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O que é ser espírita? Qual seu significado, características e graus de adeptos?

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Resposta de Rosana Andrade em 23 janeiro 2014 at 6:57

Acho que estou nesse meio termo, ‘tentando ser espírita’ ‘pois me sinto ainda muito pequenina diante de tantas verdades, sou ainda muito insignificante para dizer que sou espírita, porque ao meu ver, o verdadeiro espírita é aquele que não só domina a teoria, mas faz da doutrina seu modo de viver. É aquele que compreende que caridade não é só material, caridade também se faz com palavras, com gestos, com atitudes, aquele que compreende que o amor deve ser incondicional, aquele que sofre, ajuda, aconselha, é pai, amigo, irmão.... Aquele que dá o pão, alimento, mas também dá o pão para a alma… será que existe alguém assim, nesse nosso mundo tão devastado pelo desamor? Ah, e se existir, ele mesmo não deve nem perceber isso. Pois já não seria espírita, porque teria como companheira a soberba. Excelente texto para reflexão!

Resposta de Cezar Batista de Souza em 2 fevereiro 2014 at 19:14

É aquele que ao despertar para um novo dia. Agradece ao pai celestial a oportunidade de continuar encarnado. E procura nesse novo dia melhorar-se em amor ao próximo e em aprendizado.
Pessoas que se esforçam pela sua transformação moral e intelectual.

Muita paz.

Resposta de Marius Roberto em 2 fevereiro 2014 at 19:46

Os espíritas (espiritistas) são aqueles que adotam os princípios fundamentais do Espiritismo como base de crença e conduta. Estes princípios estão desenvolvidos nas obras fundamentais sistematizadas por Allan Kardec.
Quais são os princípios da doutrina espírita? 1 – Existência dos Espíritos (seres inteligentes da criação); 2 – Imortalidade dos Espíritos (almas); 3 – Preexistência do Espírito com relação ao corpo físico; 4 – Pluralidade das Existências (Reencarnações); 5 - erraticidade: período entre encarnações; 6 – Dualidade dos corpos: corpo físico e corpo espiritual (perispírito); 7 - Pluralidade dos mundos habitados; 8 – Mediunidade (intercâmbio espiritual); 9 – moral cristã: caridade, tolerância, paciência, humildade, mansidão, etc.…; 10 – Livre Arbítrio: liberdade de escolhas. O Espiritismo tem de ser apresentado e considerado em seu conjunto de fenômenos e princípios científicos e filosóficos para que possibilite a formação de crença sólida e fundamentada.
Um ponto a observar é que aquele que adota apenas um ou outro princípio da doutrina espírita, mas não todos, que não quer se comprometer com essa doutrina, NÃO É ESPÍRITA, mas, sim, simpatizante. Ele apenas comparece a reuniões e palestras, toma passes, mas não é ainda um adepto.
 Após se comprometer com o Espiritismo e para se tornar um espírita esclarecido, precisa ler as obras fundamentais sistematizadas por Allan Kardec: O Livro dos Espíritos; o Livro dos Médiuns; Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno e a Gênese. Assim também a Revista Espírita. Não basta ter lido apenas o ESE para ser um espiritista esclarecido na doutrina espírita. Os demais livros também devem ser lidos.
"Vale a pena ser espírita? Claro que sim, mas ser espírita com lucidez, amante do estudo, do conhecimento. O homem que procura no Espiritismo as soluções para os problemas que cabe a ele próprio resolver, que só entende Espiritismo pelo prisma dos fenômenos mediúnicos, pelas vantagens materiais, está imitando o personagem bíblico Esaú, que trocou a sua progenitura por um prato de lentilhas. Não pode existir Espiritismo sem estudo, sem aplicação do aprendizado, sem transformação moral, sem o desenvolvimento das potencialidades do ser. Somos seres em desenvolvimento. Somos imperfeitos, mas perfectíveis, por isso, os pequenos gestos de bondade ajudam em nossa caminhada. O Espiritismo é uma terapia para a alma cansada, doente, aflita, é a terapêutica do amor. Como não pode existir Espiritismo sem estudo, também não pode existir Espiritismo sem amor. Se você decidiu, espontaneamente, ser espírita, seja-o por inteiro. Desenvolva a fé racional, tenha por lema a caridade, espalhe em torno dos teus passos a bondade e a esperança. Desenvolva o amor em plenitude para anular o ódio dos que ainda se comprazem na sombra." Amilcar Del Chiaro filho - in "Os Espíritos tudo sabem e tudo podem?" (Artigo).
Conclusão: Verdadeiros espíritas praticam os ensinamentos dos Espíritos, que se encontram na doutrina espírita e nos ensinos de Jesus, tornando-se pessoas melhores na sociedade.

Resposta de Antonio Pereira da Silva Filho em 19 junho 2014 at 22:06

A minha opinião ser espírita é, estudar a Doutrina dos Espíritos, ou seja, os chamados pentateuco da codificação, desde o momento que você estuda com seriedade, procurando o raciocínio lógico, compreendendo as observações de Kardec.  Existe muito disse me disse a respeito das Religiões Afro em ser espíritas ou não, o que falta é um estudo sério dos livros da codificação. Várias perguntas feitas ao Chico em muitas entrevistas sempre batem na mesma tecla, Umbanda, Ramatis, Pietro Ubaldo, etc.... e sempre a mesma resposta do Chico, devemos respeitar todas as denominações que existe, pois somos Espíritas Evangélicos não podemos acolher com reprovação os irmãos de Humanidade que estejam ligados a outras convicções. Na Introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo diz que o Espiritismo não se apega a misticismos e dogmas e sim a parte moral. Noutro diz que no Espiritismo não existe, velas, talismãs, cristais, incensos, banhos, defumadores, imagens etc. etc.etc. O Espirita além de estudar a parte pratica da Mediunidade, estuda o Evangelho de Jesus onde está a parte moral. Muita Luz e Paz a todos.

Resposta de Tácito Pereira dos Santos em 15 janeiro 2016 at 9:32

Parabéns pela postagem. Acho uma boa provocação para o debate.
Acredito, sem pesquisar nas Obras Básicas, que há diversas respostas para a questão, mas, penso que ser Espírita é acreditar na existência do Mundo Espiritual, acreditar na reencarnação, acreditar que estamos aqui de passagem como se estivéssemos em uma Escola para aprender e depois colocar em prática para nos melhorarmos, ou como diz aquela mensagem do aborígene australiano “o nosso objetivo é observar, crescer e amar... E depois vamos para casa”.
A pergunta da postagem nos remete a outra reflexão.
Somente frequentar a Casa Espírita e estudar as Obras Básicas é suficiente para ser espírita? Acredito que não. Pois, acima de tudo, precisa ser colocada em práticas aquilo que lemos, nossa aprendizagem e principalmente passada adiante. E como dizem (não sei quem disse) não basta não fazer o mal, é preciso também fazer o bem.
Ser Espírita é, dentre outras questões, praticar o bem, a caridade, amar a Deus, ao próximo... Buscam se melhorar.

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