tirareis o alimento com o suor da vossa fronte’, e em dizer à mulher: ‘Parirás com dor’, porque esta é a situação desse mundo.
  O paraíso terrestre, cujos vestígios se têm procurado inutilmente na Terra, era portanto a representação do mundo feliz onde Adão havia vivido, ou melhor dizendo, a raça dos espíritos da qual ele é a personificação. […]
  Não foi, portanto, indicada a localização cósmica do planeta original dos exilados, nem se falou que tinha muitas afinidades com a Terra.
  Se o movimento espírita considerasse como palavra de ordem os conteúdos e, sobretudo, a criteriologia da obra de Kardec; se fosse capaz de obedecer às determinações do velho mestre pelos méritos que indiscutivelmente possuem, deveria rejeitar a ideia de que os exilados vieram de um orbe da Capela portador de “muitas afinidades” com o nosso mundo, num momento em que suas lutas eram como as nossas, no séc. 20 (bem materiais então!), porque a ciência, em assunto que é da sua estrita competência, nunca ofereceu subsídios para essa indicação. Só um eventual futuro respaldo da astrobiologia pode ocasionar mudança de postura espírita quanto a este assunto.
  Até lá, deve prevalecer para os adeptos sinceros e devotados a dita de Erasto:
  Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios.
  Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável.
  Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica.
  O que a razão e o bom-senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.
  Com efeito, sobre essa teoria poderíeis edificar todo um sistema que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento construído sobre a areia movediça. [6]
  Edgar Armond e similares, imbuídos das melhores intenções, mas driblando Kardec para estabelecer seus sistemas pessoais, apenas fizeram exatamente isto: edificaram sobre a areia movediça de A Caminho da Luz, em cujo “Antelóquio” se lê, com surpresa, que “não deverá ser um trabalho histórico”, o que contraria seu subtítulo: “História da Civilização à Luz do Espiritismo”.
  E o que dizer daqueles prognósticos ao final do capítulo XXV?
  Caducaram por completo. O século 21 aí está com “as forças do mal” em “posições de domínio” e as “ovelhas” ainda bem misturadas. Mas o suposto livro complementar de A Gênese assim profetizou:
  São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres […].
  Vive-se agora [1938], na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos. […]
  O século que passa efetuará a divisão das ovelhas do imenso rebanho.
  Como A Caminho da Luz poderia ser um livro complementar à Gênese de Kardec se lhe descumpre esta orientação fundamental: […] os espíritos realmente sábios nunca predizem nada com épocas determinadas; eles se limitam a nos prevenir sobre a sequência dos fatos que nos seja útil conhecer.
  Insistir em obter detalhes precisos é expor-se às mistificações dos espíritos levianos, que predizem tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e se divertem com os terrores e as decepções que causam.[7]
  Quanto àquela pretensa confirmação de vida em Capela desde a Revista Espírita, os textos devem ser lidos mais atentamente, sem precipitações apaixonadas. Como disse acima, logo no primeiro artigo, Kardec é bem claro:
  “O autor imagina um diálogo entre um indivíduo vivo chamado Sitiens”. E aduz então: “A teoria que ele dá da visão da alma é notável”.[8]
  Mais adiante, assevera o mestre: “[…] não podendo essa experiência ser feita diretamente pelos homens, o autor supõe um espírito que dá conta de suas sensações, e colocado em condições de poder estabelecer uma comparação entre a Terra e o mundo que habita [um dos planetas de Capela]”. Ainda que Kardec haja reconhecido ao texto de Flammarion “uma importância capital”, no segundo artigo, reafirmou: […] não se deve perder de vista que esta história não passa de uma hipótese, destinada a tornar mais acessíveis à inteligência e, de certo modo palpáveis pela entrada em ação, da demonstração de uma teoria científica, como fizemos observar em nosso artigo precedente. [9]
  Em nenhum momento ficou estabelecido que o conto literário de Flammarion era portador de um princípio espírita no que respeita ao sistema Capela. Kardec apenas viu méritos na maneira pela qual a separação entre alma e corpo e as faculdades daquela foram tratadas no relato ficcional de seu famoso “amigo” astrônomo. Em mais dois anos, esse “amigo” acusaria o velho mestre, em pleno funeral deste, de haver suscitado rivalidades e de haver feito escola de forma um pouco pessoal, como se houvesse nisto alguma falha; [10] além de já ter presenteado Kardec com o “favor” de psicografar um “Galileu” que ignorava a existência dos satélites de Marte. É verdade que Fobos e Deimos foram descobertos apenas depois dessas psicografias, em 1877.
  Não surpreende que os espíritos deixem de revelar o que só aos homens compete descobrir, mas quando prestam informações falsas, o caso é outro.[11]
  Na ficção do astrônomo, ao demais, o espírito Lumen diz que os capelinos não seriam encarnados num invólucro grosseiro, o que os dotaria de “faculdades de percepção elevadas num eminente grau de poder”.[12] Caso se tratasse de elevar à condição de princípio doutrinário do Espiritismo a localização desses seres em Capela (e Kardec não o fez!), ainda assim tal ideia estaria em conflito com a informação emmanuelina de que viviam num orbe que guarda muitas afinidades com o nosso globo, em meio às lutas finais de um longo aperfeiçoamento, como nos acontecia no séc. 20.
  Por fim, diga-se em alto e bom som que, na negação de que os exilados teriam vindo de Capela, nenhum princípio sequer do Espiritismo está em litígio, e sim uma tradição espiritual improvável de que há ou de que houve vida orgânica num suposto mundo desse sistema estelar sem planetas.
  Emmanuel, aliás, já fizera declarações temerárias não só de caráter intergaláctico, mas acerca mesmo do nosso sistema planetário: Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.[13]
  Coletividades em melhores condições?
  É… Evoluíram tanto que sumiram da face desses planetas, fisicamente estéreis e desabitados…
  O movimento espírita precisa entender que a simples opinião, por si só, deste ou daquele espírito, seja qual for, por que médium o for, não constitui Espiritismo quando se desalinha em relação a Kardec.
  Este e outros assuntos precisam ser tratados em termos kardecianos.
  É a hora da codificação espírita!
  Ou nos tornaremos uma trupe de fascinados, presas dos mais lamentáveis obscurantismos.

Escrito por Sergio Aleixo

[1] A Caminho da Luz. III. As raças adâmicas. Um mundo em transições. p. 34.
[2] O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução, II.
[3] Revista Espírita. Mar/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen. E mai/1867, Lumen.
[4] A Caminho da Luz. III. As raças adâmicas. O sistema de Capela, p. 34.
[5] A Gênese, XI, 42, nota 173.
[6] O Livro dos Médiuns, 230.
[7] A Gênese, XVI, 16.
[8] Revista Espírita. Março/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen.
[9] Revista Espírita. Maio/1867. Lumen.
[10] Obras Póstumas. Discurso pronunciado sobre o túmulo de Kardec.
[11] Cf. A Gênese, VI, 26: “Alguns planetas como Mercúrio, Vênus e Marte não deram origem a nenhum astro secundário; enquanto que outros, como a Terra, Júpiter, Saturno, etc., formaram um ou mais”.
[12] Revista Espírita. Março/1867. Notícias Bibliográficas. Lumen.
[13] Emmanuel. A Tarefa dos Guias Espirituais.

Publicado por Edson Rocha em Maio de 2011

22 thoughts on “Kardec e os Exilados

  1. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 22 maio 2011 às 13:24

    Tenho uma dúvida quanto a esse estudo: parece ignorar completamente a matemática que prova 11 dimensões possíveis. Parece também usar o termo “semelhante” ao ler Emmanuel comentar sobre a Terra e Capella, como semelhança de estado físico. Porque as semelhanças não podem ser em diversos outros pontos? Acreditar que só podemos encontrar vida, reencarnada ou renascida, neologia para espíritos que nascem em corpos não de carbono/ carne, é negar a prova irrefutável da ciência em demonstrar que o universo que conhecemos atualmente é de apenas uma camada (e incompleto), onde existem muitas outras. Não falo de paralelos, pois seria errado, falo de camadas de dimensões por falta de termos que ainda não existem. Nada aí vai contra Kardec que deixa claro a tese de que existem mundos de matéria menos densa.

  2. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 22 maio 2011 às 14:45

    A resposta a todas essas dúvidas está guardada a sete chaves no interior da nossa pirâmide egípcia e dizem, ainda que nossa origem não é de Capela e nunca foi…
    Sabia-se que ao lançar uma teoria sobre a origem interplanetária do homem como um ser extraterrestre seria óbvio que era inevitável determinar-se uma origem e Capela não passou de uma simples especulação. Se somos, como diz a oração do “Credo”, degredados filhos de Eva, era quase que obrigatório se dizer de onde foi feita a nossa expurgação. Senão essa belíssima teoria estaria incompleta e de pouquíssima aceitação.
    Dizem, ainda, que num determinado dia do ano uma luz vem do firmamento e incide sobre vértice da pirâmide de Quéops….

  3. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 22 maio 2011 às 15:35

    Na verdade, nós não somos Capellinos, todos os Capellinos segundo Emmanuel e outros espíritos nobres já se retiraram da Terra em retorno, como o texto do Filho Pródigo, os mais atrasados deixaram sua abnegação provada na história da terra nos circos romanos com extermínio perante os leões em cantorias e hinos ao cristianismo nascente. Um dos povos que se retiraram primeiramente foi o Egípcio, não antes de deixar a matemática, a engenharia e as pirâmides, hoje sabe-se que há uma ligação matemática irrefutável entre as cinco pirâmides e certos astros e constelações, apontando para Orion e a constelação de Cocheiro (coincidência?) Os Capellinos que ainda residem aqui ficaram por amor ao povo da Terra para trazer seu progresso. Tudo isso aqui dito é de conhecimento e opinião dos benfeitores, quer estejam errados ou não, não me vem ao caso decidir. Nós então somos os nativos da Terra ou viemos de outros lugares?

  4. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 22 maio 2011 às 16:05

    Acredito que os primatas, ou homo sapiens, serviram-nos muito bem como veículo terrestre. Transplantados que fomos por intermédio de uma ciência espiritual avançada, estamos servindo a um propósito bem mais elevado que muitos supõem ser possível. No entanto, a guerra entre o animal e o ser espiritual em evolução ainda está muito longe de ter um fim. A experiência humana, que inicia nos laboratórios espaciais não foi exatamente um fracasso como supõem muitos analistas espirituais ao longo dos tempos. Estamos programados a passar por todas as etapas dentro desse processo evolutivo. E as interferências externas que tentaram desviar o homem de seu plano traçado foram corrigidos cada uma a seu tempo. Então, cabe-nos uma grande responsabilidade com esse planeta e com essa espécie que habitamos. Cabe-nos entender até onde começam os direitos e deveres do animal primitivo que ocupamos e a nossa influência como ser tripulante e comandante.

  5. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 22 maio 2011 às 19:31

    Concordo plenamente, seguindo a evolução genética, que parece ser iniciada com o princípio inteligente (o Espirito) devemos entender então que corpos espirituais elevados, ajudariam também no progresso biológico dos seres? Assim temos que a chegada dos Capellinos a 10 mil anos atrás, coincide com a mudança fisiológica do corpo – mente humanos. Temos esse conhecimento que vem do livro A Caminho da Luz, além de outros textos como de Pedro de Campos. Seria então ignorância nossa teorizar que os irmãos pleidianos, as tão faladas crianças índigo e cristal que reencarnam na terra para nosso adiantamento perante a transição planetária, estariam em breve ou até mesmo agora, a cada reencarnação, alterando nosso corpo? Temos crianças nascendo com intolerância a carne, lactose e glúten, entretanto longe de serem adoentadas, são mais saudáveis. Não são poucos os médiuns videntes, espiritas, esotéricos, pesquisadores holísticos, etc. que percebem novos chakras acima do coronário, o mais elevado no ser humano atual.
    Bem em nada vemos de diferente esses pensamentos dos de Philomeno no novo lançamento de Divaldo Franco, Transição Planetária.
    Quanto mais estudamos, percebemos o quão pouco penetramos no Universo e suas leis, então me vejo humildemente dizendo que não sei se Capellinos existiram ou não, se vieram para cá ou não. Nem tanto assim me importa, pois, a leitura de Emmanuel é excelente e extremamente útil para meu adiantamento interno e para compreender de forma mais clara, de onde vim, onde estou e para onde vou. Mesmo que para isso não saiba nomes dos seres ou planetas que passei anteriormente.

  6. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 22 maio 2011 às 21:07

    Penso que luz é sinônimo de conhecimento e serve como instrumento capaz de nos oferecer subsídio para nossa compreensão acerca de assuntos que temos dificuldade em entender. Luz é conhecimento que ilumina as trevas que obscurecem nosso entendimento.
    Seres de luz tem vindo ao nosso mundo para grandes mudanças no nosso padrão evolutivo. Mas, a luz que recebemos de um espírito evoluído como Emmanuel não nos vem com o objetivo de tirar dúvidas de uma elite espiritual, mas sua ação é dirigida a todos, tentando elevar o nível de uma forma abrangente, não importando o nível intelectual daqueles que abordam suas mensagens. No entanto, cada qual segundo seu entendimento extrai para si menos ou mais sabedoria e isso é o que importa.
    Aprendi que quando nos interessamos por um determinado assunto podemos aprender muito sabendo que todo conhecimento está diluído no mundo. Mas para ter contato com esses conhecimentos que nos interessam é mister que aprendamos a calar e a ouvir.
    O silêncio significa criar espaço mental para absorver novas ideias. Ouvir vem em seguida para receber com atenção aquilo que recebemos através das mensagens que nos são enviadas.
    Eu aprendo muito com meu filho de 7 anos que, aliás, nasceu com intolerância a lactose e só aceita leite de soja e lhe agrada salada de alface e tomate. Suspeito que ele seja mais um irmão pleidiano reencarnado…

  7. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 23 maio 2011 às 1:15

    Então sempre o leve em consideração amigo Luiz Antônio, não o tome como anjo reencarnado e não aceite outros que o elevarão a seres especiais, entenda que ele pensará diferente e que mesmo assim terá obrigação de entender como a maioria pensa e se adaptar. Qualquer canto que vou me chamam de Índigo e isso já me trouxe muita revolta. Não me aceito como alguém superior, em meu um ano de Doutrina Espirita só sei que nada sei. Já li e reli o pentateuco, as obras de André Luiz, Bozzano, Leon Dennis e Flammarion e agora releio para absorvera-las, amo física quântica, história e outras ciências. Sou diagnostica disléxico, tenho meu bom e velho diagnostico de DDA e muitos outros, tão imprecisos como muitos pedagogos e psicólogos antiquados acham serem donos da verdade. Tudo que sei, ao ver diversos Índigos e Cristal, não só pela atração, perfil e forma de nos relacionarmos é que não devem ser tratados como diferentes ou especiais, nem ao alto nem abaixo. Devem sim ser entendidos por suas formas novas de pensar. Isso não é nada de especial, pois em poucos anos haverá um índigo por família no mínimo, sem falar que cada humano que entra na faixa de vibração da consciência cósmica ou da consciência planetária (que só cresce) também muda sua vibração para a cor dos Índigos e até mesmo dos cristais. Aceita ajudar quem quer, quem não quer reprova e repete a alfabetização.
    Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos. Abraços

  8. Comentário de Acrisio Braz de Queiroz em 23 maio 2011 às 10:14

    Amigos, quando leio notas como esta eu pergunto será que ainda tem espirita que ignora os diferentes estados da matéria quintessência? Em seu livro OS EXILADOS DE CAPELA o autor teve o cuidado de mencionar que a matéria lá é mais rarefeita do que o ar que respiramos, sobre o que EMMANUEL disse que os habitantes de lá tem grande afinidade com a terra ele não explicou que tipo de afinidade que talvez pode ser espiritual, o mesmo acontece com os habitantes do planeta marte, será que aos nossos olhos não vemos a parte mais profunda do planeta sem perceber a crosta por ser em outro estado da matéria? O que questiono é os diferentes estados da matéria como está na doutrina

    Abraço do amigo Braz

  9. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 23 maio 2011 às 11:04

    Amigo Acrisio Braz o seu pensamento não só é correto como possível.
    80% da matéria do universo é menos densa, formada por gases, sejam tóxicos ou não para nós.
    Para o universo ser matematicamente possível hoje temos a noção que lhe falta 96% de matéria. O que isso significa? Que essa matéria está mais sutil do que fótons, do que quantuns mais sutis. Significa que essa matéria impregna outras dimensões extrafísicas. Se temos então 11 dimensões, podemos aí entender por que seres renascem (corpos sem carne não podem reencarnar certo? Flammarion foi genial nesse termo), reproduzem-se, desenvolvem-se e morrem em matéria menos densa, extrafísica. Tendo assim períspiritos mais sutis ainda.
    A esse mistério resolvido pela mecânica quântica, temos aí a explicação do porquê dos espíritos lidarem com matéria sutil em suas cidades / colônias, temos aí o motivo de não vermos vida na superfície de planetas e ainda temos aí a prova que o que chamamos atualmente Universo, é apenas uma camada do bolo.
    O quão arrogante somos ao tentar decidir o que existe e o que não existe. Se o espaço é mais sutil, o tempo também o é. Prova porque cada espirito mais elevado no grau de evolução é menos influenciado pelo tempo que nós contabilizamos como anos e horas.

  10. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 23 maio 2011 às 11:19

    Compreendo perfeitamente suas palavras, caro Acrisio. Como já mencionei anteriormente sou uma pessoa que me apoio mais na experiência prática, naquilo que meus “olhos” conseguem absorver. Prefiro deixar essa polêmica para nosso irmão Rogério divagar, com seus preciosos conhecimentos sobre física quântica. Muito provavelmente teremos muito que aprender com ele sobre esse assunto e também aproveitar o máximo para bebermos da fonte de sua sabedoria.

  11. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 23 maio 2011 às 12:41

    Caro Acrisio, sei apenas que a quintessência é o princípio vital essencial vivificador do universo, o elemento transformador da mateira matéria inerte – quatro – em matéria viva – cinco – portanto um símbolo de transformação alquímica.
    E como consta na Gênese Bíblica 1:2 O Espirito de Deus pairava sobre a face das águas…”.
    Alguns dizem que o prana pode ser considerado como a quintessência?
    Nos dias de sol, como o de hoje, consigo ver uns pontos luminosos que se movimentam no espaço. Posso considerá-los como prana?

  12. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 23 maio 2011 às 20:22

    Sei pouco sobre o assunto mais posso dizer que a resposta sobre o Prana, depende da cultura. Alguns faquires, na Índia, consideram o Prana exatamente como nós consideramos o fluido nervoso do encarnado, o famoso ectoplasma da psicologia, propulsor necessário para eventos anímicos, mediúnicos e de sustentação de certos eventos magnéticos e espirituais. Já outros o adicionam ao termo mais universal, de uma energia que tudo habita, o princípio de tudo como veículo, como entendemos o Fluido Cósmico Universal. Outros alquimistas herméticos veem essa energia como fonte de um rio universal. Temos aí não discordâncias, apenas a inabilidade humana de ter uma palavra única para cada coisa do universo, o que somado ao ego e aos homens que tem a verdade como sua posse, nos traz indiferença e falta de compreensão. Abraços.

  13. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 23 maio 2011 às 20:44

    A quintessência seria então uma anti-matéria que atravessa as barreiras dimensionais e permeia todo o mundo biológico transformando-o de matéria inerte em matéria viva? Seria ela o “sopro divino”?

  14. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 24 maio 2011 às 0:01

    Anti matéria é apenas um termo para algo que funciona de forma diferente da matéria. Temos nas ondas sonoras uma frequência que atravessa o ar, temos nos fótons de luz uma frequência que atravessa o som facilmente, outros quantuns de energia subatômica fazem isso também, se chegarmos ainda mais longe, talvez exista sim matérias capazes de atravessar tudo. Seria essa a matéria primária? Que dá origem a todas, através de processos de energia? Aí temos o Fluido Cósmico Universal estudado por Kardec, temos o fluido vital que dá uma energia que liga espirito e matéria, e porque não temos aí o prana? Se é a mesma coisa ou se são semelhantes ou completamente diferente entre si, creio que dependa do pensador e da cultura vigente. Tudo que sei é que são muitas as matérias que somem e reaparecem de repente, por exemplo em mim há elétrons e átomos que somem e reaparecem o tempo todo. Seria o momento em que vibro densamente com a dor da terra e momentos em que me elevo a Deus? Só posso crer que a mudança de vibração seja assim. Imagine energias que não conhecemos ainda.
    Esse texto aqui é interessante: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/a-fisica-quantica.html
    No mais a leitura do Capítulo 2, Elementos Gerais Do Universo, Livro dos Espíritos, é uma leitura que me delicio a fazer toda semana até um dia entender o quão elevado foram os espíritos naquele texto. Se houvesse mais cientistas e menos arrogância ao estudar tal obra junto do Mecanismos da Mediunidade de André Luiz, teríamos mais avanços do que conseguimos imaginar no campo do psicossoma, fluidos e matéria extrafísica.

  15. Comentário de João José da Silva em 24 maio 2011 às 0:20

    Estou atento ao diálogo que vem se desenrolando e com isso alimentando minha curiosidade e necessidade de conhecimento sobre o que somos, porque somos e o que é a realidade em que estamos mergulhados. Leio trabalhos de divulgação científica para leigos, como eu (porque minha formação acadêmica é humanista), mas acho que o mundo revelado (que temos limitado acesso com nossos minguados órgãos sensoriais e instrumentos que lhes aumentam a capacidade de alcance) que se nos apresenta sob a forma de universo macro (domínio da astronomia, astrofísica etc.) ou micro (domínio da física quântica e da holística) é mais palpável/acessível e mais compreensível quando olhado sob o prisma da racionalidade científica. Assim, pelo que já li a respeito, o nosso universo, resultado da grande explosão ou Big-Bang, adveio do choque (confronto) entre matéria e anti-matéria, sendo que tudo o que restou desse embate foi a matéria, em suas várias formas de apresentação sensorial, componente de nosso universo físico (energia em diferentes níveis de vibração), dado a maior quantidade da última, por assim dizer. O extraordinário e ainda vivo físico inglês, Stephen Hawking, que nos fala da existência de 11 dimensões da realidade e da teoria das cordas, nos dá noção dessas possibilidades todas de que nos fala, acima, o estudioso Rogério de Braga de Castelo Branco, que anteriormente, neste fórum, já me fez a gentileza de sugerir a leitura (que fiz, achei proveitosa e que agradeço a indicação) de Os Exilados de Capella. A luz do conhecimento nos advém de muitas fontes, inclusive desses diálogos e moções que ora temos a oportunidade de ter acesso, vindo de mentes mais inteiradas com o conhecimento. Obrigado a todos os participantes, pelas aulas. João José, 23/05/2011.

  16. Comentário de Targon Darshan em 24 maio 2011 às 9:12

    No Livro dos Espíritos encontramos uma afirmação que diz mais ou menos assim: Marte é mais atrasado que a Terra… Ora, da mesma forma fica difícil de se dar o devido crédito a uma afirmação desta natureza, pois sabemos hoje que Marte é um deserto…

    1. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 24 maio 2011 às 10:33

      Targon, me concilio com sua dúvida e considero ainda muito evasivas as explicações que até então tem chegado ao meu conhecimento sobre esse assunto. Realmente Marte é visto como um planeta estéril e sem possibilidade de vida em sua superfície. Aí me sugeriram analisar a possibilidade de haver vida, sim, como matéria quintessência…. Sai a pesquisar e sinceramente ainda me encontro na estaca zero, sem a resposta que tanto almejo obter. Assim, se existe um termo de comparação entre supostos marcianos e nós terráqueos, com certeza estaremos igualando todas as condições dimensão-tempo-espaço. Então nem se poderia falar, por exemplo, da possibilidade de quintessência ou coisa parecida…. Então, eu me pergunto: em nosso sistema solar existirá vida inteligente, superior ou não exatamente como a de nosso planeta? Se não, porque não se diz de uma vez que no nosso sistema solar não há vida, além da Terra? Aí, sim, ponto final!

  17. Comentário de Mediunato em 24 maio 2011 às 10:41

    Não há afirmação ALGUMA n’O Livro dos Espíritos sobre vida em Marte, Júpiter ou Saturno, etc.
    Kardec coloca tal possibilidade na CONDICIONAL: ‘Marte SERIA’; ‘Tal outro planeta (ou a própria Terra) ESTARIA’; ou seja, são MERAS HIPÓTESES DE TRABALHO.
    Nada de afirmação categórica num campo onde não é possível o controle/aferição das informações espirituais. Isto é válido também para as questões de ORIGEM e de FUTURO da Humanidade, hein. Olho vivo!! Os pseudo-sábios mistificadores, quais Ramatis & Emmanuel AMAM tais temas, ainda que o Guia do Chico seja menos bem menos ingênuo e descarado.

    1. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 24 maio 2011 às 11:09

      Caro Mediunato, gostaria de lhe propor uma reflexão: dizem que os meios justificam os fins, mas será que os fins justificam os meios? Será que não seria mais nobre nos pseudo-sábios afirmar que não dominam determinada questão?
      Estamos no mesmo barco e, portanto, não compete a mim o papel de juiz, muito menos o de um advogado de causas. Portanto a questão é se somos suficientemente capazes de compreender nas entrelinhas as mensagens que nos foram passadas…. Assim eu não chegaria ao extremo de “cutucar as onças com vara curta”!

  18. Comentário de Rogerio de Braga Castelo Branco em 24 maio 2011 às 12:17

    Acho interessantíssima a capacidade do ego humano de pular o capítulo Pluralidade dos Mundos, perispírito e um singela parte da Gêneses com um Kardec bem mais hábil na capacidade de teorizar e logico, praticamente TODA a revista Espírita. Vemos que aí que a leitura não se iguala ao estudo dedicado.
    Nem gostaria de entrar no assunto “Emmanuel pseudossábio” pois nobreza se nota com atos, palavras e trabalho, superior não entra em datas nem previsões precisas e pseudossábios mentem. Em tantos livros não vi nem um nem outro fato acontecer, então deixo sua nobreza intocável e seu trabalho só merece meu respeito. Dizer algo além disso seria mera frustração ou opiniões fanáticas a seu respeito. O que respeito ouvir de outros, mas que não me acho nesse direito, pois sou bem inferior a tantos outros estudantes (como os amigos aqui presentes) e também, a Emmanuel.
    Ao amigo João José de Silva lhe peço que use a habilidade de jamais tomar como verdade nada que eu digo ou qualquer outra pessoa, a estudar tudo com a mente aberta, mesmo que seja obvia mentira ou inverdade, até decidir suas opiniões e aceitá-las como teses, pois é assim que faço e de muito vem me servindo para não jogar aqui e nem em outro canto, opiniões que vão gerar polêmicas. Fico feliz por ter aprendido com o livro que citei, em muito ele nos ajuda.
    Tomo total responsabilidade pelo que falo, por isso fico sempre quieto lendo e relendo competentes textos de todos que aqui publicam.
    Dou a todos vocês algumas dúvidas, já pararam para pensar que nosso Big Bang não seria apenas o choque entre duas camadas da cebola? O que podemos chamar de dimensões, hoje se sabe que ficam entre 15 a 30 metros uma de outra, e apenas a energia mais sutil (digamos assim) pode ir de uma a outra. O que chamamos de universo está longe de sê-lo.
    Quanto a Marte, Júpiter e Saturno, deixo vocês com a pesquisa da Revista Espírita de abril de 1858 a qual, diga-se de passagem, possuía no original desenhos feitos através do espirito da casa de Mozart e outra residência, peço que leiam com carinho a pergunta 46 e sem preconceitos. Pois esta é a tarefa que define o pesquisador sério do dono da verdade.
    http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1858/04d-conversas
    Notem que Kardec por sinal nem se quer se surpreende com a resposta. Era de seu conhecimento, e era para ser do nosso também (orgulho humano), de que a tarefa de espíritos superiores em mundos de regeneração e mundos sublimes, seria a de ajudar a evolução de mundos inferiores, o que estava acontecendo no exato momento da codificação. Não era de dúvida alguma para o apóstolo Lionês que alguns dos espíritos que o acompanhavam estavam renascidos em outros mundos de matéria sutil. Se são Luís fosse contra tal informação, de logo teria dito. Pois ele mesmo ali estava.
    O pior cego é aquele que não quer ver.

  19. Comentário de Targon Darshan em 31 maio 2011 às 8:20

    Para o espiritismo a ciência é uma guia, mas não pode ser mais que isto, pois para a doutrina ser plena torna-se necessária também a filosofia e a religião. Usar o pensamento científico é bom, mas não é tudo, porque não existe espiritismo sem intuição. Em matéria de doutrina espírita, há que se ter um pensamento abrangente, abarcando com visão estendida as possibilidades do infinito. Os espíritos nos supriram de informações básicas, referentes ao que é possível em nossa realidade maior.
    Não se sabe ao certo de quantos e quais mundos vieram espíritos habitar a Terra, mas é perfeitamente lógico e coerente crer que a população de nosso mundo seja fruto de um conjunto de transmigrações.
    “Há muitas moradas na casa do Pai”

    1. Comentário de Luiz Antonio Toledo Monteiro em 31 maio 2011 às 11:12

      Disse muito bem, irmão Targon. A base de toda investigação científica vem da filosofia. Através dela buscamos respostas para todas as nossas dúvidas existenciais. Mas o que deve ter cuidado é o de separar aquilo que nos é passado pelas instituições religiosas!
      Estamos nos aproximando do limiar de uma nova Era. A religião também necessita passar por grandes transformações porque necessita se adaptar as novas consciências que estão migrando para esse planeta. Por isso é preciso que cada um comece a mudar sua forma de entender a religião que nossos antepassados nos deixaram.
      Vejo o espiritismo como pioneiro nessa passagem de Era. Precisamos enxergar o mundo de uma maneira mais abrangente para desvencilhar do obscurantismo herdado pelas religiões retrógradas do passado.

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