Espiritismo: O que é na Verdade! Carta à Imprensa

ESPIRITISMO – CARTA À IMPRENSA


Espiritismo: O que é na verdade!  

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalista ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens

  Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do ‘achismo’ e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa
  Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta. Vamos aos assuntos: 
 

Espiritismo Não é Igreja

  Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto…


 Não existe ‘Kardecismo’, existe ‘Espiritismo’

  O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão ‘kardecismo’, para identificar algo que ele imagina ser uma ‘ramificação’ do Espiritismo, achando que Espiritismo é um ‘montão de coisas’ que existe por aí, quando na realidade não é.
  A palavra ‘Espiritismo’ foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios. Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação ‘Espiritismo’, fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de ‘kardecismo’, verdadeiramente é ‘Espiritismo’.
  Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável. 


 Veja quem adota e quem não adota o quê:

Procedimentos, Práticas e Rituais Umbanda  Catolicismo  Espiritismo 
Altares
Imagens
Velas
Incensos e Defumações
Paramentos e Vestes Especiais
Obrigações aos participantes
Proibições aos participantes
Ajoelhar, Sentar e Levantar-se em Cultos
Bebidas Alcoólicas em Cultos
Sacerdócio Organizado
Sacramentos
Casamentos e Batizados
Amuletos, Pátuas, Escapulários, Rosários
Hinos, Canticos e Pontos Cantados
Crença em Satanás
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  Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?
  O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.
  A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal ‘Kardecismo’ se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias. 


 Allan Kardec não inventou o Espiritismo

  Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.
  Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.
  Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja. 


 Sobre a Reencarnação

  Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade.
  O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.
  Portanto a afirmativa de que os espíritas creem na reencarnação é infantil e sem sentido. 


 Sobre a Mediunidade

  Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.
  Qualquer afirmativa do tipo que ‘alguém tem mediunidade e precisa desenvolver’ é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida…


 Sobre o Caráter do CENTRO ESPÍRITA

  É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.
  Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.
  Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.
  Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação. 


 Sobre Quem é Reencarnação de Quem

  Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão. Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita. Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa. Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel. 


 Apologia ao Sofrimento

  Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom. Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo
  Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção. 


 Mesa Branca

  Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca têm maior facilidade de sujar. Portanto a citação de ‘espiritismo mesa branca’ é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas. 


 Terapia de Vidas Passadas

  Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita.. 


 Cromoterapia, Piramidologia etc…

  Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo. 

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 Sucessor de Chico Xavier

  Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier ‘morreu’, e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que veem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita. Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo. 


 A sua Relação com a Ciência 

Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: ‘Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência’. Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico. Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis. Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer. Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem? 

Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas, Escritor e Antares DINASTIA
alamarregis@redevisao.net
www.redevisao.net — www.canal500.com
www.alamarregis.net
www.partidovergohanacara.com
www.facebook.com/alamarregis ou www.facebook.com/alamarregis2

Publicado por Edson Rocha em Outubro de 2011

6 thoughts on “Espiritismo: O que é na Verdade! Carta à Imprensa

  1. Comentário de Ana Maria Ivo da Silva em 20 outubro 2011 às 10:23

    Muito oportuna as considerações em questão. Mister se faz que se divulgue este artigo, pois há muitos pseudos espíritas, ou os chamados “espíritas igrejeiros” que divulgam a doutrina de forma errônea, propiciando assim, o conceito deturpado que os leigos têm da nossa doutrina. Parabéns pela excelente matéria.

  2. Comentário de Eugênia Maia em 20 outubro 2011 às 11:17

    Simplesmente maravilhoso artigo esclarecedor. Parabéns ao autor!! Aliás existe muito “espírita” por aí que precisa ler isso. Quem sabe assim muitas Casas Espíritas possam mudar certos conceitos e posturas em suas atividades. Um grande abraço a todos.

  3. Comentário de Silvio Oliveira em 20 outubro 2011 às 12:50

    Ótima matéria meu amigo. Os pontos abordados e seus esclarecimentos são pertinentes e acertados. Entretanto, gostaria de dizer, com certa tristeza, que esses equívocos são procedimentos comuns em determinados centros espiritas, onde vemos dirigentes despreparados, dando um direcionamento a instituição, que dirige, um cunho apenas religioso ou pelo menos na direção dessa pratica. Pessoas essas que impõe as suas ideias equivocadas como verdade absoluta, demonstrando todo seu orgulho e vaidade, virtudes essas totalmente desprezíveis. Acredito que essas dissonâncias, esses pontos polêmicos e falsos, esses equívocos sobre as bases da doutrina, tenha como maiores culpados nós espiritas, quando não estudamos os postulados da doutrina, quando não procuramos pesquisar e se inteirar sobre assuntos pertinentes e amplamente divulgados nas sessões doutrinarias. Infelizmente, a grande maioria dos que se intitulam como espiritas na verdade são apenas espectadores de salões doutrinários. Acredito que matérias jornalísticas vinda de fora do seio do Espiritismo, equivocadas e muitas delas mentirosas ou maliciosas, são causadas por informações, também equivocadas, dadas por pessoas que se diz Espirita sem a menor fundamentação da doutrina e que manipulados por pessoas, profissional de comunicação ou não, que tem a técnica em confundir (quando profissional mal-intencionado) fazendo perguntas capciosas, facilmente distorce a matéria por perceber a fragilidade nas convicções da base da doutrina por parte do entrevistado. Por isso acho pertinentes esses esclarecimentos, principalmente no seio do próprio Espiritismo. Doutrina Espirita é estudo, é pesquisa, é fundamentação, se não tem essas práticas, torna-se uma religião como qualquer outra. Não quero com esse meu pensamento, constituir nenhuma polêmica, mas apenas externar a minha ideia, isso com base em algumas das instituições que visitei e participei e de muitas entrevistas e conversas que vi e ouvi por aí afora. Muita paz a todos.

  4. Comentário de Edvaldo Gomes da Silva em 21 outubro 2011 às 11:32

    É uma pena que os jornalistas das revistas que fizeram matérias sobre o Espiritismo, não tenham encontrado pessoas, que estudam o Espiritismo, como manda Kardec, para obterem as verdadeiras informações sobre a doutrina dos espíritos.

  5. Comentário de Tadeu Sabóia em 4 dezembro 2013 às 11:04

    Excelente matéria do Alamar. Gente finíssima e um grande estudioso da DE.
    Gostaria apenas de lembrar aos irmãos que a seguinte afirmação: “…literatura trazida por Kardec, depois quintessenciada por Emmanuel, André Luiz e tantos outros mentores elevados…” é um erro grave do ponto de vista doutrinário e que varias confusões contidas no texto da Alamar são fruto dessa mistura entre o que é o Espiritismo e a opinião de qualquer pessoa, seja encarnada ou desencarnada sobre o espiritismo.. Com todo o respeito a sua nobre opinião. Abaixo mostrarei porque digo isso:

    1. Apenas um exemplo entre muitos: Astrologia. Influência absurda dos Astros na vida dos homens.
    Emmanuel ensina e corrobora a astrologia e o Espiritismo, Allan Kardec, não!
    O Consolador, Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier. Questões 26 e 140. FEB. 15ª edição. Rio de Janeiro/RJ, junho de 1991.
    “As antigas orientações astrológicas têm a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra…”

    O Livro dos Espiritos, Allan KArdec
    Perg. 867 – De onde vem a expressão: Nascer sob uma feliz estrela?
    – Velha supertição que ligava as estrelas ao destino de cada homem; alegoria que certas pessoas têm a tolice de tomar ao pé da letra.

    2. Os exemplos são vários em que Emmanuel, André Luis e CIA estão em franca contradição com o Espiritismo, Allan Kardec. E baseados nas obras de Emmanuel e André Luis e CIA os centros espiritas tem adotado práticas esdruxulas, misticas, esotéricas e dogmáticas. Outros exemplos de contradição são: Aminais vivendo no mundo espiritual, não evocar os espiritos, previsões com data marcada, almas gêmeas e muitas outras coisas que Kardec e os espíritos superiores da codificação nunca ensinaram, que foram contra e que André Luis, Emmanuel ensinam.

    3. A aceitação de Emmanuel, André Luis e CIA pelo MEB como sendo uma quintessencia, complementação, progresso e evolução do espiritismo é um erro e um absurdo que não se justifica, pois o que contradiz sem provas, demonstrações e evidencias lógica, racional e factual não pode complementar e ser quintessencia.

    4. Essa aceitação e consideração cegas a essas pretensas quintessências e complementações desses espíritos sem a devida validação, avaliação e critica a luz da Doutrina espírita é o que espalhou no meio espirita e fora dele esses enganos e erros na apreciação do que é o verdadeiro espiritismo.

    5. Somente a fidelidade ao espiritismo; o estudo sério, perseverante, continuo e analítico do espiritismo; a crítica, a analise, a avaliação e o descarte se for contrário e incoerente com o espiritismo, das obras de qualquer espírito; São os meios de acabar de dentro para fora com os enganos e erros que todos nós observamos. Mas como queremos que os de fora vejam o espiritismo como ele é, se os próprios espiritas não sabem e desconhecem o espiritismo. Como disse Herculano Pires: O espiritismo é o grande desconhecido dos espiritas.

    6. Para os que já vão começar a dizer que o espiritismo não pode ficar parado em Kardec e blábláblá, vou logo adiantar que aceitar algo dito pelos espíritos não é fazer a doutrina caminhar, pois poderemos aceitar novas informações vinda dos espíritos de hoje com algumas condições: Ser lógica, racional, avaliada criticamente, tem que ser usado o CUEE, usada as experiências cientificas, ser mais eficiente para explicar determinado fenômeno do que as explicação de Kardec e os espíritos superiores da codificação.

    7. Se ainda estiverem com alguma dúvida, os seguidores de Emmanuel podem seguir a recomendação dele mesmo quando disse ao Chico Xavier: “Chico quando eu, Emmanuel, disser algo que seja contrário ao que Jesus e Kardec, disseram e ensinaram, fique com eles e me esqueça”

    8. Se aceitar os ensinos de Emmanuel digam o porquê de não aceitarem os ensinos de Ramatis, Miramez, Routaing, Robson, Wanderley e outras que são tão criticados no MEB.

    9. Demonstrem dentro da Doutrina Espirita que ser um médium caridoso torna o que ele recebe dos espíritos certo, verdadeiro e doutrinário? E os critérios do espiritismo para avaliar e validar toda e qualquer mensagem vinda do mundo espiritual e seja por que médium for?

    Deus conosco.

  6. Comentário de Helinton

    Excelente texto e republicado em muito boa hora. Por isso o estudo e a leitura obrigatória das obras de Kardec nos CEs. Sem contudo menosprezar a literatura espírita. Tendo como norte a Doutrina Espírita e em função disso utilizar o bom senso como no texto acima, o Movimento manterá intactas suas origens Kardecistas.

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