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O que é ser espírita? Qual seu significado, características e graus de adeptos?

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Ser Espírita: O que Significa Realmente?

Muitos dizem que estão “tentando ser espírita”. Pessoas de religiões afro-brasileiras se dizem espíritas. Outros, que apenas leem romances e assistem palestras, dizem de igual forma que são espíritas. Os estudiosos da doutrina espírita, que se fundamentam nas obras de Kardec e buscam sua transformação moral e tem a caridade como base de conduta afirmam que são os verdadeiros espíritas.

A quem cabe esse qualificativo e o que significa realmente ser espírita?

Fica a pergunta para o debate.

 

Por: Marius Roberto em Janeiro de 2014

Resposta de Marius Roberto em 21 janeiro 2014 at 22:38

A primeira questão é colocar a palavra desta postagem para os adeptos do Espiritismo, que na introdução do LE, item 1, são os ESPÍRITAS, ou se quiserem, os ESPIRITISTAS. Allan Kardec coloca a palavra espírita também como adjetivo comum de dois gêneros junto com substantivos tais como fenômeno, doutrina, mundo, filosofia, surgindo fenômeno espírita, doutrina espírita, mundo espírita, filosofia espírita. Tem como significado – tudo o que é relativo ao Espiritismo ou guarda relação com seus princípios fundamentais. Vamos nos ater neste post ao termo espírita usado para denominar os adeptos. Quem pode ser chamado de espírita, ou assim se identificar, perante outros Espiritualismos?

Resposta de Maria Eufrásia Ferreira Ribeiro em 22 janeiro 2014 at 0:23

Ser espírita é toda pessoa que aceita os princípios básicos da doutrina Espírita, conforme as obras de Allan Kardec, e que busca com base neste se tornar um ser humano melhor e contribuir, assim, para o melhoramento da humanidade.

Resposta de Marius Roberto em 22 janeiro 2014 at 7:58

Espírita – substantivo comum de dois gêneros usado para o adepto.

Evangelho segundo o Espiritismo

Cap.6 . Item 5:”Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. (Espírito da Verdade, Paris 1860)

Cap. 10 Item 16: “Espíritas! Queremos vos falar hoje da indulgência...” (José, protetor, 1863).

Palavra Espírita aqui é substantivo usado para designar especificamente os adeptos do Espiritismo. O que significa este substantivo, quais as características? Existem graus de adeptos referidos por Allan Kardec?

Resposta de Elias Inácio de Moraes em 22 janeiro 2014 at 9:28

Allan Kardec define: "Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más". Portanto, qualquer pessoa que se afirme Espírita e demonstre esse esforço, independentemente de ser umbandista, candomblecista, meio catolicista, meio hinduísta ou qualquer outro "ista" a mais, atende ao critério Kardequiano e deve, por isso mesmo, ser aceita por nós como Espírita. Kardec não era sectarista e penso que também devemos evitar esse mal, o sectarismo.

Resposta de Carlos Eduardo Muller em 22 janeiro 2014 at 10:32

Dominar nossas imperfeições: está nos mostrando que mesmo imperfeitos podemos fazer o bem. Podemos ter inclinações suicidas e daqui a pouco posso dominar esta sugestão infeliz e resolver praticar um ato de bondade.
Eu pratico este ato, mas não estou isento das consequências. Minha luta estará voltada a continuidade no caminho do bem e compreender os possíveis sofrimentos por causa dos meus atos. Ser Espírita não significa ser perfeito, mas que saibamos sempre aceitar as lições que geram nossa transformação.

Resposta de Juarez Pereira da Costa em 22 janeiro 2014 at 16:09

Parabéns Elias! É preciso que acabemos com as denominações divisórias. A codificação é uma regulamentação de Leis pré-existentes e nada tem de novo. Existem pessoas de voa índole dentro e fora do Espiritismo, palavra essa que o codificador resolveu usar, por não ter sido aceito pelos espiritualistas as comunicações com os Espíritos. Estou vendo nos comentários observações feitas em cima da introdução ao LE, muito bem, que observem quando o codificador apresenta o Livro e diz:
Como especialidade, o Livro dos Espíritos contém a doutrina espírita; como generalidade, prende-se à doutrina espiritualista, uma de cujas fases apresenta. Essa a razão porque traz no cabeçalho do seu título as palavras: Filosofia espiritualista.
Quanto as comunicações, foi a partir dela que o codificador pesquisou, fez experimentos e chegou a conclusão da existência dos espíritos e sua comunicabilidade.

Resposta de Marius Roberto em 17 janeiro 2016 at 15:56

Para ser espírita, como é dito acima necessita pautar sua crença e conduta pelas OBRAS FUNDAMENTAIS - Kardec. Pode também ter ligação com alguma das religiões, aproveitando os ensinos morais. A moralização é especial objetivo do Espiritismo.

Resposta de José Otaviano de Oliveira Lage em 22 janeiro 2014 at 10:45

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Tema bem lembrado pois remete o leitor a procurar na Doutrina o que é o Espiritismo, para o que necessariamente deverá ler/reler o item I da Introdução à "O Livro dos Espíritos" e os itens 3 e 4 do capítulo XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", isso, no mínimo. Lembrando sempre de que, no caso, a intenção tem de ser necessariamente secundada pelo gesto.

Saúde e paz.

Resposta de Carlos Eduardo Muller em 22 janeiro 2014 at 12:10

Durante todos estes anos dentro da doutrina, pode-se perceber uma grande massa de supostos espíritas. São pessoas que não frequentam assiduamente mas que já se beneficiaram de alguma forma na casa espírita. Muitos indicam a casa espírita como solução para alguns males que já viveu e o boca a boca termina aumentando o número de ¨"adeptos" . O que se percebe é que muitos buscam se beneficiar mas não se submetem a uma transformação necessária e tão pouco leem as obras básicas. No máximo um romance espírita já que o título do livro foi sugestivo ao seu caso específico. Mas também não podemos deixar de lado os trabalhadores espíritas que travam uma luta ferrenha dentro de si e não conseguem mudar muito a sua condição. Estamos assistindo muito as desculpas frequentes do não tenho tempo, meu trabalho não permite, estarei de férias viajando etc.
Chegam até mesmo a se auto excluirem das atividades espíritas se esta lhe atrapalhar no dia a dia. No entanto quando as tramas existenciais baterem-lhe a porta esses retornam em busca do socorro espiritual. Nada mais justo que ajudá-los. No entanto vemos seres aprisionados materialmente e que não conseguem separar o homem do espírito para que identifique suas prioridades nesta existência. Sou convicto de que tudo isso irá se transformar um dia, e enquanto não acontece precisamos ser tolerantes com todas as deficiências humanas pois são reflexo de um espírito atormentado em busca de um caminho a seguir. Cabe ao verdadeiro espírita com grande esforço e amor ,  mesmo diante de suas limitações, instruir-se para levar a todos o esclarecimento necessário aqueles que buscam a Deus somente nos momentos de dor e aflição. Aos nossos irmãos dentro da nossa instituição, precisamos colocar os ensinamentos a disposição e deixar que seu livre arbítrio decida se quer ser um homem de bem,. Que Deus ilumine e abençoe a todos.

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