Estudo de Validação: Possibilidade de Existência de Colônias Espirituais

Estudo de validação

 Possibilidade da existência de colônias espirituais

  O Espiritismo é, sem dúvida, uma ciência de observação, mas é mais ainda, talvez, uma ciência de raciocínio; o raciocínio é o único meio de fazê-lo avançar e triunfar de certas resistências.

  Todas as teorias que demos, com relação ao Espiritismo, nos foram fornecidas pelos Espíritos, e, muito frequentemente, contrariaram as nossas próprias ideias.

  Mas o meio de obter uma solução não é coisa indiferente; sabemos, por experiência, que não basta pedir bruscamente uma coisa para obtê-la; as respostas não são sempre suficientemente explícitas; é necessário pedir o desenvolvimento com certas precauções, chegar ao objetivo gradualmente e pelo encadeamento de deduções que necessitam um trabalho preliminar.

Revista Espírita, Agosto de 1859/ Mobiliário de além-túmulo.

  No texto mobiliário de além-túmulo, quando é retratado a Kardec sobre a possível materialização de uma tabaqueira por um espírito, este interroga o espírito de São Luiz, de onde extraímos as seguintes afirmativas e destacamos alguns princípios.

 3. Essa tabaqueira tinha a forma da que se serve habitualmente e que estava em sua casa. Que era essa tabaqueira entre as mãos desse Espírito? – R. Sempre aparência; foi porque a circunstância fez notar como ela era, e que a aparição não foi tomada por uma alucinação produzida pelo estado de saúde do vidente. O Espírito queria que essa senhora cresse na, realidade de sua presença; tomou todas as aparências da realidade.

4. Dissestes que foi uma aparência; mas uma aparência nada tem de real, é como uma ilusão de ótica. Eu queria saber se essa tabaqueira não era senão uma imagem sem realidade, como aquela, por exemplo, de um objeto que se faz refletir numa vidraça?

  (O senhor Sanson, um dos membros da Sociedade observou que, na imagem reproduzida pelo espelho, há alguma coisa de real; se ela ali não está, é porque ninguém a fixa; mas se ela se põe sobre a placa de daguerreotipia, aí deixa uma impressão, prova evidente que é produzida por uma substância qualquer, e que não é só uma ilusão de ótica.)

  A observação do senhor Sanson é perfeitamente justa. Poderíeis ter a bondade de nos dizer se há alguma analogia com a tabaqueira quer dizer, se nessa tabaqueira há alguma coisa de material? – R. Certamente; é com a ajuda desse princípio material que o perispírito toma a aparência de vestimentas semelhantes àquelas que o Espírito usava em sua vida.

  Nota. – Evidentemente, é necessário entender aqui a palavra aparência, no sentido de imagem, imitação. A tabaqueira real não estava ali; a que o Espírito portava não era senão a reprodução: Era, pois, uma aparência comparada à original, embora formada de um princípio material.

  A experiência nos ensina que não é necessário tomar ao pé da letra certas expressões empregadas pelos Espíritos; interpretando-as segundo as nossas ideias, nos expomos a grandes equívocos, por isso é necessário aprofundar o sentido de suas palavras todas as vezes que apresentem a menor ambiguidade; é uma recomendação que nos fazem constantemente os Espíritos. Sem a explicação que provocamos, a palavra aparência, constantemente reproduzida em casos análogos, poderia dar lugar a uma falsa interpretação.

8. Essa tabaqueira esteve visível para a senhora R… Ao ponto de fazer-lhe ilusão. O Espírito poderia torná-la tangível para ela? -R. Poderia.

9. Na ocasião que foi apresentada, a senhora R… Poderia tomá-la em suas mãos, crendo ter uma tabaqueira verdadeira? – R. Sim.

10. Se ela a tivesse aberto, teria provavelmente encontrado tabaco; se tomasse esse tabaco, fá-la-ia espirrar? – R. Sim.

12. Suponhamos, então, que ele quisesse fazer uma substância venenosa e que uma pessoa a tomasse, seria ela envenenada? – R. Poderia, mas não o teria feito; isso não lhe seria permitido.

13. Teria o poder de fazer uma substância salutar e própria a curar em caso de doença, e o caso se apresentou? – R. Sim, muito frequentemente.

16. Esses objetos, tomados tangíveis pela vontade dos Espíritos, poderiam ter um caráter de permanência e de estabilidade? – R. Poderiam, mas isto não se faz; está fora das leis.

17. Todos os Espíritos têm esse poder no mesmo grau? – R. Não, não!

18. Quais são aqueles que têm, mais particularmente, esse poder? – R. Aqueles aos quais Deus o concede quando é útil.

19. A elevação do Espírito nisso é alguma coisa? – R. É certo que quanto mais o Espírito é elevado, mais facilmente a obtém; mas ainda isso depende das circunstâncias: Espíritos inferiores podem ter esse poder.

  A teoria acima assim pode se resumir o Espírito age sobre a matéria; haure na matériaprimitiva universal os elementos necessários para formar, à sua vontade, objetos comaparência de diversos corpos que existem na Terra, ele pode igualmente operar sobre a matéria elementar, por sua vontadeuma transformação íntima que lhe dá propriedades determinadasEssa faculdade é inerente à natureza do Espírito, que a exerce, frequentemente, como um ato instintivo quando isso é necessário, e sem se dar conta dele. Os objetos formados pelo Espírito têm uma existência temporáriasubordinada à sua vontade ou à necessidade; podem fazê-los e desfazê-los à sua vontade. Esses objetos podem, em certos casos, terem, aos olhos das pessoas vivas, todas as aparências da realidade, quer dizer, tornarem-se momentaneamente visíveis e mesmo tangíveis. Há formação, mas não criação, tendo em vista que o Espírito nada pode tirar do nada.

Revista Espírita, Agosto de 1859/ Mobiliário de além-túmulo.

  Destacamos que os espíritos haurem na matéria primitiva universal elementos para formar objetos, e podem mudar as propriedades da matéria elementar a sua vontade. Os objetos podem ter caráter de permanência e de estabilidade quando útil. Poderiam criar substâncias até mesmo venenosas, mas isso não seria permitido, ao contrário de substâncias salutares que ocorrem com frequência. E os espíritos superiores obtém mais facilmente concessão para isso.

Fachada sul da casa de Mozart em Júpiter
Desenho de Bernard Palissy

Vejamos agora a descrição dos habitantes de Júpiter:

  De todos os planetas, o mais avançado, sob todos os aspectos, é Júpiter. Ali, é o reino exclusivo do bem e da justiça, porque não há senão bons Espíritos. Pode-se fazer uma ideia do feliz estado dos seus habitantes pelo quadro que demos do mundo habitado sem a participação dos Espíritos da segunda ordem.

  A conformação dos corpos é quase a mesma desse mundo, mas é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Ao passo que rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter se transporta, de um lugar para outro, roçando a superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água. Sendo a matéria, da qual o corpo está formado, mais depurada, ela se dissipa, depois da morte, sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não existe a maioria das enfermidades que nos afligem, sobretudo aquelas que têm sua fonte nos excessos de todos os gêneros e na desordem causada pelas paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria bastante substanciosa para os nossos estômagos grosseiros, e a nossa seria muito pesada para eles; ela se compõe de frutas e plantas, e, aliás, haurem, de algum modo, a maior parte do meio ambiente do qual aspiram as emanações nutritivas. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que sobre a Terra; a média equivale a cinco dos nossos séculos. O desenvolvimento também é muito mais rápido, e a infância dura apenas alguns de nossos meses.

  Sob esse envoltório leve, os Espíritos se desligam facilmente e entram em comunicação recíproca unicamente pelo pensamento, sem excluir, todavia, a linguagem articulada; também a segunda vista é, para a maioria uma faculdade permanente; seu estado normal pode ser comparado ao dos nossos sonâmbulos lúcidos; é também porque se manifestam, a nós, mais facilmente do que aqueles que estão encarnados em mundos mais grosseiros e mais materiais. A intuição que têm do futuro, a segurança que lhes dá uma consciência isenta de remorsos, fazem com que a morte não lhes cause nenhuma apreensão; veem-na chegar sem medo e como uma simples transformação.

  Os Espíritos que habitam Júpiter, geralmente, se comprazem, quando querem se comunicar conosco na descrição do seu planeta, e quando se lhes pergunta a razão, respondem que é a fim de nos inspirar o amor ao bem pela esperança de, para lá, ir um dia. Foi com esse objetivo que um deles, que viveu na Terra com o nome de Bernard Palissy, o célebre oleiro do décimo sexto século, empreendeu, espontaneamente e sem ser solicitado para isso, uma série de desenhos tão notáveis, tanto pela sua singularidade quanto pelo talento da execução, e destinado a nos dar a conhecer, até nos menores detalhes, esse mundo tão estranho e tão novo para nós. Alguns retratam personagens, animais, cenas da vida privada; mas, os mais notáveis, são aqueles que representam habitações, verdadeiras obras-primas das quais nada sobre a Terra poderia nos dar uma ideia, porque essa não parece com nada do que conhecemos; é um gênero de arquitetura indescritível, tão original e, no entanto, tão harmoniosa, de uma ornamentação tão rica e tão graciosa, que desafia a mais fecunda imaginação. O senhor Victorien Sardou, jovem literato e dos nossos amigos, cheio de talento e de futuro mas em nada desenhista, lhes serviu de intermediário. Palissy nos promete uma série que nos dará, de algum modo, a monografia ilustrada desse mundo maravilhoso.

  Esperamos que essa curiosa e interessante coletânea sobre a qual voltaremos num artigo especial consagrado aos médiuns desenhistas, poderá ser, um dia, entregue ao público.

Revista Espírita, Revista Espírita, Março de 1858- Júpiter e alguns outros mundos.

  Aqui fica claro que o estado de encarnação desses espíritos de júpiter é superior a condição de desencarnados da maioria da população da terra, visto que apresentam enquanto encarnados muitas características que somente espíritos bastante desmaterializados na Terra dizem possuir. A seguir texto do espírito Bernard Pallissy, que se diz habitante de Júpiter, mas antes uma nota sobre a credibilidade das comunicações desse espírito.

  Nota. – Sabíamos, por evocações anteriores, que Bernard Palissy, o célebre oleiro do sexto século, habita Júpiter. As respostas seguintes confirmam, em todos os pontos, o que nos foi dito, sobre esse planeta, em diversas épocas, por outros Espíritos, e por intermédio de diferentes médiuns. Pensamos que serão lidas com interesse, como complemento do quadro que traçamos em nosso último número. A identidade que elas apresentam com as descrições anteriores, é um fato notável que é, pelo menos, uma presunção de exatidão.

 57. As casas, das quais nos deste uma amostra por seus desenhos, estão reunidas emcidades, como aqui? – R. Sim; os que se amam se reúnem; só as paixões fazem solidão ao redor do homem. Se o homem, ainda que mau, procura seu semelhante, que não é para ele senão um instrumento de dor, por que o homem puro e virtuoso fugiria do seu irmão?

Conversas familiares de além-túmulo.

Revista Espírita, abril de 1858.

ESTADO MORAL DOS HABITANTES

  Colocação do médium Victorien Sardou, através do qual o espírito Palissy desenhou ambientes de Júpiter além de trazer uma série de informações sobre tal planeta.

  Um grande motivo de espanto para certas pessoas, convencidas, aliás, da existência dos Espíritos (não vou aqui me ocupar das outras), é que tenham, como nós, suas habitações e suas cidades. Não me pouparam as críticas: “Casas de Espíritos em Júpiter!… Que gracejo!…” – Gracejo, se assim se o deseja; nada tenho com isso. Se o leitor não encontra aqui, na verossimilhança de explicações, uma prova suficiente de sua verdade; se não está surpreso, como nós, quanto ao perfeito acordo dessas revelações espíritas com os dados mais positivos da ciência astronômica; se não vê, numa palavra, senão uma hábil mistificação nos detalhes que seguem e nos desenhos que os acompanham, convido-o a se explicar com os Espíritos, dos quais não sou senão um instrumento e o eco fiel. Que ele evoque Palissy ou Mozart ou um outro habitante dessa morada bem-aventurada, que o interrogue, que controle minhas afirmações pelas suas, enfim, que discuta com ele: porque, por mim, não faço senão apresentar aqui o que me foi dado, senão repetir o que me foi dito; e para esse papel absolutamente passivo, creio-me ao abrigo tanto da censura como também do elogio.

(pelo senhor Victorien Sardou)

Revista Espírita, Agosto de 1858/ As habitações do planeta Júpiter.

  O espírito Bernard Pallissy descreve primeiramente uma cidade com canais escavados pelos habitantes do planeta, dizendo claramente que essa é a cidade primitiva, que seria inicialmente o fundamento da cidade de Julnius. Logo a seguir expressa o seguinte:

  É a cidade terrestre que descrevo aqui, a cidade de alguma sorte material, a das ocupações planetárias, a que chamamos, enfim, a Cidade baixa. Ela tem suas ruas, ou antes, seus caminhos, traçados para o serviço interior; tem suas praças públicas, seus pórticos e suas pontes lançadas sobre os canais para a passagem dos servidores. Mas a cidade inteligente, a cidade espiritual, a verdadeira Julnius, enfim, não é na terra que é preciso procurá-la, é no ar.

  “Ao corpo material de nossos animais, incapazes de voarem,  é preciso a terra firme; mas o que nosso corpo fluídico e luminoso exige, é uma residência aérea como ele, quase impalpável e móvel ao gosto de nosso capricho. Nossa habilidade resolveu esse problema, com a ajuda do tempo e das condições privilegiadas que o Grande Arquiteto nos havia dado.

  Compreenda bem que essa conquista dos ares era indispensável a Espíritos como os nossos.

  Nosso dia é de cinco horas, e nossa noite de cinco horas igualmente; mas tudo é relativo, e para seres prontos para pensarem e agirem como nós o somos, para Espíritos que se compreendem pela linguagem dos olhos e que sabem se comunicar, magneticamente, à distância, nosso dia de cinco horas igualaria já em atividade uma de vossas semanas. Era ainda muito pouco, na nossa opinião; e a imobilidade da morada, o ponto fixo da sede era um entrave para todas as nossas grandes obras. Hoje, pelo deslocamento fácil dessas moradas de pássaros, pela possibilidade de transportar, nós e os outros, em tal lugar do planeta e tal hora do dia que nos aprazasse, nossa existência é pelo menos dobrada, e com ela tudo o que pode criar de útil e de grande.

(pelo espírito Palissy/ médiumr Victorien Sardou)

Revista Espírita, Agosto de 1858/ As habitações do planeta Júpiter

Abaixo segue a posição em que Kardec se coloca sobre o autor:

   O autor dessa interessante descrição é um desses adeptos fervorosos e esclarecidosque não temem confessar francamente suas crenças, e se coloca acima da critica de pessoas que não creem em nada daquilo que sai do círculo de suas ideias. Ligar seu nome a uma doutrina nova, desafiando os sarcasmos, é uma coragem que não é dada a todo mundo, e felicitamos o senhor V. Sardou por tê-la. Seu trabalho revela o escritor distinto que, embora jovem ainda, já conquistou um lugar honroso na literatura, e une ao talento de escrever, os profundos conhecimentos de sábio; nova prova que o Espiritismo não recruta entre os tolos e os ignorantes. Fazemos votos para que o senhor Sardou complete, o mais rápido possível, seu trabalho tão felizmente começado. Se os astrônomos nos revelam, por suas sábias pesquisas, o mecanismo do Universo, os Espíritos, por suas revelações, nos fazem conhecer o seu estado moral e isso, como eles dizem, com o objetivo de nos estimular ao bem, a fim de merecermos uma existência melhor.

Allan Kardec.

Revista Espírita, Agosto de 1858/ As habitações do planeta Júpiter.

  O espírito Pallissy gozava de credibilidade entre membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, seus leitores e membros correspondentes, ao ponto de ter uma poesia feita em sua homenagem, a qual foi publicada na RE de março de 1867. Ainda no ano de 1958 na publicação da RE de mês de maio foi publicada duas possíveis interlocuções com o espírito de Mozart, que se dizia também habitante de Júpiter. Nessas conversas o espírito afirma que mostrará como é sua casa nesse planeta (pergunta nº 8 da Segunda conversa), então o espírito Pallissy através do médium Victorien Sardou faz o desenho sobre o cobre da casa do espírito Mozart.

  Antes das duas interlocuções com o espírito lê se a seguinte nota:

  Um dos nossos assinantes nos comunica as duas conversas seguintes que ocorreram com o Espírito de Mozart. Não sabemos nem onde e nem quando essas conversas tiveram lugarnão conhecemos nem os interrogadores, nem o médium; nelas somos, pois, completamente estranhosApesar disso, notar-se-á a concordância perfeita que existe entre as respostas obtidas e as que foram dadas por outros Espíritos, sobre diversos pontos capitais da Doutrina, em circunstâncias diferentes, seja a nós, seja a outras pessoas, e que narramos em nossos fascículos precedentes, e em O Livro dos Espíritos. Chamamos, sobre essa semelhança, toda a atenção dos nossos leitores, que dela tirarão a conclusão que julgarem a propósito. Aqueles, pois, que poderiam ainda pensar que as respostas às nossas perguntas podem ter o reflexo de nossa opinião, verão por aí se, nessa ocasião, pudemos exercer uma influência qualquer. Felicitamos as pessoas que fizeram essas entrevistas pela maneira com que as perguntas estão postas. Apesar de certas faltas que decorrem da inexperiência dosinterlocutores, em geral, estão formuladas com ordem, clareza e precisão, e não se afastam da linha séria: é uma condição essencial para se obter boas comunicações. Os Espíritos elevados vão às pessoas sérias que querem se esclarecer de boa-fé; os Espíritos levianos se divertem com as pessoas frívolas.

Conversas familiares de além-túmulo – Mozart

Revista Espírita, maio de 1858.

  A seguir nova menção às construções para morada dos espíritos, num diálogo entre os espíritos de Voltaire e Wolsey, mas traz uma informação inicial quanto ao método do diálogo.

  “Esta comunicação, traduzida do inglês, foi extraída da obra do juiz Edmonds, publicada nos Estados Unidos. Ela toma a forma de uma conversação entre Voltaire e Wolsey, o célebre cardeal inglês do tempo de Henrique VIII. Dois médiuns foram impressionadosseparadamente para transmitirem esse diálogo.”

  Foi, eu o digo, zombador e desconfiado que abordei o mundo espírita. Primeiro fui conduzido para longe das habitações dos Espíritos, e percorri o espaço imenso. Em seguida, me foi permitido lançar os olhos sobre as construções maravilhosas das moradas espíritas e, com efeito, elas me pareceram surpreendentes; fui impelido, aqui e ali, por uma força irresistível; tive que ver, e ver até que minha alma transbordasse pelos esplendores, e derrotada diante do poder que controlava tais maravilhas. Enfim, quis me esconder e me agachar no oco das rochas, mas não pude.

  Ao final do diálogo estas impressões:

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  Nota. Não acrescentaremos nenhuma reflexão nesta comunicação, da qual cada um apreciará a profundeza e alta importância e onde se encontra toda a superioridade do gênio. Nunca talvez um quadro mais grandioso e mais impressionante foi dado do mundo espírita, e da influência das ideias terrestres sobre as ideias de além-túmulo.

Confissão de Voltaire

Revista Espírita, setembro de 1859.

  Atualmente há muitas citações sobre cidades no plano espiritual construídas por espíritos em diversos estudos sobre E.Q.M ( Experiência de Quase-Morte), Ufologia, dentre outras áreas. No entanto como espírita que sou, me preocupei em buscar fundamentação na Doutrina Espírita para a possibilidade da existência dessas cidades, e com o que foi descrito acima, me dou por convencido pela total possibilidade de existirem, o que não significa que afirmo serem verdadeiras as citações de cidades como Nosso Lar, Colônia São Sebastião ou qualquer outra, visto serem processos de certos médiuns e que carecem de mais investigação antes de serem aceitas como verdades fincadas ou mentiras absurdas. Mas acrescento que mesmo que na Doutrina Espírita não houvesse as informações acima, isso por si só não invalidaria a possibilidade das tais construções, visto que o codificador Allan Kardec alerta que o espiritismo ainda não está completo, que novas informações chegariam para complementá-lo e que este segue os avanços da ciência. Logo se isso fosse afirmado somente pelas ciências citadas acima, já permitiria a abertura da Doutrina Espírita para tal possibilidade, motivando os espíritas sérios à pesquisas para comprovar ou desmentir tais ciências.

Hely Samuel de Oliveira

08/12/2013

19 thoughts on “Estudo de Validação: Possibilidade de Existência de Colônias Espirituais

  1. Comentário de Tadeu Sabóia em 11 dezembro 2013 at 8:02

    Hely grande amigo como estas? Sugestão: ficaria mais fácil de dialogar se você explicasse abaixo de cada trecho que você colocou de Kardec a relação que você vê com as construções no mundo espiritual. Pois quando você cita referências a Júpiter é bem evidente que Kardec e os espíritos estão tratando de construções do mundo material de Júpiter e qual é a relação que isso tem com construções no mundo espiritual? Fica a coisa um pouco solta.

    Valeu grande Hely.

    1. Comentário de Hely Samuel de Oliveira em 11 dezembro 2013 at 9:36

      Tadeu Saboia, como vai meu amigo? Então, é preciso uma leitura com mais calma, porque tive a preocupação de colocar como é esse MATERIAL em júpiter. Pelas descrições fica evidente que o material de lá é mais sutil do que a condição de muitos desencarnados da terra. O corpo material deles é mais desmaterializado do que o períspirito de grande parte da humanidade.

      1. Comentário de Tadeu Sabóia em 11 dezembro 2013 at 12:28

        Hely meu irmão a possibilidade sempre existiu. Aliás quase tudo é possível no mundo das ideias. Mas será essa possibilidade plausível? Provável? Necessária? Verossímil? Executável? Vou escolher uma: Será necessária segundo as leis que temos sobre o mundo espiritual a existência de tais cidades? Não. Não há a menor necessidade da existência de tais cidades no mundo espiritual. Sendo desnecessária a existência de tais cidades para os espíritos: será provável a existência delas? Não. É improvável, apesar de possível, a existência delas sem que haja necessidades para tais existirem. E para que executar algo desnecessário?
        Ora tratar da possibilidade de algo do mundo das ideias que não é necessário; não é exequível; é improvável; serve para quê? Assim as referências de Kardec que você colocou ficam em seu justo valor e não confirmam o que você quer.
        Vamos a tabaqueira. Uma coisa é o espirito criar uma tabaqueira, uma medalha, uma roupa, ou qualquer objeto de uso pessoal e que dura enquanto durar o pensamento que a criou. E por isso não tem qualquer estabilidade é passageiro, efêmero e fugidio; outra é dizer que a partir daí ele possa criar uma cidade inteira sem necessidades reais para os espíritos que a habitam.
        As visões e relatos tem outras explicações dentro do Espiritismo bem mais verossímeis e lógicas do que admitir tais cidades como reais de fato.
        O Espiritismo é sim aberto em suas teorias e progressivo, mas admitir, baseado em uma possibilidade apenas, cidades espirituais sem que se demonstre a necessidades de semelhantes construções seria algo sem sentido.

        1. Comentário de Hely Samuel de Oliveira em 11 dezembro 2013 at 13:07

          Tadeu Sabóia,

          A questão da tabaqueira é somente um pequeno exemplo da capacidade que os espíritos têm, e olha que neste caso é a materialização no nosso plano físico, pensemos então nessa capacidade com a fonte abundante de matéria sutil, extremamente mais fácil de se moldar que os fluidos da usados na tal tabaqueira. Você generaliza as coisas, se ficar mais fácil para você não pense q os espíritos criam cidades inteiras, pense que eles fazem só uma cabana, assim vários espíritos cada um com sua cabana, se forem próximas serão uma colônia rrsrsrsrs- só para descontrair.
          O mais importante as casas, as cidades, não significam somente proteção. Nossa casa tem uma representação psicológica que vai além da proteção. Acho q a questão não é se o espirito precisa ou não, é uma forma de organização adotada por todas as humanidades encarnadas ou não. Visto os habitantes de júpiter serem mais conscientes do que nós, mais desmaterializados e ainda se organizarem dessa forma. Claro q enquanto encarnado, precisamos primeiramente da proteção, depois buscamos o conforto, mas após essas etapas estarem completas, nossa casa passa a ser uma representação de nós mesmos, buscamos decora-la de acordo com nossas ideias e sentimentos, buscamos algo que expresse o somos, o q pensamos, o q sentimos, assim como fazemos nas artes. Logo o q muda é a forma de acordo com a evolução dos espíritos, uns representam casas sombrias outros de luz, vamos nos apegar a essência.
          Isso tudo ainda sem entrar no conceito de lar, que representa algo maior ainda. Coisa de humanos sabe. Os animais só precisam de abrigos, os seres humanos têm outras necessidades além das físicas, quando desencarnado então isso não desaparece. Continuamos seres sociais que se organizam. Claro q cada vez mais isso vai aumentando, um dia seremos uma família cósmica, mas cada coisa ao seu tempo.

          Abraço

          1. Comentário de Tadeu Sabóia em 11 dezembro 2013 at 13:42

            Hely veja só uma coisa aqui abaixo:

            LE. “1012 Haverá lugares determinados no universo destinados às penalidades e aos prazeres dos Espíritos, conforme seus méritos?
            Já respondemos a essa questão. As penalidades e os prazeres são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos; cada um tira de si mesmo o princípio de sua própria felicidade ou infelicidade; e como estão por toda parte, nenhum lugar localizado nem fechado está destinado a um ou a outro. Quanto aos Espíritos encarnados, eles são mais ou menos felizes ou infelizes conforme o mundo que habitem seja mais ou menos avançado. ”
            Se você prestar bem atenção a seguinte parte do texto: “…e como estão por toda parte, nenhum lugar localizado nem fechado está destinado a um ou a outro. ” Nenhum lugar quer dizer: nem uma cabana, nem uma casa, nem uma cidade. Nenhum é nenhum e não alguns. Entendes? E porquê? Não existe necessidades para isso. Já que a vida do espirito no mundo espiritual é moral.

            Mas se ainda tem dúvidas vamos lá:

            LE.”1012 a Em vista disso, o inferno e o paraíso não existiriam como o homem os representa?
            São apenas figuras: existem Espíritos felizes e infelizes por toda parte. Entretanto, como também dissemos, os Espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia; mas podem se reunir onde quiserem quando são perfeitos.
            A localização exata dos lugares de penalidades e recompensas existe apenas na imaginação do homem e provém da tendência de materializar e circunscreveras coisas das quais eles não podem compreender a essência infinita. ”
            Você diz podem se reunir em uma casa por uma necessidade psicológica, mas essa necessidade psicológica, por não ser uma necessidade material, devemos resolvê-la psicologicamente e não com coisas materiais. Se eu não satisfazer uma necessidade psicológica o que acontece? Morro psicologicamente? Desculpa amigo, mas necessidade psicológica está mais para fantasias psicológicas. Isso tudo o que eu falei se trata dos encarnados, mas quem disse que pelos encarnados terem essas necessidades psicológicas os desencarnados tem também? Você está fazendo uma comparação que não existe necessariamente. E se você lê com atenção o comentário de Kardec a questão 1012 você vai ver que isso provem da tendência de materializar e circunscrever coisas das quais não podem compreender a essência ínfima. E Kardec arremata: “A localização exata dos lugares de penalidades e recompensas existe apenas na imaginação do homem. ”

            Outra referência em Kardec sobre a inexistência de locais circunscritos e fechados como casas, cabanas, cidades e construções no mundo espiritual:

            O Céu e o Inferno, Código Penal da Vida Futura.

            “5º – Dependendo o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito.

            O inferno está por toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu igualmente onde houver almas felizes.”

            Olhem só para um detalhe lá está dois termos importantes: necessidade e lugar circunscrito. Formando: sem necessidade de lugar circunscrito. Não há necessidade de lugar como casa, cabana, cidades ou construções.

            Junte o que eu disse nos meus outros posts, e este agora, e perceba que sua alegação e salto da possibilidade até a existência real não se fundamenta a luz da DE.

            Deus conosco

  2. Comentário de Hely Samuel de Oliveira em 11 dezembro 2013 at 14:25

    Amigo não morremos psicologicamente! Essa foi boa!
    Bom Tadeu, nós dois nunca vamos chegar num consenso, Kardec não afirma nem nega, a gente só supõe ou não, você supõe q não eu q sim, a diferença é que eu digo que suponho e você afirma com certeza. Uma questão de postura.
    Nem tudo é vida e morte. As convenções humanas não são só futilidade e ilusão, mas todo um aglomerado de ideias e valores, vai além do que precisa ou do que não precisa. Um espirito não precisa de roupas, mas nem por isso se mostra nu. Espíritos não tem sexo, mas nem por isso deixam de se mostrar como homem ou mulher. Espirito não tem etnia, mas não deixa de se apresentar com características que o identificam. É mais do que precisar ou não precisar, é mais do que se não tiver morre ou se tiver não morre. É a diferença da alma humana, para uma alma simples dos animais, que só precisam comer, se abrigar e se reproduzir. É difícil expressar algo tão impalpável, fica isso a cabo da sensibilidade humana de perceber o que está além da forma, além da necessidade, além do certo e do errado. Me dou por convencido da total possibilidade de existirem, quando desencarnar descubro, novamente caímos na discussão do sexo dos anjos. Enquanto humano e limitado, consigo ver beleza na imensidão celeste, mas me seria um castigo se eu me elevar para longe do planeta só para ficar vendo estrelas. A complexidade do ser humano é q o faz lindo. Meus argumentos foram expostos e os seus também, essa era a ideia do moderador quando pediu que eu postasse esse meu estudo. Não vou ficar defendendo, pois, a única motivação foi a de me orientar quanto ao assunto, se for útil para alguém ótimo, se não, já foi para mim. Que os outros cheguem assim como você chegou na sua conclusão e eu na minha suposição, a formação de suas próprias ideias. Assim o objetivo do moderador terá sido atingido. Abraço

    1. Comentário de Tadeu Sabóia em 11 dezembro 2013 at 20:57

      Hely meu amigo e irmão. Nunca foi meu objetivo chegar a uma conclusão ou um consenso com você. Tanto lá quanto aqui no abençoado Kardec Online o mais importante para mim é a sua pesquisa e o seu trabalho de estudo do Espiritismo. Ao que imediatamente te parabenizo e peço que continue no seu trabalho. Se não concordo com suas conclusões isso não nos faz menos amigos e nem eu tenho menos respeito por você e admiração pelo seu trabalho.
      Poucos estudiosos tiveram a coragem e a atenção para tentar justificar suas afirmações nesse assunto como você teve. Claro que a sua afirmação de possibilidade e sua pesquisa vai ser ampliada pelos fanáticos e dogmáticos para uma afirmação e confirmação das colônias espirituais e seus absurdos. Sei que você não tem culpa dessa ampliação indevida, até porque deixa isso claro em suas conclusões, mas fazer o que né?
      E quero também enaltecer o trabalho do grande JC, não o Jesus Cristo rsrssrs, mas o nosso moderador e criador do Kardec Online pelo seu belo trabalho e te dizer que ele também conversou comigo sobre sua pesquisa e todos concordamos que seria uma grande oportunidade de estudo, de aprendizagem e de progresso se você permitisse a publicação ou que publicasse.
      Desde de o fórum realmente espirita ou no amigos espiritas do Alamar, não sei bem qual foi, que sempre mantivemos esse clima fraterno e respeitoso de debates, discussões e estudos. E fico feliz por que aqui no nosso instituto de pesquisa espírita Kardec Online conseguimos divergir, mas nos entender.
      Mais uma vez, e mil vezes se for preciso, te parabenizo pela pesquisa.
      No meio militar temos o “zero um” o mais antigo da tropa ou da equipe. E você aqui no Kardec Online você Hely Samuel é o “zero um” literalmente do K.O. Claro que nós temos também o “Kardec online COMANDO”, JC (não o Jesus Cristo RSRSR), mas o Julio Cesar, nosso paciente moderador.
      A discussão e o debate continuam com quem possa, todos os participantes do KO, contribuir com suas posições e opiniões acerca do tema e da pesquisa do Hely. Vamos galera participar. A opinião de todos é importante para o crescimento do debate.

      Fiquem todos com Deus.

      1. Comentário de Hely Samuel de Oliveira em 11 dezembro 2013 at 21:31

        Tadeu o mais importante numa questão como essa, na minha opinião, nem é se as colônias existem ou não, isso vai ser descoberto um dia. Creio q o mais importante é rever algumas verdades fincadas no movimento espirita brasileiro, que nos acostumamos a repetir sem analise, é bom chacoalhar o açúcar do fundo. Muita coisa vai contra a doutrina, outras estão mal-entendidas, outras sendo passadas de forma distorcida. A pior forma de mentira, na minha opinião, é aquela que vem misturada com verdades, pois confundem muito a todos nós. Acho q nossa conversa chegou num ponto interessante, pois polarizamos o assunto, você expôs sua interpretação, eu as minhas, agora é esperar que mais pessoas se posicionem e colaborem para que você amplie a suas convicções e eu as minhas. É muito excitante uma conversa desse tipo, profunda, séria e respeitosa. Muito bom ter contato com pessoas que proporcionam isso.

    2. Comentário de Elias Inácio de Moraes em 12 dezembro 2013 at 22:31

      Prezado Hely,

      Postei os comentários abaixo buscando opinião do Sérgio Aleixo e do Cosme Massi, que compartilham a visão do Tadeu a respeito deste tema. Tomo a liberdade de apresentar também a você a mesma questão que apresentei a eles:
      Como você analisa a ideia das “esferas espirituais” narradas pelo espírito Zabdiel a George Vale Owen, na Inglaterra, onde existem casas, com torres gigantescas em cores fascinantes como jamais vistas sobre a Terra? Idem em relação às sociedades angélicas ou as sociedades infernais narradas por Emmanuel Swedemborg como resultado das suas visões em “estado de sonambulismo”, ou desdobramento como é mais usado hoje? Isso para citar somente médiuns não espíritas, em outros países. E como você analisa o fato de, no Brasil, termos narrativas semelhantes por parte de diversos médiuns até mesmo anteriores a Chico Xavier, como Zilda Gama e, pela sua contemporânea, Yvone do Amaral Pereira?
      Concordo com o Tadeu, o Sérgio Aleixo e o Cosme Massi que a imagem apresentada às vezes parece muito material, talvez até excessivamente material, mas você também vê, como eu, uma razoável concordância em que há alguma forma de organização no mundo espiritual, e que essa forma não é tão abstrata como às vezes queremos fazer crer apenas pela leitura de trechos específicos de Allan Kardec?
      Será que Allan Kardec, se estivesse aqui, não consideraria todas essas informações, obtidas através de médiuns tão distintos, em lugares tão distintos, por espíritos tão diversos e buscaria nelas o que poderia representar algum consenso?
      E por falar em universalidade dos ensinos, se você tiver alguma tradução para o português da obra de Andrew Jackson Davis, ficarei muito grato, pois minha leitura em inglês é precária e estou sofrendo muito para ver como AJD apresenta esse assunto.
      Se tiver também outras obras de autores não espíritas, ficarei grato se me franquear acesso. Penso que vamos encontrar uma visão mais consistente se buscarmos comparar todo esse material e retirarmos de tudo o que for comum, ou “universal”, como diria AK.

      Obrigado.

      1. Comentário de Tadeu Sabóia em 12 dezembro 2013 at 22:59

        Inácio como estas? Tudo na paz? Estava sumido. Bom tê-lo de volta.
        Algumas observações sobre seu post.

        1º Irmão Inácio você fala como se Allan Kardec não conhecesse esses relatos de cidades e construções, e suas informações fossem uma grande novidade, engano seu. Esses fenômenos foram sim analisados por Kardec e ele fez um estudo profundo e detalhado dessas visões de cidades e construções dos médiuns que existiam antes do espiritismo e durante os 12 anos que trabalho com ele. Falando e analisando inclusive a mediunidade e as visões de Emmanuel Swendenborg, mas nunca considerou a realidade do que esses médiuns viam.

        2º Mesmo sabendo e tendo as descrições desses médiuns Kardec não admitiu a realidade dessas tais visões e de tais cidades ou construções, por isso se ele tivesse aqui hoje a opinião dele não mudaria, já que viu na época dele também.

        3º Kardec analisou milhares de visões de outros extáticos, médiuns e de relatos de espíritos e nunca cogitou e nem considerou como realidade a visão e descrição de tais construções e cidades no mundo espiritual.

        4º O Espiritismo tem várias explicações muito plausíveis e coerentes sem precisar admitir a realidade dessas construções e realidades. E se tem explicações e teorias que se adequam ao fenômeno sem abrir mão dos princípios do espiritismo, então ficamos com Kardec.

        5º Explicações do espiritismo das tais construções e cidades: Descrições de cidades de outros planetas no fenômeno de êxtase, Descrição de construções aqui da terra mesmo, Descrições da imaginação e mente dos médiuns (animismo), Descrições da imaginação e mente dos espíritos inferiores e apegados a matéria, Enganação e mentira dos espíritos. Todos os casos de descrições e visões de cidades e construções que você citou, ou o Hely, podem ser explicadas por alguma dessas hipóteses. Sem que para isso se considere qualquer tipo de construções reais e fatuais no mundo espiritual. Já que demonstrado foi que essas coisas são improváveis a luz da DE.

        6º Não é a nossa visão e sim a visão do espiritismo já que baseamos o que nós dizemos e escrevemos nas obras de Kardec. E você irmão Inácio sua visão é baseada em que? Ou quem? Porque se abre a realidade de tais construções e cidades?

        Deus conosco.

        1. Responder até Hely Samuel de Oliveira em 13 dezembro 2013 at 10:51

          Tadeu… Baseado em que você afirmou q Kardec fez um estudo profundo sobre o tema e não considerou a realidade do que esses médiuns viram? Você tem acesso a esse material? Ele publicou? Está na R.E ou em outro ponto da codificação e eu não percebi? Ou é algo que você supôs que ele fez baseado nos itens que você citou acima? Fiquei curioso.
          Outro ponto que acho complicado em uma conversa é o seu item 05. Sempre haverá muitas hipóteses, possibilidades para explicar qualquer coisa. Nesse tipo de argumentação que se fundamentam os descrentes da reencarnação, e inclusive da vida após a morte, ontem mesmo “por coincidência” vi uma palestra onde alguns dos argumentos para justificar a psicografia era q o cérebro capta todas as informações e guarda numa área escondida do cérebro, dentre várias outras possibilidades que não o morto vir escrever porque seria absurdo, na visão do cientista.
          É o mesmo que dizer quando você chega num lugar e vê o chão molhado e diz choveu aqui, aí outro diz prove, e você diz o chão este molhado. Alguém afirma, não alguém regou, outro não um caminhão pipa descarregou aqui, não, pode ter sido o orvalho. Sei q o exemplo é tosco, mas são todas possibilidades e ninguém poderá provar de fato se não tiverem estado neste local no momento em que ele ficou molhado, uma coisa é uma justificativa ser mais óbvia, outra ser mais lógica, outra ser mais agradável e outra coisa é uma delas ser verdadeira. Por isso chamei esse meu estudo de POSSIBILIDADE de existência de colônias espirituais, são pontos que nos dão a entender que podem existir, dentro do meu entendimento, mas não posso provar, é uma possibilidade que talvez esteja errada, talvez não. Isso me limitando a Kardec, mas olhando o panorama geral essa possibilidade ganha mais força, visto tantos relatos fora do Espiritismo ao qual não devemos fechar os olhos e simplesmente negar ou afirmar, cabe mais estudo, mais pesquisa. Ainda não podemos bater o martelo. Claro que respeitarei se você disser que já tem uma opinião formada sobre o assunto e dá o caso por encerrado, eu ainda não cheguei neste ponto.

          T+ abraço

        2. Comentário de Sérgio Viana Villa em 29 dezembro 2013 at 8:51

          Amado Tadeu,

          O que Kardec com muita propriedade repele no livro O Céu e o Inferno é a ideia de lugares espirituais em nosso mundo físico, no Universo Material. Para os medievais e para muitos em pleno Século das Luzes o inferno era um lugar circunscrito, localizado sob a crosta terrestre, quem escavasse essa crosta acabaria chegando nele; e o Céu era um lugar físico sobre a crosta, formado por camadas circulares que iam da primeira à sétima, quem voasse poderia alcançá-los. Há um texto medieval escrito por dois monges que relata a ida deles até o fim do mundo e a visão que tiveram dos mecanismos que fazem as estrelas girarem (fizeram essa jornada atendendo à ordem de um Papa).
          Tadeu, você matou parte da charada: Kardec se viu obrigado a rejeitar a verdade das Colônias Espirituais não apenas pelas dificuldades impostas pelas limitações da ciência física do seu tempo, ainda atrelada ao mecanicismo newtoniano, a uma concepção de tempo e espaço absolutos (minha tese), mas, também, porque essa verdade nos aproximava das ideias fantasiosas de dimensões espirituais em nosso Universo Material, aproximava o espiritismo do fantástico e do miraculoso (seu adendo à minha tese).
          Kardec teve de desconsiderar que a natureza não dá saltos, que a passagem do nosso Mundo Material para o Mundo Espiritual por excelência necessita de uma Zona de Transição, na qual todos os gatos são pardos. Mais importante para ele foi preservar a Doutrina Espírita das fantasias medievais afirmadas pela Doutrina Católica. Cabe a nós (eu, você, a Joyce, a Malu, e etc.), a posteridade, resgatar essa verdade que teve de ser abandonada para não se admitir a mentira do céu e inferno físicos, localizados no espaço do nosso Universo Material.
          Inúmeros princípios da obra de Chico, entre eles a existência de Colônias Espirituais foi confirmada pela mediunidade de Divaldo Franco, Yvonne Pereira, Zilda Gama, Raul Teixeira, João Nunes Maia, Jorge Rizzini, Francisco do Espírito Santo Neto, Carlos Bacelli e tantos outros. Espíritos diversos, médiuns diversos, locais diversos, tempos diversos. Na Umbanda e no Candomblé são citadas as aldeias onde moram os Caboclos e nas moradas dos Orixás. Em nossas mediúnicas (sou médium psicofônico, de intuição, com rudimentos de desdobramento, vidência e audiência) vemos hospitais, abrigos, furnas e estruturas construídas no Plano Espiritual…
          Achar que todos esses médiuns estavam obsidiados, fascinados, presas de espíritos mistificadores, me faz lembrar uma gozação que um crítico fez ao filme “Demian o Anticristo”:

          – “A única mensagem que se pode tirar desse filme é que o demônio foi mais zeloso com o seu filho do que Deus foi com o Dele, quando Ele andou sobre a Terra”.

          O bom dessa discussão é que todos nós, mais cedo ou mais tarde, vamos confirmar in loco quem estava com a razão.

          Paz a todos,
          Villa.

          1. Comentário de Joyce dos Santos em 29 dezembro 2013 at 20:22

            Sergio, eu acompanhei todo o debate e não ficou claro, para mim duas coisas:
            Por quê, para você, Kardec, os muitos médiuns que o secundaram, e os milhares de espíritos comunicantes são falíveis e Chico e André não?
            Você mesmo diz que os médiuns de Kardec eram de todas as partes do mundo, isso dá à codificação maior credibilidade, não acha?
            Você diz que eram médiuns medianos, porquê? Qual o critério para assim classifica-los? Kardec dava muito pouca importância para eles, já que o que importava mesmo eram os conteúdos das mensagens.
            Se compararmos o trabalho criterioso realizado por Kardec com o ditado de André Luiz para Chico, não dá, não tem como comparar, não tem comparação.
            O fato de médiuns da Umbanda, que não leram André Luiz, descreverem colônias espirituais não provam que elas existam. Só prova que são todos do mesmo nível de esclarecimento. Não só na Umbanda, mas no MEB, as pessoas querem acreditar nisso, querem ir para Nosso Lar; ainda mais agora que as imagens estão aí, nem precisa mais imaginar. O que a DE nos ensina sobre desencarnados com pouco esclarecimento e ainda muito materializados, explica esse fenômeno abundante.

            Abraços

  3. Comentário de Joyce dos Santos em 28 dezembro 2013 at 15:51

    Nossas limitadas faculdades não nos permitem imaginar o que é infinito, eterno e também, nesse caso que se discute, não conseguimos imaginar vivermos sem ser em um local definido.
    Uma criança precisa de limites para sentir-se segura; é o que acontece com quem precisa acreditar que ao desencarnar vai para uma cidade espiritual, viver em uma casa, sentar-se à mesa, comer, dormir, etc. Tememos o desconhecido.
    O nosso tempo encarnados é tão curto, em relação à eternidade do espírito que não vejo lógica na necessidade de uma “readaptação ao mundo espiritual”. O espírito precisa ser esclarecido e não alimentado em suas ilusões.
    O espírito fica preso a sua condição e não a uma região, isso está bem claro. Se estudarmos Kardec fica fácil entender o conceito, embora fique difícil imaginar como é exatamente.
    É infinitamente mais lógico o que está colocado nas obras da codificação (Kardec). Muito claras as explicações sem metáforas ou alegorias, obrigada, Tadeu Sabóia.
    Seria interessante se os centros espíritas promovessem, além das seções de acolhimento aos espíritos necessitados, além dessas, promovessem seções de evocação de espíritos mais esclarecidos para continuarmos as investigações e estudos sobre o mundo espiritual.
    Espero que esse e outros temas sejam debatidos aqui no fórum para que todos possamos aprender e aumentar a vontade de estudar mais e mais e mais, Kardec.

    1. Comentário de Sérgio Viana Villa em 30 dezembro 2013 at 6:21

      Minha cara irmã Joyce,

      Eu afirmo em um dos meus primeiros textos que sim, Emmanuel, Chico, Kardec e etc. erram. No texto que lhe enviei afirmo que só um não erra: Deus! Até Jesus, nosso modelo e guia, tem seu grau de falibilidade e ignorância quando comparado ao nosso Criador (- “O Pai é maior do que Eu”; – “Essa hora, nem o Filho nem os Anjos sabem, só meu Pai que está nos céus” – essas são frases de Jesus, e mais: – “Nenhuma das ovelhas que meu Pai me deu se perderam, a não ser o filho da perdição para que se cumprisse o que estava predito” – Ele não conseguiu demover Judas Iscariotes dos seus propósitos mundanos).
      Minha tese central é que a transição de um Espírito da condição de encarnado no Mundo Material para a Vida Espiritual por excelência não pode acontecer de um salto (“A natureza não dá saltos! ” – Princípio adotado e repetido inúmeras vezes por Kardec); como a sensação de se estar usando o pesado casaco a pouco retirado (uma imagem usada pelo próprio Kardec) o corpo físico deixa uma impressão no espírito que tem de ser gradualmente superada para que ele possa entrar na posse e uso de todas as suas faculdades espirituais, para que ele possa viver plenamente como espírito errante (esse tempo guarda relação direta com o grau de evolução do mesmo).
      Sim, você está certa: a inferioridade espiritual é que torna necessária essa Zona de Transição (termo presente nas obras de André Luiz) onde elementos espirituais e materiais se misturam prevalecendo gradativamente os primeiros. Daí o esforço dos habitantes de “Nosso Lar” de se libertarem da necessidade de comer e de dormir como nós dormimos (Espíritos não dormem, ensina-nos a codificação que eles passam por uma espécie de período de atividade reduzida); lembre-se de que a mãe de André Luiz possuía um nível de evolução superior à dessa Zona de Transição, tinha de se materializar para manifestar-se nela e aparecia ao André Luiz em sonhos.
      Ruth Japhet, médium que colaborou com Kardec para a confecção de grande parte de O Livro dos Espíritos (segundo ela três quartos), queixa-se para o escritor russo Alexandre Aksakof por Kardec não ter lhe dado nenhum crédito pela obra, não ter lhe entregue de presente nenhum exemplar do livro e por ter se recusado a lhe devolver seus manuscritos (Souto Maior, Marcel Kardec – A biografia 2º ed, Rio de Janeiro: Record, pg. 84)). Você pode imaginar algum dos médiuns que eu citei se comportando dessa maneira? Mas, tudo bem, uma vez admitida a falibilidade da condição humana, quem não erra de um jeito, erra de outro…
      Bom, creio que pelo menos nós chegamos a um acordo: os espíritos inferiores, em decorrência mesma da sua inferioridade, quando passam para o Plano Espiritual, valendo-se da plasticidade do perispírito e do Fluido Cósmico Universal (FCU), criam inconscientemente (plasmam com sua energia mental) ambientes semelhantes ao ambiente físico nos quais vivem parte como se ainda eles estivessem na Terra, parte já exercitando suas faculdades de Espírito. Os Espíritos Superiores, mais evoluídos, que vivem uma vida plenamente espiritual, por serem amorosos, bons e caridosos, sistematicamente se materializam entre os inferiores, chegam a viver entre eles e governá-los para ajudá-los a gradativamente (sem saltos) superarem essa condição de inferioridade. Se você concorda com isso para mim também está bom, fechamos questão.
      Finalizo com uma história que me contaram envolvendo o Ézio Freitas (um destacado espírita baiano, já desencarnado): uma senhora em conversa com o Ézio lhe confessa seu sonho de ao desencarnar ir para “Nosso Lar”, ao que nosso polêmico irmão retruca:
      _ “Nosso Lar”? “Nosso Lar”? Eu estou sonhando com o Reino dos Céus, tentando imaginar como deve ser incrível a vida por lá, as coisas que se fazem nele, as coisas que podemos aprender e você me vem com as sopinhas e o aeróbus de “Nosso lar”? Tenha paciência, Fulana, tenha paciência…

      Paz,
      Villa.

  4. Comentário de Tadeu Sabóia em 30 dezembro 2013 at 12:38

    Amigos já que chegamos a um acordo: Não existe base no espiritismo (Kardec) para a existência de cidades espirituais. Ok.
    E o Sérgio lançou um novo aspecto das colônias espirituais que é a sua necessidade e utilidade em existir. Será que existe alguma necessidade e utilidade das mesmas? Kardec mostra que não. Espíritos, os mais atrasados, NÃO TEM NECESSIDADE DE COMER, BEBER, DORMIR, SEXO, ABRIGO, REMÉDIO. E quando eles dizem, os espíritos, que estão com essas sensações nada mais são do que pura ilusão deles mesmo. É uma necessidade fictícia e ilusória impossível de ser satisfeita. E por isso não tem sentido, necessidade ou coerência existir uma cidade espiritual para protegê-los, comida, bebida no mundo espiritual.

  5. Comentário de Joyce dos Santos em 30 dezembro 2013 at 17:17

    Eu gostaria de destacar uma frase que Sergio colocou que é:

    “Minha tese central é que …”

    Todos temos teses, formuladas por nosso raciocínio e baseadas em nosso conhecimento e em nossas vivências (todas). Quando essas teses conflitam com a DE devemos ter o cuidado de, ao colocarmos o nosso pensamento, e temos o direito a isso, repetindo, quando colocarmos o nosso pensamento devemos ser honestos e mostra-lo como nosso e não, pretensiosamente, como atualização da DE. Esse é o ponto. Nada contra os mais de 400 livros psicografados por Chico, desde que não sejam apresentados como complementação da DE, sem o famoso critério de validação das informações que conflitam com a doutrina espírita.
    Quanto a Sra. Ruth Japhet, deveria ter se espelhado no Prof. Rivail, um exemplo de competência e humildade. Se ela vivesse hoje poderia dar vasão à sua vaidade, dividindo os palcos com Divaldo e muitos outros médiuns brasileiros, verdadeiras celebridades.
    E como Ézio, eu também estou “tentando imaginar” como deve ser incrível a vida por lá”
    Então, concluindo: cada um vai encontrar o que imaginou, não sou arquiteta, mas deve ser bem difícil construir com tantos projetos diferentes.

  6. Comentário de Sérgio Viana Villa em 30 dezembro 2013 at 19:38

    Amados Tadeu e Joyce,

    Sem dúvida essa é uma discussão que só resolveremos quando formos para lá, em definitivo. Só retorno a ela para fazer um pequeno reparo a um entendimento de Joyce.
    Minha irmã perdoe-me se a confundi com a expressão minha tese, quando a uso em uma discussão espírita entendo que ela está respaldada na minha melhor compreensão de Kardec, dos fundamentos do nosso pensamento e em consonância com o pensamento de todos aqueles que deram continuidade ao trabalho daquele Discípulo de Pestalozzi. Sempre acredito que estou produzindo bom espiritismo, mas como sou humano, e porque humano falível, eu sempre estou atento aos argumentos contrários ao meu pensamento que me demovam de possíveis erros. Argumentos, não afirmações do tipo Magister Dixit. Se alguém quiser me convencer de que estou em erro terá de apontar a falha no meu raciocínio e me apresentar uma explicação melhor.
    Dizer que tal coisa não é espírita porque Kardec disse outra coisa é adotar a atitude mais antiespírita que se pode conceber, atitude contrária ao espírito de Kardec e de todos os pais da nossa doutrina. Não temos livros sagrados em espiritismo, temos livros inspirados sim, mas não divinamente inspirados, e o mais importante: não temos dogmas, acreditamos na solidez dos nossos fundamentos, mas não na perfeição e imutabilidade deles. Nossa doutrina é uma doutrina de liberdade, aberta à discussão e ao debate pela certeza do quanto nós seres humanos ainda estamos distantes da verdade, e pela certeza de que o único caminho que conduz a ela é o caminho do questionamento, da dúvida, da incerteza, pais do progresso humano porque a fonte de todas as descobertas.
    Uma das dificuldades de se ser espírita é exatamente esta: não temos verdades às quais nos apegarmos como absolutas, e mais ainda, nós não temos livros que contenham tais verdades. Não temos a segurança de um protestante com sua Bíblia, de um islamita com o seu Alcorão ou de um católico com a autoridade da sua Igreja. Só temos nosso próprio raciocínio, que antes de se valer dos ensinamentos dos que vieram antes de nós precisa confirmar a verdade desses ensinamentos, para só então poder dar prosseguimento a ele. Os verdadeiros cursos de espiritismo não nos ensinam a decorar princípios imutáveis, nos fazem questionar nossos princípios, que só devem ser admitidos por nós na exata medida do nosso convencimento.
    Bom, mas esse é o meu entendimento do que é o espiritismo, do que é fazer acontecer a Doutrina Espírita na Terra. Claro que é o que julgo melhor (é o meu, pô!), mas estou aberto a ouvir outros entendimentos e sempre a partir do que ouço reavalio minha posição. Então sinto que o meu entendimento se põe em movimento, sai de mim, alcança e abraça a visão do outro e se torna maior.

    Que a paz do nosso amado mestre Jesus seja com vocês,
    Villa.

  7. Comentário de Tadeu Sabóia em 30 dezembro 2013 at 21:24

    Boa noite amados irmãos!

    Ainda sobre o nosso tema gostaria de dizer que os estudiosos que admitem e defendem um Kardec e um espiritismo integral sem as adulterações e fantasias, vindas de espíritos ou pessoas pós Kardec, que nada tem a ver com o espiritismo, não reverenciam Kardec e os seus escritos como se fossem sagrados, intocável, acima de críticas, infalíveis, perfeitos, dogmáticos e etc. Não absolutamente. As pesquisas de Kardec e o próprio espiritismo estão sujeitas, como qualquer ciência e filosofia, a atualizações e progressos.
    Estando bem claro e bem entendido o que eu disse acima, devemos considerar que apesar de estar aberto não quer dizer que o espiritismo está aberto a qualquer coisa que se escreva como pretensas atualizações, acréscimos, complementos e progressões. Para que escritos, hipóteses e teorias sejam admitidas como complementos e atualizações é necessários critérios claros e uma metodologia específica de análise e comprovação das mesmas. E esses critérios e metodologia é bem clara e especifica no espiritismo.
    Se não consideramos esses complementos e atualizações dos médiuns famosos e espíritos pop star do MEB é porque tais escritos e hipóteses não passaram e não suportaram nenhum dos critérios e métodos do espiritismo. Assim sendo não é por fanatismo e dogmatismo que não se admite tais revelações como sendo verdadeiras é exatamente pelo que o espiritismo ensina.
    Assim fico pensando: Os que defendem e expõe o Kardec total e a fidelidade dos seus ensinos são chamados de dogmáticos e fanáticos, mas esses se baseiam em pesquisas, estudos, analises, o CUEE, na razão, na lógica usadas por Kardec para formulas suas teorias. E essas acusações são feitas por aqueles que admitem qualquer coisa que venha dos espíritos popstars e dos médiuns famosos do MEB sem qualquer método, verificação, pesquisa e critérios. Isso é claramente uma inversão de valores. Quem se baseia em estudos, pesquisas e métodos de validação são fanáticos e dogmáticos; e quem aceita por aceitar qualquer fantasia trazidas por médiuns e espíritos famosos é tido como progressivo e espírita por definição. Pode uma coisa assim.
    Agora desejo a todos um feliz ano novo! Que Deus abençoe a todos nós e que os bons espíritos nos ajudem e nos inspirem em nossos estudos e pesquisas espíritas. Muita paz.

    Deus conosco.

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