Gabriel Delanne – O Espiritismo Perante a Ciência – 1885

O autor, nome profundamente respeitado no meio espírita, demonstra neste livro que o Espiritismo, longe de contrariar a Ciência, é nela que se firma, não havendo incompatibilidade entre um e outro. Aprecia casos comprovados experimentalmente de aparições materializadas, telepatia, transportes, visão a distância e premonição, entre outros, relatando a adoção, por grande número de cientistas, da teoria espírita como a única explicação geral de todos os fenômenos investigados. Aconselha a pesquisa séria da mediunidade e reprova energicamente os que, por preconceito ou fanatismo, não admitem a adoção de medidas preventivas de mistificações no campo experimental. Acrescenta um Apêndice que visa informar sobre a consagração pela Ciência de algumas das mais importantes teorias da obra, várias décadas depois de sua publicação.

Gabriel Delanne – O Fenômeno Espírita – 1893

Acurado raciocínio, exposição fácil e temas do maior interesse são reflexos da personalidade do autor, que produziu este livro de inestimável interesse. Expõe, com naturalidade, fenômenos insólitos em capítulos como: a família Fox, fotografia espírita, Espiritismo na antigüidade, fenômeno de transporte e outros. Contradiz argumentos de negativistas da época os mesmos da atualidade e proclama a grande realidade do Espírito imortal.

Gabriel Delanne – A Evolução Anímica – 1895

O autor procura demonstrar que é mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade, elevando-se, por uma série de reencarnações, para destinos mais altanados. Os estudiosos da Doutrina Espírita encontrarão aqui rico material sobre o importantíssimo elemento de ligação entre o corpo e o Espírito: o perispírito, cuja realidade Delanne busca comprovar. No exame das origens e evolução da alma consciente, é evidenciada a existência de um determinismo divino, diretor, na grandiosa síntese da Vida Universal. Esta obra ressalta que o Espiritismo faculta a chave daquilo que a ciência humana é impotente para explicar.

Gabriel Delanne – A Alma é Imortal – 1897

A imortalidade da alma é demonstrada experimentalmente nesta obra. Por meio da observação e sem idéias preconcebidas, o autor reúne provas autênticas, absolutas e irrecusáveis da existência da alma unida ao perispito. Delanne explica cientificamente de que maneira a alma conserva a sua individualidade após a morte do corpo físico. E ainda afirma que ?estes primeiros esboços de uma fisiologia psicológica transcendental são o prenúncio de que (…) o Espiritismo aparecerá qual realmente é: a ciência do futuro?

Camille Flammarion – Urânia

Relata o encontro onírico entre um jovem e Urânia, a musa da Astronomia, tecendo considerações sobre astronomia e espiritualismo. Narra vários contatos espirituais ocorridos durante o sono e comprovados por fatos posteriores. Através da alternância entre a ficção e a Ciência, fala da vida em outros planetas, da extensão e constituição do Universo e da realidade do Espírito e do Plano Espiritual. Os episódios, investigações e reflexões são reunidos, como em um ensaio, trazendo algumas balizas para a compreensão do grande problema do homem — conhecer seu universo e sua origem.

Camille Flammarion – O Desconhecido e os Problemas Psíquicos – Volume 1

Esta obra é um repositório de inúmeros fatos surpreendentes, analisados cientificamente pelo autor com o objetivo de demonstrar a existência da alma como elemento real e independente do corpo físico, e que sobrevive à destruição deste último. São expostos, conforme as palavras do autor, na conclusão da obra, “442 fenômenos de ordem psíquica que indicam a existência de forças ainda desconhecidas agindo entre os seres pensantes e pondo-os em comunicação latente uns com os outros” Flammarion narra e comenta casos de diversas categorias de fenômenos psíquicos, entre eles: as manifestações telepáticas de moribundos, aparições, comunicações psíquicas, sugestão mental, vista a distância, sonhos e predições do futuro. Por fim, convida-nos ao estudo e ao trabalho na busca do conhecimento desse mundo invisível e das forças ainda desconhecidas que nele operam.

Camille Flammarion – O Desconhecido e os Problemas Psíquicos – Volume 2

Esta obra é um repositório de inúmeros fatos surpreendentes, analisados cientificamente pelo autor com o objetivo de demonstrar a existência da alma como elemento real e independente do corpo físico, e que sobrevive à destruição deste último. São expostos, conforme as palavras do autor, na conclusão da obra, “442 fenômenos de ordem psíquica que indicam a existência de forças ainda desconhecidas agindo entre os seres pensantes e pondo-os em comunicação latente uns com os outros” Flammarion narra e comenta casos de diversas categorias de fenômenos psíquicos, entre eles: as manifestações telepáticas de moribundos, aparições, comunicações psíquicas, sugestão mental, vista a distância, sonhos e predições do futuro. Por fim, convida-nos ao estudo e ao trabalho na busca do conhecimento desse mundo invisível e das forças ainda desconhecidas que nele operam.

Camille Flammarion – Estela

Nesta obra, Camille Flammarion narra a história de Rafael e Estela, um casal de jovens profundamente unidos pelo mais puro amor numa sintonia perfeita, em busca do conhecimento do céu, onde na verdade todos nós vivemos. Ele se consagra ao estudo dos astros do céu, com o objetivo de vulgarizar esse conhecimento através de suas obras; Estela, compreendendo a grandeza desse trabalho, o acompanha, sintonizando-se com o seu amado na busca do conhecimento dos astros do Universo.

Camille Flammarion – As Casas Mal assombradas

Camille Flammarion, conhecido e respeitado astrônomo francês, foi um dos grandes propagadores do Espiritismo, em fins do século XIX e início do século XX. Nesta obra ele faz uma minusciosa análise científica dos fenômenos extrafísicos nas chamadas casas mal-assombradas, demonstrando a presença, participação e direta responsabilidade dos espíritos. Analisa vários aspectos dos fenômenos ali verificados que atestam a continuidade da vida após a morte e conclui pela necessidade de contínuo estudo das ciências psíquicas, sem idéias preconcebidas, ou que se vinculem a conveniências pessoais.

Camille Flammarion – O Fim do Mundo – 1894

E se a Terra fosse atingida por um cometa? Seria este evento suficiente para aniquilar a vida no planeta? Sobreviveria a humanidade a tal cataclismo? Este o ponto de partida do um clássico da ficção científica, publicado em 1894 pelo célebre astrónomo e divulgador de ciência, o francês Camille Flammarion.

Camille Flammarion – Narrações do Infinito – 1872

Ao afirmar, como astrônomo, a existência de vida em outros planetas, desenvolve estudos intrigantes sobre mundos de vida superior, formas desconhecidas na Terra, alma das plantas e outras temáticas de interesse atual em assuntos siderais. É um livro atraente, transportando o leitor pelo espaço infinito, onde pulsa a vida na imensa criação de Deus.

Deus na Natureza – Camille Flammarion – 1866

Esta é uma das mais significativas obras clássicas do Espiritismo e, sem dúvida, a obra-prima de Camille Flammarion. O autor apóia-se em princípios da natureza para demonstrar a existência de Deus. Entre os assuntos magnos, tratados com alta visão, contam-se: ateísmo, força e matéria, ideia inata e Deus, instinto e inteligência, leis do Universo e origem dos seres. São estudos que transmitem conhecimentos basilares aos espíritas.

Léon Denis – O Gênio Céltico e o Mundo Invisível

Paris, 1927. Descrição: Esta obra de grande valor histórico e cultural foi finalizada as vésperas do desencarne do Mestre Léon Denis. Uma verdadeira viagem ao mundo dos celtas, pois aborda a origem, países célticos, guerras, povos, entre outros aspectos, ressaltando também as semelhanças doutrinárias existentes entre o Espiritismo e Celtismo, incluindo o Druidismo.

Léon Denis – O Espiritismo e as Forças Radiantes

Descrição: Realmente, o estudo dos fluidos e das forças radiantes leva, necessariamente, às formas invisíveis da vida, pois a elas se relaciona, fortemente. É por aí que a Ciência nova chegará a reconhecer a existência do mundo dos espíritos e que as imensas perspectivas do além se abrirão diante dela.

Léon Denis – Os Espíritos e Médiuns

Paris, 1921. Descrição: Nesta obra – uma valiosa contribuição de Léon Denis para aclarar o trato do Espiritismo experimental – temos muito que aproveitar, reconhecendo em seu autor um homem habituado lidar com médiuns e espíritos. De uma leitura atenta, podemos extrair inúmeras lições, que nos ajudarão a compreender facetas das comunicações mediúnicas, e que só o tempo poderia nos dar.

Léon Denis – O Problema do Ser, do Destino e da Dor

Léon Denis – O Problema do Ser, do Destino e da Dor – 1905 Paris, 1905. Descrição: “Tal é o caráter complexo do ser humano – espírito, força e matéria – em quem se resumem todos os elementos construtivos, todas as potências

Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser

Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser – 1901 Paris, 1901. Descrição: No qual a rica documentação apoiando a grande lei das vidas sucessivas, movendo-se em passagens majestosas, explica os fenômenos da vida; o mistério do destino se esclarece

Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo

Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo – 1898 Paris, 1898. Descrição: Neste livro o autor responde aos ataques costumeiros do clero romano, tenta com sucesso projetar sobre o Evangelho o clarão dessa luz secreta, na qual resplende a sublime figura de Jesus

Léon Denis – O Porquê da Vida

1885 – Léon Denis – O Porquê da Vida (Le Pourquoi de la Vie), Paris, 1885. Descrição: O que somos, de onde viemos, para onde vamos? “É a vocês, ó meus irmãos e irmãs em humanidade, a vocês todos a quem o fardo da vida curvou, a vocês a quem as lutas árduas, as preocupações, as provas oprimiram, que dedico estas páginas. É em sua intenção, aflitos, deserdados deste mundo, que as escrevi (…) Possam vocês nelas encontrar alguns ensinamentos úteis, um pouco de luz para clarear seus caminhos”.

1857 – O Livro dos Espíritos

Tradução de José Herculano Pires / Editora Lake.
Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, natureza dos espíritos e suas relações com os homens, leis morais, vida presente, futura e porvir da humanidade, é o marco inicial dos cinco livros que constituem a Codificação Espírita. Kardec apresenta 1018 perguntas aos Espíritos, obtendo de diversos médiuns elucidativas respostas, ainda atuais. Até o surgimento desta publicação, os problemas espirituais eram tratados de maneira empírica ou imaginosa. Posteriormente, o espírito e seus desafios saíram do abstrato para se tornarem acessíveis à pesquisa experimental. O sobrenatural se tornou natural e tudo se reduziu à questão de conhecimento das leis que regem o universo.

1858 – Revista Espírita

A rapidez com a qual se propagaram, em todas as partes do mundo, os fenômenos estranhos das manifestações espíritas, é uma prova do interesse que causam. Simples objeto de curiosidade, a princípio, não tardaram em despertar a atenção dos homens sérios que entreviram, desde o início, a influência inevitável que devem ter sobre o estado moral da sociedade. As idéias novas que deles surgem, se popularizam cada dia mais, e nada poderia deter-Ihes o progresso, pela razão muito simples de que esses fenômenos estão ao alcance de todo mundo, ou quase todo, e que nenhuma força humana pode impedi-los de se produzirem. Se os abafam em algum ponto, eles reaparecem em cem outros.

1859 – O Que é o Espiritismo?

Esta obra contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras percebe-se o objetivo e pode julgar do seu alcance. Neste livro encontram-se, além disso, respostas às principais questões ou objeções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer. É uma introdução ao conhecimento do Espiritismo que facilita um estudo mais aprofundado.

1859 – Revista Espírita

Os Espíritos não são seres à parte, mas as próprias almas daqueles que viveram na Terra ou em outras esferas, e que deixaram seus envoltórios materiais. Os Espíritos apresentam todos os graus de desenvolvimento intelectual e moral. Há, por conseqüência, bons e maus, esclarecidos e ignorantes, levianos, mentirosos, velhacos, hipócritas, que procuram enganar e induzir ao mal, como os há muitos superiores em tudo, e que não procuram senão fazer o bem. Essa distinção é um ponto capital. Os Espíritos nos cercam sem cessar, com o nosso desconhecimento, dirigem os nossos pensamentos e as nossas ações, e por aí influem sobre os acontecimentos e os destinos da Humanidade. Os Espíritos, freqüentemente, atestam sua presença por efeitos materiais. Esses efeitos nada têm de sobrenatural; não nos parecem tal senão porque repousam sobre bases fora das leis conhecidas da matéria. Uma vez conhecidas essas bases, o efeito entra na categoria dos fenômenos naturais; é assim que os Espíritos podem agir sobre os corpos inertes e fazê-los mover sem o concurso de nossos agentes exteriores. Negar a existência de agentes desconhecidos, unicamente porque não são compreendidos, seria colocar limites ao poder de Deus, e crer que a Natureza nos disse sua última palavra.

1860 – Revista Espírita

A Revista Espírita começa seu terceiro ano, e estamos felizes ao dizer que ela o faz sob os a mais favoráveis auspícios. Aproveitamos com zelo esta ocasião para testemunhar aos nossos leitores toda a nossa gratidão pelas provas de simpatia que deles recebemos diariamente. Só isto seria um encorajamento para nós, se não encontrássemos, na própria natureza e objetivo de nossos trabalhos, uma grande compensação moral pelas fadigas que lhes são conseqüência. A multiplicidade desses trabalhos, aos quais nos consagramos inteiramente, é tal que nos é materialmente impossível responder a todas as cartas de felicitações que nos chegam. Isso nos força, pois, endereçar aos seus autores um agradecimento coletivo, que rogamos aceitarem. Estas cartas, e as numerosas pessoas que nos honram vindo conferenciar conosco sobre essas graves questões, nos convencem, cada vez mais, dos progressos do Espiritismo verdadeiro, e entendemos por isso o Espiritismo cumprido em todas as suas conseqüências morais. Sem nos iludirmos sobre a importância dos nossos trabalhos, o pensamento de havermos para ele contribuído, lançando alguns grãos na balança, é, para nós, uma doce satisfação, porque esses alguns grãos sempre servirão para fazer refletir.

1861 – O Livro dos Médiuns

Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Continuação de O LIVRO DOS ESPÍRITOS
(Revista e corrigida com a ajuda dos Espíritos, e acrescida de numerosas instruções novas, dadas na época a Allan Kardec)
Contém 274 notas de rodapé feitas pelo tradutor
Tradução da segunda edição Francesa de DIDIER ET CIE. LIBRAIRES-ÉDITEURS Paris, 1862
por J. HERCULANO PIRES

1861 – Revista Espírita

O Sr. Allan Kardec cita um fato pessoal, de indicação dada pelos Espíritos, e notável pela sua precisão; numa conversa que teve na véspera com o seu Espírito familiar, este último lhe disse: Encontrarás, em te Siècle de hoje, um longo artigo sobre este assunto, e que responde atua questão; fomos nós que inspiramos o autor e a criação da qual ele dá conta, porque ela se prende às grandes reformas humanitárias que se preparam. Este artigo, do qual nem o Sr. Kardec, nem o médium tinham conhecimento, se encontrava efetivamente no jornal indicado, sob o título designado, o que prova que os Espíritos podem estar ao corrente das publicações deste mundo.

1862 – Revista Espírita

A questão das origens tem sempre o privilégio de excitar a curiosidade, e, nesse ponto de vista, o que o homem vê o estimula tanto mais quanto é impossível, a qualquer pessoa sensata, aceitar ao pé da letra o relato bíblico, e nisso não ver uma dessas alegorias das quais o estilo oriental é tão pródigo. A ciência, aliás, veio fornecer-lhe a prova demonstrando, por sinais os menos contestáveis, a impossibilidade material da formação do globo em seis dias de vinte e quatro horas. Diante da evidência dos fatos escritos em caracteres irrecusáveis, nas camadas geológicas, a Igreja deveu se alinhar à opinião dos sábios, e convir, com eles, que os seis dias da criação são seis períodos de uma extensão indeterminada, como fez outrora quanto ao movimento da Terra. Se, pois, o texto bíblico é suscetível de interpretação sobre esse ponto capital, pode sê-lo, do mesmo modo, sobre outros pontos, notadamente sobre a época da aparecimento do homem sobre a Terra, sobre a sua origem, e sobre o sentido que se deve dar à qualificação de anjos decaídos.

1862 – Viagem Espírita

É o registro da viagem que o codificador do espiritismo fez em 1862. Esta obra mostra a situação do Espiritismo cinco anos após o lançamento de O Livro dos Espíritos. Contém instruções para a formação de grupos e sociedades espíritas, inclusive, um modelo de Estatuto elaborado pelo próprio codificador. Há, também, diversos discursos feitos por Kardec ao iniciante movimento espírita da França, quando ele percorreu suas principais cidades.

1863 – Revista Espírita

O perispírito, como se viu, desempenha um papel importante em todos os fenômenos da vida; é a fonte de uma multidão de afecções das quais o escalpelo procura em vão a causa na alteração dos órgãos, e contra a qual a terapêutica é impotente. Pela sua expansão, se explicam ainda as reações de indivíduo a indivíduo, as atrações e as repulsões instintivas, a ação magnética, etc. No Espírito livre, quer dizer, desencarnado, substitui o corpo material; é o agente sensitivo, o órgão com a ajuda do qual ele age. Pela natureza fluídica e expansão do perispírito, o Espírito alcança o indivíduo sobre o qual quer agir, o cerca, o envolve, o penetra e o magnetiza. O homem, vivendo no meio do mundo invisível, está incessantemente submetido a essas influências, como às da atmosfera que respira, e essa influência se traduz por efeitos morais e fisiológicos, dos quais não se dá conta, e que atribui, freqüentemente, a causas inteiramente contrárias. Esta influência difere naturalmente, segundo as qualidades boas ou más do Espírito, assim como explicamos no nosso precedente artigo. Este é bom e benevolente, a influência, ou querendose, a impressão, é agradável, salutar: é como as carícias de uma terna mãe que enlaça seu filho nos braços; se for mau e malevolente, ela é dura, penosa, ansiosa e, às vezes, malfazeja: ela não abraça, oprime. Vivemos nesse oceano fluídico, incessantemente expostos às correntes contrárias, que atraímos, que repelimos, ou às quais nos entregamos, conforme as nossas qualidades pessoais, mas no meio das quais os homens conservam sempre seu livre arbítrio, atributo essencial de sua natureza, em virtude do qual pode sempre escolher o seu caminho.

1864 – Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas ou Primeira Iniciação

RESUMO DA LEI DOS FENÔMENOS ESPÍRITAS
Por Allan Kardec
Título original: RÉSUMÉ DE LAI LOI DES PHÉNOMÈNES SPIRITES (Paris, Avr. 1864, Chez Didier et Cie.)
Tradução: SALVADOR GENTILE

1864 – O Evangelho Segundo o Espiritismo

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Tradução de J. HERCULANO PIRES Contendo: a explicação das máximas morais do Cristo, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida. Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face

1864 – Revista Espírita

A época da renovação das assinaturas da Revista, para muitos de nossos leitores, cujo número aumentou este ano numa proporção notável, é uma ocasião de testemunhar seu devotamento à causa, e de manifestar, a nosso respeito, sentimentos dos quais somos vivamente tocados. As cartas que contêm a sua expressão são muito numerosas para que nos seja possível responder a cada uma em particular. Dirigimo-lhes, pois, coletivamente, nossos agradecimentos sinceros pelas coisas obsequiosas que muito querem nos dizer e os votos que fazem por nós e para o futuro do Espiritismo; nossa conduta passada lhes é a garantia de que não faliremos em nossa tarefa, por pesada que seja, e que nos encontraremos sempre no primeiro lugar na luta. Até este dia suas preces foram atendidas, por isso os convidamos a agradecerem os bons Espíritos que nos assistem e nos secundam da maneira mais evidente, afastando os obstáculos que poderiam entravar a nossa marcha, e nos mostrando, cada vez mais claramente, o objetivo que devemos alcançar.

1865 – Coletânea de Preces Espíritas

A coletânea de preces deste capítulo é uma seleção das que os Espíritos ditaram em várias ocasiões. Podem ter ditados outras, em termos diferentes, apropriadas a diversas idéias e ou a casos especiais. A finalidade da prece é levar nossa alma a Deus. A diversidade das fórmulas não devem estabelecer nenhuma diferença entre os que Nele crêem, e menos ainda entre os adeptos do Espiritismo, porque Deus aceita a todas, quando sinceras.

1865 – Revista Espírita

A Revista Espírita começa seu oitavo ano; já é uma façanha muito grande tratandose de uma idéia nova, ao mesmo tempo que um desmentido dado àqueles que prediziam a morte prematura do Espiritismo. Como nos anos precedentes, a época da renovação das assinaturas é, para a maioria dos leitores que se dirigem diretamente a nós, a ocasião de reiterar a expressão de seu reconhecimento pelos benefícios da Doutrina. Não podendo responder a cada um em particular, nós lhes pedimos aceitar aqui nossos agradecimentos sinceros pelos testemunhos de simpatia que consentiram em nos dar nesta circunstância. Se a Doutrina faz o bem, se dá consolação aos aflitos, se fortalece os fracos e levanta as coragens abatidas, primeiro é a Deus que é preciso agradecer, por isso antes que ao seu servidor, depois aos grandes Espíritos, que são os verdadeiros iniciadores da idéia e os diretores do movimento. Com isto não somos menos profundamente tocados com os votos que nos são dirigidos, para que a força de ir até o fim de nossa tarefa nos seja conservada; é o que nos esforçamos por merecer pelo nosso zelo e nosso devotamento, que não falharão, a fim de entregar a obra tão avançada quanto possível às mãos daquele que deve nos substituir um dia, e aperfeiçoar com um maior poder o que restará inacabado.

1866 – Revista Espírita

As mulheres têm uma alma? Sabe-se que a coisa não foi sempre tida por certa, uma vez que foi, diz-se, posta em deliberação num concilio. A negação é ainda um princípio de fé em certos povos. Sabe-se a que grau de aviltamento essa crença as reduziu na maioria dos países do Oriente. Se bem que hoje, entre os povos civilizados, a questão esteja resolvida em seu favor, o preconceito de sua inferioridade moral se perpetuou no ponto que um escritor do último século, cujo nome não nos vem à memória, definiu assim a mulher: “Instrumento dos prazeres do homem,” definição mais muçulmana do que cristã. Desse preconceito nasceu sua inferioridade legal, que não foi ainda apagada de nossos códigos. Por muito tempo elas aceitaram essa escravização como uma coisa natural, tanto é poderoso o império do hábito. Ocorre assim com aqueles que, devotados à escravização de pai a filhos, acabam por se crer de uma outra natureza que seus senhores.

1867 – Estudo acerca da Poesia Medianímica

Óbras Póstumas
Tradução de J. Herculano Pires

Publicado vinte e dois anos após o lançamento da última obra de Kardec, A Gênese, com que ele encerrou a Codificação, Obras Póstumas apresenta vários trabalhos do mestre que nunca haviam aparecido em livro. Na verdade, a maioria já havia sido publicada na Revista Espírita, logo após o seu passamento, como os leitores poderão verificar consultando o volume da coleção correspondente ao Ano de 1869. O que se conservou inédito até 1890 foi o material constante da segunda parte deste volume, intitulado Transcrições inextenso do Livro das Previsões Referentes ao Espiritismo, assim mesmo com exceção da Constituição do Espiritismo, também já divulgada, embora sem os comentários que Kardec reservara para mais tarde.

1867 – Revista Espírita

A época da renovação das assinaturas, a 1O de janeiro, é, como todos os anos, para a maioria de nossos correspondentes da França e do estrangeiro, a ocasião de nos dar novos testemunhos de simpatia dos quais somos profundamente tocados. Na impossibilidade material em que nos encontramos de responder a todos, rogamos-lhes consentirem em receber aqui a expressão de nossos agradecimentos sinceros e da reciprocidade de nossos votos, rogando-lhes estarem persuadidos de que não nos esquecemos, em nossas preces, de nenhum deles, encarnados ou desencarnados, que se nos recomendam. Os testemunhos que se consentem nos dar são, para nós, poderosos encorajamentos e muito doces compensações que nos fazem esquecer facilmente as dificuldades e as fadigas do caminho. E como não as esqueceríamos, quando vemos a Doutrina crescer sem cessar, superar todos os obstáculos, e que cada dia nos traz novas provas do benefício que distribui! Agradecemos a Deus do insigne favor que nos concede de ser testemunha de seus primeiros sucessos, e de entrever o seu futuro. Nós lhe rogamos nos dar as forças físicas e morais necessárias para cumprir o que nos resta fazer antes de retornar ao mundo dos Espíritos…

1868 – A Gênese

Esta obra é um passo a mais adiante nas conseqüências e aplicações do Espiritismo. Portanto, como indica seu título, tem por objeto o estudo de três pontos diversamente interpretados e comentados até nossos dias: A gênese, os milagres e as predições, na relação com as leis novas que decorrem da observação dos fenômenos espíritas. Obra de caráter científico e filosófico, é dividida em 2 partes:

A primeira, detalha a criação tanto material quanto orgânica e espiritual;

A segunda parte trata de Jesus, dos milagres e das predições.

1868 – Revista Espírita

O ano de 1867 havia sido anunciado como devendo ser particularmente proveitoso ao Espiritismo, e esta previsão realizou-se plenamente. Ele viu aparecer várias obras que, sem levar-lhe o nome, popularizam seus princípios, e entre as quais lembraremos Mirette, do Sr. Sauvage; Lê Roman de l’avenir, do Sr. Bonnemère; Dieu dans Ia nature, pelo Sr. Camille Flammarion. La Raison du Spiritisme, pelo Sr. juiz de instrução Bonnamy, é um acontecimento nos anais da Doutrina, porque sua bandeira é altamente e corajosamente arvorada porum homem cujo nome, justamente estimado e considerado, é uma autoridade, ao mesmo tempo que sua obra é um protesto contra os epítetos dos quais a crítica gratifica geralmente os adeptos da idéia. Os Espíritas têm todos apreciados esse livro como o merece, e lhe compreenderam a importância. É uma resposta peremptória a certos ataques; também pensamos que eles considerarão como um dever propagá-lo no interesse da Doutrina.

1869 – Revista Espírita

Por ocasião do projeto de constituição que publicamos no último número da Revista, recebemos numerosas cartas de felicitações e testemunhos de simpatia dos quais fomos profundamente tocados. Na impossibilidade de responder a cada um em particular, rogamos aos nossos honrados correspondentes consentirem em aceitar os agradecimentos coletivos que lhes dirigimos através da Revista. Estamos felizes, sobretudo, por ver que o objetivo e a importância desse projeto foram compreendidos, e que nossa intenção não foi desconhecida; todos viram nele a realização daquilo que se deseja há muito tempo: uma garantia de estabilidade para o futuro, assim como os primeiros passos de um laço entre os espíritas, laço que lhes tem faltado até este dia, apoiado sobre uma organização que, prevendo as dificuldades eventuais, assegura a unidade dos princípios, sem imobilizar a Doutrina. De todas as adesões que recebemos, delas não citaremos senão uma, porque é a expressão de um pensamento coletivo, e que a fonte de onde ela emana lhe dá, de alguma sorte, um caráter oficial; é a decisão do conselho do Círculo da moral Espírita de Toulouse, regularmente e legalmente constituído. Nós a publicamos como testemunho de nossa gratidão com relação aos membros do Círculo movidos nesta circunstância por um impulso espontâneo de devotamento à causa, e, além disto, para responder ao voto que disso nos expressaram.

1890 – Obras Póstumas

Óbras Póstumas
Tradução de J. Herculano Pires

Publicado vinte e dois anos após o lançamento da última obra de Kardec, A Gênese, com que ele encerrou a Codificação, Obras Póstumas apresenta vários trabalhos do mestre que nunca haviam aparecido em livro. Na verdade, a maioria já havia sido publicada na Revista Espírita, logo após o seu passamento, como os leitores poderão verificar consultando o volume da coleção correspondente ao Ano de 1869. O que se conservou inédito até 1890 foi o material constante da segunda parte deste volume, intitulado Transcrições inextenso do Livro das Previsões Referentes ao Espiritismo, assim mesmo com exceção da Constituição do Espiritismo, também já divulgada, embora sem os comentários que Kardec reservara para mais tarde.