Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo

Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo

A palavra possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, ou seja, de uma categoria de seres de natureza má, e a coabitação de um desses seres com a alma, no corpo de um indivíduo. Mas, como não há demônios nesse sentido, e como dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, também não há possessos, segundo as idéias ligadas a essa palavra. Pela expressão possesso não se deve entender senão a dependência absoluta da alma em relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.

Obsedados e Subjugados

Obsedados e Subjugados

Muito se tem falado dos perigos do Espiritismo. Entretanto, é de notar-se que aqueles que mais gritaram são precisamente os que só o conhecem de nome. Já refutamos os principais argumentos que lhe opuseram, de tal forma que a eles não mais retornaremos; acrescentaremos somente que, se quiséssemos proscrever da sociedade tudo quanto possa oferecer perigo e dar margem a abuso, não saberíamos ao certo o que haveria de restar, mesmo em relação às coisas de primeira necessidade, a começar pelo fogo, causa de tantas desgraças; as estradas de ferro, em seguida, etc., etc. Se admitirmos que as vantagens compensam os inconvenientes, o mesmo raciocínio se aplica a tudo o mais: assim o indica a experiência, à medida que tomamos certas precauções para nos subtrairmos aos perigos que não podemos evitar.

Caracteres da Revelação Espírita

Caracteres da Revelação Espírita

Pode-se considerar o Espiritismo como uma revelação? Neste caso, qual é seu caráter? Sobre o quê está fundada sua autenticidade? A quem e de que maneira ela foi feita? A doutrina espírita é ela uma revelação no sentido litúrgico da palavra, ou seja, é ela de todos os pontos o produto de um ensino oculto vindo do Alto? É ela absoluta ou susceptível de modificações?

Um Caso de Possessão

Um Caso de Possessão

REVISTA ESPÍRITAJORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOSPUBLICADA SOB A DIREÇÃO DEALLAN KARDEC ANO 6 – DEZEMBRO 1863 – Nº. 12ANO 7 – JANEIRO 1864 – Nº. 1 UM CASO DE POSSESSÃO SENHORITA JÚLIA    PARTE 1 Dezembro de 1863: Temos dito que não havia possessos, no sentido vulgar do vocábulo, mas

Natureza e propriedade dos fluidos

Natureza e propriedade dos fluidos

A Ciência deu a chave dos milagres que competem mais particularmente ao elemento material, quer explicando-os, quer demonstrando-lhe a impossibilidade, pelas leis que regem a matéria; mas os fenômenos nos quais o elemento espiritual tenha uma parte preponderante não podendo ser explicado somente pelas leis da matéria, escapam às investigações da Ciência: é porque eles têm, mais do que os outros, os caracteres aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a chave dos milagres desta categoria.

Procedimentos para afastar os maus Espíritos

Procedimentos para afastar os maus Espíritos

Procedimentos para afastar os maus Espíritos Revista EspíritaJornal de Estudos Psicológicospublicada sob a direção de Allan Kardec Setembro de 1859 A intromissão dos Espíritos enganadores nas comunicações escritas é uma das maiores dificuldades do Espiritismo; sabe-se, por experiência, que eles não têm

Médiuns Videntes

Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. É raro que esta faculdade seja permanente , sendo quase sempre o resultado de uma crise súbita e passageira. Podemos incluir na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de segunda-vista...

Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. É raro que esta faculdade seja permanente , sendo quase sempre o resultado de uma crise súbita e passageira. Podemos incluir na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de segunda-vista…

Kardec teria sido médico?

Kardec teria sido médico?

A biografia de Allan Kardec escrita por Henri Sausse é clássica. É publicada pela FEB no livro Obras Póstumas. Mas essa biografia contém algumas informações que não são confirmadas. Uma dessas informações, por exemplo, é a de que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Entretanto, isso em nada diminui o valor dessa bela biografia de Kardec.

Mozart – Conversas Familiares de Além-Túmulo

Mozart - Conversas Familiares de Além-Túmulo

Um dos nossos assinantes enviou-nos as duas entrevistas que se seguem, com o Espírito de Mozart. Ignoramos onde e quando se realizaram; não conhecemos o interpelante nem o médium; somos completamente estranhos a tudo isso. Entretanto, é notável a perfeita concordância que há entre as respostas obtidas e as que foram dadas por outros Espíritos sobre vários pontos capitais da Doutrina, em circunstâncias completamente diferentes, quer quanto a nós, quer quanto a outras pessoas, e que transcrevemos em números anteriores e no Livro dos Espíritos.

O Trapeiro da Rua Noyers

O Trapeiro da Rua Noyers

“Um dos mais estranhos fatos ocorre atualmente na Rua des Noyers. O Sr. Lesage, ecônomo do Palácio da Justiça, mora num apartamento dessa rua. Há algum tempo que projéteis, vindos não se sabe de onde, quebram as vidraças e vão atingir os que se encontram na casa, ferindo-os mais ou menos gravemente. São fragmentos bastante consideráveis de tições meio carbonizados, pedaços de carvão de pedra muito pesados e até dos chamados carvões de Paris. A criada do Sr. Lesage recebeu diversos no peito, ficando com fortes contusões.

Transcomunicação Instrumental – TCI

A moderna fase da TCI iniciou-se com o crítico de arte sueco Friedrich Jürgenson (1903-1987) que, em seus momentos de lazer, em sua casa de campo em Molbno, tinha o hábito de gravar o canto dos pássaros da região. Em 1959, ao escutar uma dessas gravações, deparou-se com vozes humanas entre os cantos gravados. Estranhou o fato, uma vez que estivera absolutamente só ao realizar a gravação, no meio de um bosque. Ao ouvir com mais cuidado, notou que se tratava de vozes de pessoas e que podiam ser percebidas palavras em vários idiomas, o que descartava a hipótese de interferência de alguma emissora de rádio. Aprofundando-se em novas gravações, assombrou-se ao perceber que as vozes o chamavam pelo nome, por apelidos e que podiam responder a perguntas feitas no local, o que também descartava a hipótese de captação de rádio-amador ou outro tipo de transmissão à distância. Indagando de quem seriam aquelas vozes, a resposta não tardou: “Somos os mortos…”.

Camille Flammarion – Estela

Nesta obra, Camille Flammarion narra a história de Rafael e Estela, um casal de jovens profundamente unidos pelo mais puro amor numa sintonia perfeita, em busca do conhecimento do céu, onde na verdade todos nós vivemos. Ele se consagra ao estudo dos astros do céu, com o objetivo de vulgarizar esse conhecimento através de suas obras; Estela, compreendendo a grandeza desse trabalho, o acompanha, sintonizando-se com o seu amado na busca do conhecimento dos astros do Universo.

O Pensamento Político de Kardec

As teorias de Marx mobilizaram o operariado, com sua proposta da ditadura do proletariado, certamente utópica, mas sedutora. Foram fatores que provocaram profundas alterações na visão do emprego e do capital. Na verdade, depois de Marx a sociedade se viu obrigada a olhar o trabalho sob uma nova ótica. Na estruturação do Espiritismo, Kardec não tomou como não devia tomar partido das ideias em jogo. Ele, entretanto, elaborou todo um modelo de sociedade que, com justeza, podemos chamar de utopia kardecista.

Cristianismo X Espiritismo

Na “Revista Espírita”, amiúde, Kardec reafirma o caráter científico do Espiritismo, expresso no preâmbulo de “O Que é o Espiritismo” (1860). Até o lançamento de “O Livro dos Médiuns” (1861), é coerente com essa definição, de que o verdadeiro caráter do Espiritismo é o de uma ciência, jamais o de uma religião.

Por dentro do Espiritismo – É uma Religião?

Também é curioso observar que o Espiritismo, quando chegou ao Brasil na década de 60 do século XIX, começou a percorrer um caminho distante e diferente do que foi difundido por Kardec e praticado na Europa. O sincretismo religioso nas terras brasileiras conferiu à Doutrina Espírita um status que ela não tem em sua origem e essência, o de religião. Entretanto, Kardec só admite o Espiritismo ser chamado de religião, se for no sentido filosófico, pois reconhece o seu caráter ético e suas consequências morais, especialmente, quando investe na fraternidade entre os homens. Segundo ele, apresentar o Espiritismo à sociedade como religião seria descaracterizá-lo em seus princípios. “Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se de um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis que simplesmente se diz: Doutrina filosófica e moral”².

Kardec e o Espiritismo

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, Ciência Experimental e doutrina filosófica. Como Ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações. Pode ser definido assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. (A. Kardec – O Que é o Esp. – Preâmbulo)
Na 5ª edição francesa de “O Livro dos Médiuns”, cap. III, item 35 o seu autor é categórico em incluir o texto em que garante que aquele que quiser conhecer a doutrina espírita deverá seguir a seguinte ordem de estudo de suas obras: 1. O que é o Espiritismo; 2. O Livro dos Espíritos; 3. O Livro dos Médiuns; 4. Seleta, por ele elaborada, depois que escreveu o livro a Gênese, contendo matéria publicada na Revue Spirite, com destaque para um estudo sobre a desobsessão, onde apresenta um quarto caso não incluído no LM ao qual chamou de “obsessão física”, onde o Espírito perturbador só quer chamar a atenção do seu pretenso médium para seus predicados. Conta, até, o caso do Espírito corneteiro.

Tradutor, Traidor

Os inimigos de Kardec sempre insistem em que logo após a sua morte algo de revolucionário apareceu em termos de fenômenos e de comunicações mediúnicas. Todavia, para qualquer estudioso da codificação kardeciana e, sobretudo, do vasto acervo enfeixado nos tomos da Revista Espírita, isto não é uma verdade absoluta.

Como estudar o Espiritismo?

“Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis.

Fundamentos da Ética Espírita

O propósito deste trabalho é retomar estes conceitos fundamentais, derivando-os diretamente da teoria espírita e explicitando-os. A importância dessa retomada é restabelecer as bases da ética espírita, de um modo que possam servir como parâmetro à estruturação de um comportamento pautado nos princípios do Espiritismo, aplicável a todas as situações humanas, mas sem a imposição de um comportamento padrão que ignore as individualidades dos espíritos.
Para isso, o texto parte de uma pequena história da Ética e da Moral e discute, filosófica e etimologicamente, os conceitos a elas ligados. Em seguida, discute uma parte básica da ética: a teoria dos valores, propondo um conjunto dos essenciais para a doutrina. Finalmente, apresenta os fundamentos da Ética Espírita.

Moradas dos Espíritos

Bem antigos são os registros de médiuns ou Espíritos que ditam particularidades sobre a vida extracorpórea, geralmente por eles preenchida por um colorido imaginativo e contaminada por um excessivo furor literário, muito impróprio à linguagem dos Espíritos superiores.
O Sr. Emmanuel Swedenborg, pelo que se vê, anotou em seus diários uma série de descrições fantásticas, apimentadas por sua tendência verborrágica e seu calor excessivo.

O Perispírito na Visão de um Físico

Perispírito é um neologismo promíscuo criado por Allan Kardec para definir, segundo esclarecimentos de Entidades espirituais, o campo envoltório do Espírito.
A maioria dos dicionários não o registra. Vamos, todavia, encontrá-lo no Houaiss, considerado o mais completo de todos, embora não dê a origem do termo. Promíscuo porque usa o prefixo grego peri (em torno de) e o termo latino Spiritus da quarta declinação e que, segundo Cícero, define o hálito e aparece em Virgílio como princípio de vida, dando-nos posteriormente o conceito religioso que hoje o define.

Falso Conceito de Espiritismo

Muitas pessoas, ainda que conhecendo relativamente o Espiritismo e apesar, em alguns casos, de sua erudição, dão-lhe um significado moral e sociológico completamente falso e que não pode se chocar com o verdadeiro conceito filosófico que emana de seus feitos e de seus postulados e com as aspirações ideológicas para elevar o nível moral e social dos indivíduos e dos povos, impulsionando-os para uma era de paz, amor e justiça.

As Origens da Questão Roustaing

O trabalho que se vai ler foi-me enviado em 1981, quando eu estava concluindo a preparação do livro “O Corpo Fluídico”. Foi do saudoso amigo Francisco Klörs Werneck a gentileza da remessa. Mas o meu livro estava já no prelo, de modo que não pude aproveitá-lo, como de resto, a muitas outras colaborações que recebi na época. Dou-o ao seu conhecimento, agora, leitor, no momento em que a segunda edição do “Corpo Fluídico” está sendo lançada. Não sendo inédito, este trabalho é, no entanto, totalmente desconhecido, pois veio a público através da extinta “Revista Espírita do Brasil”, em 1936. Revista e autor eram do Rio de Janeiro. Após sua leitura, compreenderá você a razão que me faz apresentá-lo aqui. (Wilson Garcia).

Kardec e os Exilados

Em A Caminho da Luz, lê-se: “Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.
“As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização”

Deve-se Publicar Tudo Quanto Dizem os Espíritos?

Esta pergunta nos foi dirigida por um dos nossos correspondentes, e a respondemos com a pergunta seguinte: Seria bom publicar tudo quanto dizem e pensam os homens? Quem possua uma noção, por pouco profunda que seja, do Espiritismo, sabe que o mundo invisível é composto de todos aqueles que deixaram na Terra seu envoltório visível; mas, em se despojando dele, o homem carnal, nem todos, por isso, revestiram a túnica dos anjos. Portanto, os há de todos os graus de saber e de ignorância, de moralidade e de imoralidade; eis o que não é necessário perder de vista Não esqueçamos que, entre os Espíritos, como na Terra, há seres levianos, estouvados e zombeteiros; pseudo-sábios, vãos e orgulhosos de um saber incompleto; hipócritas, maus; e o que nos pareceria inexplicável, se não conhecêssemos, de alguma sorte, a fisiologia desse mundo, é que há sensuais, vis, crápulas, que se arrastam na lama.

Onde Está a Força do Espiritismo?

Fala-se muito em Espiritismo, mas quase nada se sabe a seu respeito.
Kardec afirma, na introdução de “O Livro dos Espíritos”, que a força do Espiritismo não está nos fenômenos, como geralmente se pensa, mas na sua “filosofia”, o que vale dizer na sua mundividência, na sua concepção da realidade. Mas de onde vem essa concepção? Como foi elaborada?
Os adversários do Espiritismo desconhecem tudo a respeito e fazem tremenda confusão. Os próprios Espíritas, por sua vez, na sua esmagadora maioria estão na mesma situação. Por quê? É fácil explicar. Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas, em geral, fazem o mesmo: formulam uma ideia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegaram. A maioria, dos dois lados, se esquece desta coisa importante: o Espiritismo é uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada.
Trata-se, pois, não de fazer sessões, provocar fenômenos, procurar médiuns, mas de debruçar o pensamento sobre si mesmo, examinar a concepção espírita do mundo e reajustar a ela a conduta através da moral espírita.

26 Maneiras de Identificar se uma Mensagem provém de um Bom Espírito

Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma “mensagem”, recebida por algum médium, adivinho ou “sensitivo”, tendo você como especial destinatário. É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que “recebe” tal e qual entidade e “trabalha” em casa mesmo.

Minhas Observações do Espiritismo

Infelizmente no Brasil há uma acomodação geral entre os centros espíritas, em que o lado religioso é desenvolvido e os aspectos filosófico e científico são ignorados de forma que; toda a doutrina é dogmatizada e distorcida em seu objetivo primário; que é dar aos homens as ferramentas corretas, para uma compreensão universal do mundo espiritual, respondendo as grandes indagações da humanidade, ou seja, de onde eu vim, o que estou fazendo aqui e para onde eu vou!

Metodologia Espírita

Urge restabelecer a metodologia espírita, nos termos abaixo especificados, a fim de que o movimento espírita não se deixe apanhar pelos inimigos do mundo invisível, desejosos de lançar os fachos da discórdia e estabelecer o regime de displicência doutrinária e, com efeito, atestar o falecimento do raciocínio. Como neste Blog priorizamos antes de tudo o próprio Espiritismo, nos escritos do inesquecível mestre lionês é que fomos buscar as bases de nossa linha de procedimento de divulgação doutrinária espírita, que pode ser bem apreciada em muitos dizeres do Codificador.

A Queda do Espírito e o Problema das Origens

Defensores modernos do conceito de queda do espírito dizem, por exemplo, que o número 540 de O Livro dos Espíritos o confirmaria, dando-nos conta de que o arcanjo começou “sendo” átomo e não “no” átomo. O espírito haver-se-ia transformado em matéria quando “caiu” por causa de sua revolta primordial, congelando-se; seria, agora, a própria matéria. A evolução constituiria uma espécie de descongelamento cujo resultado seria a recuperação da pura espiritualidade perdida. Todavia, este monismo de Ubaldi e outras reedições do mito da queda angélica, como a de Roustaing, nada têm a ver com o Espiritismo.

CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO DOS ESPÍRITOS – “Selo de Qualidade Espírita”

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.

Curta Resposta aos Detratores do Espiritismo

O Espiritismo é uma doutrina filosófica que tem consequências religiosas, como toda doutrina espiritualista; por isso mesmo toca forçosamente às bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura; mas não é, uma religião constituída, tendo em vista que não tem nem culto, nem rito, nem templo, e que, entre os seus adeptos, nenhum tomou ou recebeu o título de sacerdote ou de sumo sacerdote.

A Nova Literatura Mediúnica

A literatura mediúnica tem aumentado de maneira assustadora. Diariamente, aparecem novos médiuns, novos livros, alguns bem redigidos, se observados quanto ao aspecto gramatical, mas de conteúdo duvidoso se analisadas as revelações fantasiosas que iludem muitos novatos, ainda sem conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame criterioso daquilo que leem. Muitos desses livros se originam de Espíritos ardilosos que, de maneira sutil, se lançam no meio espírita como arautos de novas revelações capazes de encantarem leitores menos preparados, aqueles sem um lastro de conhecimento doutrinário que lhes possibilite um exame lúcido, capaz de os levar a conclusões esclarecedoras.

As “Obras Básicas” da Doutrina Espírita Estão Ultrapassadas?

Oportuno ressaltar, que as comunicações dos Espíritos Superiores que deram origem à Codificação Espírita, aconteceram através de milhares de médiuns, nos mais diversos grupos espíritas espalhados pelo mundo, submetidas todas ao Controle Universal das Comunicações Espíritas, conforme palavras de Allan Kardec, o Codificador, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

O Espiritismo e o Lugar Social da Igreja

O projeto kardequiano tem como objetivo final “a influência sobre a ordem social”, último estágio da propagação espírita, numa prospecção discutível, mas respeitável, totalmente pertinente como argumento contrário à ideia de que o Espiritismo seria uma filosofia de alienados, mais preocupados com o além do que com o aqui e agora.

Léon Dennis, Emmanuel e as Almas Gêmeas

“Os espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens.”

Se todos os Médiuns adotassem Allan Kardec, não haveria tantos absurdos!

O texto em comento principia com duas “denúncias”, extremamente oportunas: a primeira, de que a imprensa sistematicamente se recusa a abrir espaço para a análise criteriosa dos livros (adjetivados de espíritas) publicados; e, a segunda, de que os próprios autores (de mão própria ou por meio da psicografia, aduzimos nós) se sentiriam “incomodados” e rejeitariam tal análise.

Existem Animais no Mundo Espiritual?

Apesar de livros mediúnicos (livros de André Luiz e Chico Xavier e outros autores há citações), descreverem que há animais no plano Espiritual, não há qualquer embasamento na Doutrina Espírita. Fica evidente que se trata de criação dos Espíritos para diversos fins e não uma realidade como alguns apressadinhos querem impor. Há uma negativa sobre este assunto, feita por alguém que tem autoridade sobre a elaboração de todos os Livros da Codificação, “O ESPÍRITO VERDADE”

Fraternidade no Espiritismo SIM! Sincretismo, NUNCA!

“Só um setor do conhecimento, nesta hora de transição, não necessita renovações, e esse setor é precisamente o Espiritismo. O que ele exige de nós não é renovação doutrinária, mas apenas expurgo de infiltrações espúrias nos Centros, produzidas pela leviandade de praticantes que se desvairam da orientação doutrinária, adotando atitudes, fórmulas e práticas antiquadas. (…) O terror místico proveniente de um longo passado religioso de mistérios e ameaças não tem mais razão de ser. Não obstante, encontramos no meio espírita um pesado lastro desse terror em forma de traumatismos inconscientes que geram comportamentos antiespíritas”.

A Importância das Manifestações Mediúnicas

ua expressão de solidariedade humana através da morte. A seção da Revista Espírita intitulada Palestras Familiares de Além-Túmulo oferece provas inegáveis da identidade espiritual dos comunicantes, mostrando a naturalidade com que os chamados mortos se manifestavam afirmando a sua sobrevivência plena no mundo espiritual.

Espiritismo: O que é na Verdade! Carta à Imprensa

Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do ‘achismo’ e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta. Vamos aos assuntos:

O Espiritismo entre os Druidas

A ignorância e os preconceitos, quase por toda parte, desfiguraram essa doutrina, cujos princípios fundamentais estão misturados a práticas supersticiosas de todos os tempos, exploradas para sufocar a razão. Mas sob esse montão de absurdos, germinam as mais sublimes ideias, como sementes preciosas ocultas sob os estorvos, e não esperando senão a luz vivificante do Sol para alçar seu voo. Nossa geração, mais universalmente esclarecida, descarta os estorvos, mas um tal cultivo não pode se cumprir sem transição. Deixemos, pois, às boas sementes, o tempo de se desenvolverem, e às más ervas o de desaparecerem. A doutrina druídica nos oferece um curioso exemplo do que acabamos de dizer.

Allan Kardec – O Chefe Druída

Já sabendo que era um druida reencarnado, através da revelação do Espírito Zéfiro, Rivail preferiu assinar O Livro com seu antigo nome celta, a fim de separar seu trabalho de educador do de autor espírita. Fechava-se, assim, um ciclo palingenético, pessoal e histórico.
O espírito Kardec/Rivail completava sua tarefa de condutor de almas e as grandes teses druídicas ressurgiam no bojo da novel Doutrina Espírita. Tudo sobre o mesmo solo gaulês.

O “Crime” da FEB com o livro A Gênese de Allan Kardec

Meus Irmãos, abaixo está uma das diversas adulterações efetuadas pela FEB, aquela que se diz Casa Mater do Espiritismo no Brasil. Neste caso foi a retirada do item 67 do capitulo XV do titulo “Desaparecimento do corpo de Jesus” e substituído pelo item 68 e renomeando como 67. Ou seja, o Livro Original de Allan Kardec têm neste capítulo 68 itens! Esse crime foi na intenção de evitar atitudes contrarias ao Roustanguismo. Com certeza o livro que os Irmãos têm em casa é da FEB. O texto retirado está em negrito. Confiram!

UMBRAL E NOSSO LAR – Uma Realidade Não Existente em Face de Doutrina dos Espíritos

Tomemos consciência, que o retorno à verdadeira vida nos levará a conhecer a obra inenarrável do nosso Criador. Nossa casa somos nós mesmos, livres, viajando pela força do pensamento através de todo esse imenso cosmos, conhecendo mundos, assistindo a formação de galáxias, e admirando a perfeição dessa obra, que nem o maior de todos os artistas da Terra poderá reproduzir!

Os Espíritos Não Transam, Não Comem e não Dormem

Quando o Espírito está livre da vida física, entrevê sua existência com outros olhos, ou seja, com outra percepção, independente do seu grau evolutivo. Naturalmente que se for um Espírito de maior evolução, tal percepção será ampliada na mesma proporção, mas independentemente de ser mais ou menos elevado, a visão que possui sobre as coisas, sob todos os aspectos, é muito diferente daquela que ele possuía quando em vida física, pois nesta, sua percepção se retinha no imediato, e na espiritualidade, abrange o infinito.

Roma entre Nós

Roma ainda vive! E ao estudá-la compreendemos o porquê da frase que todos os caminhos nos levam a ela. Os caminhos não foram apenas às estradas, mas tudo o que Roma fez para tornar-se adorada, temida e inesquecível. Todavia, não são mais as estradas que existem, mas toda a herança de Roma que aguarda ser conhecida e aprofundada, e que muito dela sempre esteve entre os estrangeiros não mais dominados e se encontra, também, em nós.

Breve Resumo Histórico dos Evangelhos Apócrifos

Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento.

Jesus é o Filho do Homem? E se não for?

A percepção que temos a respeito de Jesus, reflete essencialmente a cultura cristã, a qual fomos submetidos. O Filho de Deus, ou o próprio Deus, o Messias, o Ungido, o Mestre, o Rei dos reis, O Filho de Davi, O Verbo de Deus, Aquele que existia antes da formação do Mundo, o Pão da Vida, o Médico das Almas, o Caminho, a Verdade e a Vida, enfim são muitas as definições e codinomes atribuídos ao homem de Nazaré, filho de Yussef e Miriam. Entre todas, há uma em especial que não escapou das polêmicas e principalmente das contradições que por si só a adjetivação encerra, é o título de Filho do Homem.

Atlântida e Lemúria Existiram?

Afinal, há alguma coisa de verdade no mito de Atlântida?
Antes da teoria da deriva continental, estipulada em sua forma moderna por Alfred Wegener em 1912, os paleontólogos tinham tremendo abacaxi para descascar: fósseis da mesma espécie eram encontrados em sítios de continentes distintos, separados por vastos oceanos.
Como eles cruzaram tais distâncias?

Ilusões e Desilusões Doutrinárias

Espiritismo, de um lado, com Kardec, sem qualquer influência estranha. Evangelismo, com Emmanuel e Joana de Ângelis, separadamente. Tendo como escopo o cristianismo igrejista dos jesuítas. Roustainguismo com o docetismo, sem qualquer vínculo com o Espiritismo. Enfim, e qualquer outra crença que queira subsistir, separadamente, sem se imiscuir com os fundamentos do Espiritismo, tal como fazem os Umbandistas.
E viva os Umbandistas! Eles estão certíssimos. Estudam Kardec como decorrência fenomênica, mas, mantêm-se fiéis a seus princípios próprios, respeitando-nos e esperando ser respeitador por nós.

O Espiritismo “Made in Brazil”

Percebe-se que há um processo de brasilianização do movimento espírita internacional, no qual o espiritismo abrasilianizado é exportado como produto tipicamente religioso em que crenças e rituais “made in Brazil” tentam, num processo de afirmação identitaria mostrar que o novo movimento espírita nascente nesse ou naquele país, guarda uma relação, digamos, espiritual com a origem brasileira e ao mesmo tempo manter-se universal.

Espiritismo, Ecologia e Educação

O Espiritismo, há quase 150 anos, já enfocava a questão ecológica na Terceira Parte de “O Livro dos Espíritos”, ao tratar das Leis Morais. Ao abordar as relações do homem com o seu semelhante e com a natureza, o Espiritismo oferece uma contribuição para o entendimento das causas da crise socioambiental de nosso planeta e uma contribuição ética para as soluções desejadas, especialmente no âmbito da Educação Ambiental. O objetivo deste trabalho, “Espiritismo, Ecologia e Educação”, está centrado em analisar as causas da crise ecológica, as relações do Espiritismo com a questão ambiental e as possíveis alternativas para a preservação do Planeta.

Concepção Espírita do Direito Natural

Impõe-se, inicialmente, situar o que se tem entendido, historicamente, por Direito Natural.
Há quem veja no Direito nada mais do que um conjunto de normas criadas pelo Estado, de validade restrita ao tempo e ao espaço sem valorização filosófica, mas com a única finalidade de regrar as relações dos cidadãos entre si ou destes com o próprio Estado. Nessa concepção, o Direito não estará vinculado à ideia da Justiça. A sua validade é independente da validade de uma norma de Justiça. Essa concepção de Direito recebeu o nome de Positivismo Jurídico. É o direito empírico, existente apenas a partir do caso concreto, esgotando-se na lei, no ordenado jurídico positivo.

Sinopse dos Principais Fatos Referentes à Origem do Espiritismo

Neste trabalho procuraremos reunir alguns dados importantes da história do Espiritismo, especialmente os referentes a Allan Kardec e ao Espiritismo nascente. Nossa fonte básica será a obra Allan Kardec, em três volumes, da autoria de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, dada a público pela Federação Espírita Brasileira em 1979/80. Qualquer estudioso do Espiritismo reconhecerá prontamente que ela representa o mais completo e rigoroso estudo já publicado sobre a vida e a obra de Kardec. Os volumes 2 e 3 contêm ainda análises e comentários de grande justeza e profundidade sobre muitos tópicos referentes à Doutrina e ao movimento espíritas.

Do Princípio da NÃO-RETROGRADAÇÃO

A encarnação é, pois, uma necessidade para o Espírito que, para cumprir sua missão providencial, trabalha em seu próprio adiantamento pela atividade e a inteligência que lhe é preciso empregar para prover à sua vida e ao seu bem-estar; mas a encarnação se torna uma punição quando o Espírito, não tendo feito o que deve, é constrangido a recomeçar sua tarefa e multiplica suas existências corpóreas penosas pela sua própria falta.

Expressão Filosófica do Espiritismo

Disse Allan Kardec que a força do Espiritismo está em sua filosofia, justamente porque faz apelo à razão, ao bom senso. Poder-se-ia estranhar o fato de haver o codificador da Doutrina Espírita dado tanta ênfase à razão, quando se sabe que o seu trabalho começou exatamente pelos fatos mediúnicos. E o Espiritismo realmente apoia-se nos fatos, nas provas, na experiência, como se diz a todo o momento.

O Que É? O Que Não É Espiritismo?

Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação é confundida erroneamente com o Espiritismo. Na verdade, embora mereça todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo. Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo.

Espíritas Descomprometidos com o Zelo Doutrinário

Para quem se empenha pela pulcritude doutrinária vale o sacrifício, sem contender com o mal, jamais. Porém, consciente quanto às atitudes a tomar no momento devido, quando falar e quando calar, sempre visando o aprimoramento, a iluminação, a ascensão, fugirá de errar por mero comodismo, omissão, e confirmará Jesus onde esteja por meio dos roteiros de amor e luz que o Espiritismo aponta.

Análise, Apreciação e Crítica. Sempre!

Atualmente, assiste-se a uma verdadeira avalancha de obras, na maioria mediúnicas, cheias de inovações, de revelações, de modismos, sem que haja espaço na imprensa espírita para uma apreciação séria, clara, fraterna, a respeito de conteúdos altamente duvidosos, que são levados a público como se fossem verdades reveladas.

Estudo de Validação: Possibilidade de Existência de Colônias Espirituais

O Espiritismo é, sem dúvida, uma ciência de observação, mas é mais ainda, talvez, uma ciência de raciocínio; o raciocínio é o único meio de fazê-lo avançar e triunfar de certas resistências.

Todas as teorias que demos, com relação ao Espiritismo, nos foram fornecidas pelos Espíritos, e, muito frequentemente, contrariaram as nossas próprias ideias.

Mas o meio de obter uma solução não é coisa indiferente; sabemos, por experiência, que não basta pedir bruscamente uma coisa para obtê-la; as respostas não são sempre suficientemente explícitas; é necessário pedir o desenvolvimento com certas precauções, chegar ao objetivo gradualmente e pelo encadeamento de deduções que necessitam um trabalho preliminar.

Jesus, Filho de Criação?

O interesssado colega de mesa, com a boca cheia, levantou os ombros e mais uma vez negou com a cabeça como se estivesse dizendo: “sei lá!” O questionador da Bíblia prosseguiu: – É isso mesmo… Acho que o que estou pensando tem fundamento, pois como pode ele ser da linhagem de Davi, se ele era filho de criação de José? E o dedicado e profundamente interessado no assunto, o colega de boca cheia, finalmente expressou sua grande opinião: – Sei não!

Será que Allan Kardec era Racista?

Na época, Allan Kardec sabia apenas o que vários autores contavam a respeito dos selvagens africanos, sempre reduzidos ao embrutecimento quase total, quando não escravizados impiedosamente. É baseado nesses informes “científicos” da época que o Codificador repete, com outras palavras, o que os pesquisadores Europeus descreviam quando de volta das viagens que faziam à África negra.

O Conhecimento Espírita V/S Práticas “Estranhas” e Ideias Supersticiosas.

Os excessos de misticismos, as fantasias psíquicas devem ser alijadas do comportamento humano com o uso e abuso da razão, do bom senso e da inteligência iluminada. Allan Kardec indagou aos Espíritos sobre os talismãs [amuletos] e a lição surgiu peremptória: “o que vale é o pensamento, não o objeto”, portanto a Doutrina Espírita credita as superstições à infantilidade espiritual.

Por dentro do Cristianismo – Quem Fundou?

Foi Paulo quem deu o passo de rompimento com o Judaísmo ao defender a separação entre a aceitação da Lei judaica e a fé em Cristo. Para ele, ter fé em Cristo independia se o indivíduo era judeu ou pagão. “Em algumas de suas cartas, Paulo distingue a lei e o evangelho, insistindo que uma pessoa é justificada pela fé em Cristo (o evangelho), não pelo cumprimento das obras prescritas pela lei judaica”.³
Na opinião do escritor Hermínio de Miranda, Paulo sacrificou muito Jesus ao Cristo. Ou seja, em seus escritos não há qualquer referência ao Jesus-Homem, muito menos uma aproximação com a essência de sua mensagem.

A Reencarnação nos Primeiros Séculos do Cristianismo

A doutrina da reencarnação é uma constante em Orígines, como o fora anteriormente para Pitágoras, Sócrates, Platão, e toda a tradição órfica grega até Plotino. Orígnes tinha consciência de indícios desta doutrina no próprio evangelho, como em Lucas 1:13-17; Mateus 17:9-13 e em João, 3:1-15. Igualmente, com os mistérios gregos, admitia que nosso universo é constituído por uma série de “mundos” habitados, onde a alma se aperfeiçoa (isto séculos antes de Giordano Bruno e de Kardec). Diz-nos Orígines: “Deus não começou a agir pela primeira vez quando criou este nosso mundo visível. Acreditamos que (…) antes deste houve muitos outros”.

Qual a Diferença entre Ressurreição e Reencarnação?

Se Kardec não houvesse criado a palavra REENCARNAÇÃO, nós espíritas poderíamos usar a palavra RESSURREIÇÃO para dizer que RESSUSCITAREMOS, ou seja, RESSURGIREMOS em UM NOVO CORPO CARNAL, o sentido seria o mesmo que damos ao significado da palavra REENCARNAÇÃO.

Gnósticos – Hereges que Sabiam Demais!

A leitura dos evangelhos, sejam eles canônicos ou apócrifos, deve seguir a uma análise atenta do ponto de vista histórico, especialmente levando em conta a época em que foram escritos, caso contrário serão realizadas leituras psicológicas, filosóficas e tantas outras enfadonhas, cheias de opiniões pessoais que são arrumadas de improviso, em uma tentativa muitas vezes leviana e precipitada de se popularizar Jesus como o único caminho de salvação de uma humanidade “pecadora”, bem como despontar de forma pretensiosa como a verdadeira explicação dos ditos de Jesus. E muitas vezes nem se preocupa em verificar se Jesus teria realmente, dito isto ou aquilo.

Perispírito e “Corpos Espirituais”: O que diz a Doutrina Espírita?

Não há, até o momento, nenhum meio científico de se verificar objetivamente os graus de percepção mediúnica ou o grau de espiritualidade de uma pessoa. Além disso, o vidente que examina a aura de alguém sofre as mesmas variações de instabilidade psico-orgânica e emocionais”. (J. HERCULANO PIRES. Mediunidade (vida e comunicação). Cap. XIII, EDICEL, São Paulo, p. 111).

O Espiritismo Exige Responsabilidade

Que nossos dirigentes respeitem o Espiritismo divulgando-o como ele é na realidade e não inserindo opiniões pessoais como sendo verdade. Daí também surge a necessidade gritante de se capacitarem melhor, se aprofundando nas obras de Kardec, de se atualizarem através de trocas de experiências com outros dirigentes de outras Casas Espíritas, da leitura e divulgação dos jornais espíritas, enfim, de estudar Kardec e entender melhor as lições Jesus para praticá-las com mais eficiência a cada dia que passa.

Um ensaio sobre Espiritismo e Política

Deve o espírita esforçar-se para cumprir os seus deveres de cidadão e exercer os seus direitos políticos? – A Doutrina Espírita conscientiza a criatura humana, levando-a a tornar-se um “homem de bem” no sentido global? – Que têm feito as Instituições Espíritas para favorecer o processo de conscientização sócio política dos seus frequentadores? – O que você acha de realizarmos um ciclo de estudos e debates sobre o assunto desta apostila? – Se Você despertou maior interesse sobre o assunto, leia esta apostila.